quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Crise hídrica? A Sabesp vai muito bem, obrigado!



Cantareira

Por Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

O que acontece com o Estado de São Paulo na questão da água é um exemplo do que pode acontecer em outros estados e cidades brasileiras, segundo dados recentes publicados pela ANA (Agência Nacional de Águas). Portanto, aprender e tirar lições deste episódio poderá ajudar gestores públicos e a sociedade a não repetir os erros que foram cometidos, e conviver melhor com uma situação que veio para ficar.

A crise hídrica, como ficou conhecida, não ocorreu por uma única causa, ou por um único erro cometido, nem tampouco pela falta de chuvas – mesmo considerando que esta seca é uma das piores dos últimos 84 anos. Na verdade foi um conjunto de fatores que levou a maior cidade brasileira, sua região metropolitana e várias cidades importantes do interior do Estado a sofrerem o desabastecimento de água.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), empresa que administra a coleta, o tratamento, a distribuição de água, e também o tratamento dos esgotos, é uma das maiores empresas de saneamento do mundo, e uma das mais preparadas do Brasil – com um corpo técnico altamente qualificado, e dispondo de uma boa infraestrutura. Assim pode-se afirmar sem dúvida que a causa principal de tamanha incompetência foi a sua administração voltada ao mercado, voltada ao lucro, que trata a água, um bem essencial à vida, como uma mera mercadoria.

Em 1994, a Sabesp se tornou uma empresa de capital misto, com a justificativa de que vendendo parte de suas ações conseguiria mais recursos financeiros para investir nos sistemas de abastecimento de água e de saneamento. Depois de 20 anos, o controle acionário se encontra nas mãos do Estado, que detém 50,3% das ações (metade negociada na BMF/ Bovespa, e a outra metade na Bolsa de NY), ficando os 49,7% restantes com investidores brasileiros (25,5%) e estrangeiros (24,2%).

A Sabesp é a empresa outorgada para utilizar e gerir o Sistema Alto Tietê, Guarapiranga e Cantareira, destinando em tempos normais 33 m³/s para Região Metropolitana de SP. Com a persistência da falta de chuvas e clima adverso, foi obrigada a reduzir pela metade a captação (pouco mais de 16 m³/s), apesar de fazê-lo tardiamente. Assim, o que era considerado um risco remoto tornou-se uma grande incerteza. A situação chegou a um ponto tal de dramaticidade que foi perdido o controle do sistema hídrico e, agora, além da captação do volume morto dos reservatórios, em curto prazo, a população fica na dependência das chuvas.

Em 2012, em documento elaborado pela própria Sabesp para a Comissão de Valores dos EUA, era admitido que pudesse ocorrer diminuição das receitas da empresa, devido a condições climáticas adversas. Assim sendo seria obrigada a captar água de outras fontes para suprir a demanda de seus usuários. Portanto, se conhecia e se antevia uma situação que acabou acontecendo. Porém nada foi feito pela Sabesp para diminuir este risco previsível.

Por outro lado, a gestão da crise não visou resolver os problemas da população, mas sim apenas amenizar a responsabilidade da própria Sabesp, blindando o governo do Estado, cujo mandatário estava em plena campanha eleitoral para sua reeleição. Em nenhum momento a gestão da Sabesp ou o governo do Estado admitiram a gravidade da situação. Muito menos a necessidade do racionamento, da diminuição da vazão, sendo ainda negadas pelas autoridades paulistas as interrupções que se tornaram cada vez mais constantes no fornecimento da água. Por isso, o que mais abalou a credibilidade do governo foi a divulgação pela imprensa de uma gravação onde a presidente da Sabesp admitia que uma “orientação superior” impediu, durante a campanha eleitoral, que a empresa tornasse pública a real situação hídrica do Estado.

Todavia, mesmo com a tragédia anunciada, penalizando a população, a empresa e seus acionistas vão muito bem. Basta acompanhar os lucros extraordinários nos relatórios de administração dos últimos anos, que geraram dividendos generosos para os acionistas da Sabesp, ao passo que o investimento necessário não acompanhou a mesma intensidade dos lucros obtidos pela empresa.

Esta situação por que passa a população paulista e paulistana poderá se estender a outras regiões do país nos próximos anos, caso persistam a má gestão, o desperdício e a devastação de nossas florestas. É um alerta à questão da privatização dos nossos bens naturais, em particular da gestão da água, do seu controle e distribuição. Daí a premente e essencial participação da sociedade nas políticas públicas para que a gestão das águas alcance resultados positivos, e não simplesmente siga a lógica da maximização dos lucros.



Conferência da Juventude de fachada de Geraldo Júlio é alvo de nota de repúdio da Juventude do PT


Nota da Juventude do PT/PE sobre a realização da Conferência Municipal de Juventude do Recife

1) Os movimentos e organizações de juventude do Recife foram surpreendidos com o anúncio no último dia 10 de dezembro da realização da Conferência Municipal de Juventude que ocorrerá no dia 18 de dezembro.

2) Não bastasse o tempo curto demais entre o anúncio e a realização da conferência (apenas uma semana), ela foi convocada sem qualquer diálogo com as organizações de juventude da cidade. O que nos faz questionar como é possível realizar uma conferência cujo objetivo deveria ser debater com as juventudes sobre suas demandas, se no seu próprio processo de construção as organizações juvenis são completamente excluídas.

3) Outro fato que causou estranheza na convocação foi o fato da prefeitura do Recife colocar esta como a 1ª conferência de juventude da cidade, quando é amplamente sabido que já ocorreram anteriormente duas outras conferências de juventude, uma delas no Governo João Paulo/PT em 2008 e a segunda no Governo João da Costa/PT em 2011.

4) Essa tentativa da atual gestão de reescrever a História é não só um desrespeito grave com as gestões anteriores comandadas pelo Partido dos Trabalhadores, como é também um desrespeito ao próprio povo do Recife, especificamente à juventude de nossa cidade que participou das conferências anteriores e construiu propostas para serem implementadas pela prefeitura.

5) Mas os problemas na conferência não param aí. Grave também é o fato do Conselho Municipal de Juventude que foi eleito em março de 2014 e que deveria estar a frente da organização da conferência ainda não foi sequer empossado, nove meses após a eleição dos representantes da sociedade civil.

6) Causa estranheza também o fato de não ter sido divulgado até então o regimento interno da conferência, nem sua programação. O que traz dúvidas sobre qual o tipo de diálogo que a prefeitura pretende ter com a juventude neste espaço.

7) As duas conferências de juventude realizadas pelas administrações do PT no Recife foram processos democráticos que contaram com a ampla participação da juventude desde sua convocação e construção. O que se refletiu na participação de mais de 1500 jovens na 1ª conferência em 2008 e mais de 900 jovens na 2ª conferência em 2011, ambas antecipadas com a realização de pré-conferências em todas as RPAs (Regiões Político-Administrativas) da cidade.

8) Esta nova conferência é de fato inovadora pelo seu formato completamente verticalizado que excluiu a juventude de sua elaboração e construção, ainda mais surpreendente após a jornada de junho onde a juventude ocupou as ruas exigindo mais transparência e participação.

9) Por tudo isto, a Juventude do PT repudia a forma antidemocrática como foi convocada e está sendo construída esta conferência e a falta de diálogo com as organizações de juventude. Entendemos que uma conferência deve ser o ápice do diálogo entre a gestão e a sociedade civil, mas infelizmente nesta gestão a própria conferência é resultado do autoritarismo da Prefeitura da Cidade do Recife.


Secretaria Estadual de Juventude do Partido dos Trabalhadores

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Escândalo das Debêntures: Justiça do DF suspende lançamento de títulos nos moldes pretendidos por Geraldo Júlio

Secretário de Finanças Roberto Pandolfi e Procurador Chefe da Fazenda Francisco Severien defenderam o projeto em Audiência Pública na Câmara do Recife

Do site do MPDFT

O Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios acolheu pedido de liminar para suspender a Lei 5.424, que “autoriza a instituição do Fundo Especial da Dívida Ativa – FEDAT”. A liminar foi concedida por causa da ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) ajuizada pelo Ministério Público do DF e Territórios.
O fundo teria em sua composição, como ativos permanentes, créditos inadimplidos (cláusulas contratuais não cumpridas ou prestações não pagas) inscritos em dívida ativa, de natureza tributária ou não, que estejam com parcelamento em vigor ou não, ou que não estejam com exigibilidade suspensa, bem como as demais receitas decorrentes de sua atuação. 
O Tribunal acolheu os argumentos do MPDFT quanto à inconstitucionalidade material da Lei de criação do FEDAT, porque ela é contrária a dispositivos da Lei Orgânica do DF (LODF) e da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A Lei 5.424 viola o artigo 143 da LODF, que determina as origens da receita pública do DF. Para o MP, a receita do FEDAT decorre, na prática, de antecipação de receitas futuras (créditos a serem recebidos pelo DF), o que constitui, na realidade, uma operação de crédito (definida pelo art. 29, inciso III, da LRF). 
Segundo o art. 146, § 1.º, da LODF, “fica vedada ao Distrito Federal, salvo disposição em contrário de norma federal, a contratação de empréstimos sob garantias futuras”. Dessa forma, a vedação de contratação de empréstimos estende-se também àqueles concedidos pelo DF.
A LODF também proíbe a vinculação de receitas a fundos, caso específico disposto na lei questionada, bem como é proibida “a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes” (Art. 151, inciso V, LODF). 
O MP argumenta que a competência do DF para legislar sobre direito financeiro e orçamentário é suplementar à da União e, portanto, as leis distritais não podem contrariar as leis federais, como é o caso da norma questionada. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o administrador público deverá planejar as contas públicas baseando-se no planejamento orçamentário. Para o MP, medidas pontuais, destinadas a resolver problemas orçamentários imediatos, comprometem o equilíbrio das contas públicas e podem comprometer a sua concretização.
Outro argumento destacado pelo Tribunal de Justiça diz respeito à Resolução 43/2001 do Senado Federal, cujo artigo 15 veda a contratação de operação de crédito nos últimos 120 dias anteriores ao final do mandato do governador do Distrito Federal.
Nos termos da fundamentação do MPDFT, o Tribunal destacou que o tema da securitização das dívidas públicas recomendava a suspensão da Lei distrital, especialmente porque a forma de instituição do FEDAT mostrava contrária a diversos artigos da LODF.
Com a medida liminar deferida, a Lei 5.424 teve a sua vigência suspensa a partir da decisão proferida pelo Conselho Especial do TJDFT. Após o regular trâmite do processo, com a oitiva da Câmara Legislativa e do Governador do Distrito Federal, o mérito da ação será julgado no ano de 2015.

Saiba Mais:
A procuradoria-geral de Justiça do DF e Territórios ajuizou ação direta da inconstitucionalidade com pedido de liminar contra a Lei 5.424, que “autoriza a instituição do Fundo Especial da Dívida Ativa – FEDAT”. O fundo teria em sua composição, como ativos permanentes, créditos inadimplidos (cláusulas contratuais não cumpridas ou prestações não pagas) inscritos em dívida ativa, de natureza tributária ou não, que estejam com parcelamento em vigor ou não, ou que não estejam com exigibilidade suspensa, bem como as demais receitas decorrentes de sua atuação.
O MPDFT alega, em primeiro lugar, que normas de gestão financeira e patrimonial, bem como condições para instituição e funcionamento de fundos, deverão ser instituídas por meio de lei complementar, e não de lei ordinária, de acordo com a Lei Orgânica do DF (LODF). Dessa forma, tal exigência, por si só, já seria suficiente para anular a Lei 5.424.
O MP argumenta ainda que a competência do DF para legislar sobre direito financeiro e orçamentário é suplementar à da União e, portanto, as leis distritais não podem se contrapor às leis federais, como é o caso da norma questionada. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o administrador público deverá planejar as contas públicas baseando-se no planejamento orçamentário. Para o MP, medidas pontuais, destinadas a resolver problemas orçamentários imediatos, comprometem o equilíbrio das contas públicas e podem comprometer a sua concretização.
A Lei 5.424 viola o artigo 143 da LODF, que determina as origens da receita pública do DF. Para o MP, a receita do FEDAT decorre, na prática, de antecipação de receitas futuras (créditos a serem recebidos pelo DF), o que constitui, na realidade, uma operação de crédito (definida pelo art. 29, inciso III, da LRF). Segundo o art. 146, § 1.º, da LODF, “fica vedada ao Distrito Federal, salvo disposição em contrário de norma federal, a contratação de empréstimos sob garantias futuras”. Dessa forma, a vedação de contratação de empréstimos estende-se também àqueles concedidos pelo DF.
A LODF também proíbe a vinculação de receitas a fundos, caso específico disposto na lei questionada, bem como é proibida “a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes” (Art. 151, inciso V, LODF).
Outro argumento que depõe contra a Lei. 5.424 é a Resolução 43/2001 do Senado Federal, no artigo 15, segundo a qual é vedada a contratação de operação de crédito nos últimos 120 dias anteriores ao final do mandato do governador do Distrito Federal.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Reciprev tem R$ 50 milhões nas mãos de investigados pela Lava Jato e pelo MPS






Em depoimento à Justiça, Alberto Youssef afirmou que Carlos Habib Chater, dono de postos de combustíveis em Brasília que distribuia e  propinas a políticos em nome dele e cujos negócios deram origem ao nome da Operação "Lava Jato", também opera com outro doleiro, Fayed Traboulsi. Uma das vertentes da Lava-Jato apura possíveis relações financeiras e societárias entre Youssef e Traboulsi, investigado na Operação Miqueias, em 2013 e que desbaratou forte esquema de fraudes contra Fundos de Pensões estatais.
Fayed Traboulsi foi apontado como o dono da Invista Investimentos Inteligentes, que intermediou aplicações de vários fundos de pensão, principalmente de prefeituras, no BVA.
A quebra do BVA é um dos exemplos mais recorrentes nas denúncias de participantes dos fundos de pensão sobre o direcionamento de investimentos da entidade por personagens como Traboulsi e Youssef por meio de conexões políticas. Fayed Trabousi já foi citado aqui no Blog pela utilização das chamadas "pastinhas" para seduzir prefeitos para que participassem dos golpes de sua organização criminosa contra previdências municipais (http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/12/reciprev-aplicou-em-fundo-gerido-por.html)
As ligações do Banco BNY Mellon com os doleiros Fayed e Youssef já estão sendo levantadas pela Polícia Federal que descobriu, por exemplo que o Fundo Postalis, dos Correios, teve um prejuízo de nada menos que R$ 40 milhões ao investir num fundo do BNY Mellon, por meio de uma gestora de investimentos indicada a dirigentes da fundação por operadores de Youssef. Já com relação ao doleiro Fayed, a Polícia Federal identificou influência sua em vários investimentos da ordem de R$ 364,2 milhões do IgePrev em fundos administrados pelo BNY Mellon.

Auditorias já realizadas pelo Ministério da Previdência Social, por sua vez, já identificaram o BNY Mellon como a administradora que concentra os fundos considerados "problemáticos" e que, por uma infeliz coincidência administra aproximadamente R$ 50 milhões dos recursos da RECIPREV.

SAIBA MAIS:

Postalis admite prejuízo de quase R$ 1 bilhão

Por Rafael Bitencourt | Valor
BRASÍLIA  -  O Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis) – o fundo pensão dos funcionários dos Correios – informou nesta segunda-feira, 5, que “não tem conhecimento de investigação” conduzida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que apura a existência de fraudes cometidas por antigos executivos da entidade. As denúncias foram publicadas na edição de ontem do jornal O Globo e relatam os prejuízos decorrentes de movimentações financeiras suspeitas.
As supostas práticas ilegais envolveram, segundo o jornal, o ex-diretor financeiro do Postalis, Ricardo Oliveira Azevedo. Segundo o instituto, ele não foi afastado do cargo, mas saiu por ter solicitado o “desligamento alegando motivos pessoais”.
O suposto envolvimento do ex-diretor se deu na rede de contatos que funcionava para viabilizar as operações financeiras descritas como fraudulentas. Consta da relação de pessoas envolvidas na denúncia representantes do Banco BNY Mellon, da gestora DTW Investimento e da empresa Tino Real Participação, além do doleiro Alberto Youssef, que foi preso em março pela “Operação Lava-Jato” da Polícia Federal (PF). Outro ponto de desconhecimento da instituição se refere à “influência” do doleiro em seus investimentos.
De acordo com a denúncia, os recursos do Postalis foram aplicados em fundos administrados pelo banco envolvido. Portanto, seria o Banco BNY Mellon, na condição de “administrador e gestor master” do fundo, que “melhor pode responder sobre os aportes feitos naquele fundo”. A entidade assegurou que, caso seja identificada alguma fraude, tomará “as medidas cabíveis na defesa de seus direitos” que, segundo o instituto, estão resguardados.
O jornal informou que as irregularidades apontadas nos investimentos “não têm relação” com a fiscalização da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). “As autuações efetuadas pela Previc diziam respeito a desenquadramentos dos investimentos em relação aos limites legais e não tratavam de prejuízos ao fundo”, informou o instituto em nota.
“Déficit técnico”
O Postalis reconheceu que registrou um “déficit técnico” no valor de R$ 936,5 milhões, no final de 2013. “Esse déficit decorre do impacto da mudança de algumas premissas atuariais – taxa de rotatividade, tábua de mortalidade, queda da taxa de juros – e, principalmente, do resultado dos investimentos que se manteve abaixo da meta atuarial”, justificou.
Segundo o fundo de pensão, o suposto embate entre os sindicatos dos trabalhadores e os Correios a respeito de quem deveria arcar com os prejuízos “não procede”. O instituto disse que a legislação estabelece que “qualquer equacionamento deve ser dividido entre a Patrocinadora (Correios) e os participantes”.
O Postalis admitiu que os investimentos na gestora DTW tiveram rentabilidade de 0,01% em renda fixa e 7,64% negativos em ações. E disse, ainda, que a meta do PostalPrev no ano de 2013 foi de 11,37%, mas a rentabilidade acumulada foi de - 0,38%.
Ao serem questionados, os Correios disseram, em nota, que “não há dívida de R$ 2,5 bilhões a ser saldada”, conforme for estimado pela reportagem do jornal. “Não há como afirmar que a situação existente compromete o lucro da empresa, já que caso seja definida necessidade de pagamento por parte dos Correios, ainda será decidida a forma e o prazo para amortização”, disse a estatal.
Sobre a indicação de membros para a diretoria do Postalis e de metade dos membros do conselho deliberativo e do conselho fiscal do instituto, os Correios informaram que tem como prerrogativa definir estes nomes, enquanto patrocinador. “Todos os indicados pela empresa cumprem os requisitos técnicos exigidos pela legislação e pelo estatuto do Postalis”, informou a empresa.

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domingo, 7 de dezembro de 2014

RECIPREV APLICOU EM FUNDO GERIDO POR CORRETORA NGS CAPITAL, ALVO DA OPERAÇÃO "FUNDO PERDIDO, DA POLICIA FEDERAL

ESCÂNDALO DAS DEBÊNTURES


A Diretoria da Reciprev transferiu recursos do Fundo de Previdência dos servidores da Prefeitura do Recife, de aplicações em bancos públicos para contas de Fundos geridos e sugeridos pela NGS Capital, Corretora investigada pela Polícia Federal, por aplicar golpes milionários em diversos Regimes Próprios de Previdência pelo País. 

A NGS Capital, que após o escândalo desencadeado pela Operação "Fundo Perdido", cuja segunda fase foi desencadeada agora em novembro e que só foi ignorado pela imprensa e pelo Ministério Público, em Pernambuco, mudou de nome para MHFT Investimento, já que uma simples consulta no Google revela que desde 2010 seu já aparece como entidade não confiável, tendo em vista a próprio histórico de seus sócios com negócios nebulosos, o que não passou despercebido aos Conselheiros do Fundo de Aposentadorias e Pensões dos Servidores Públicos da Cidade de São Sebastião, que recusaram, ainda em 2010, a mesma proposta aceita pelos gestores da Reciprev, em 2013.

Segundo o SINDSERV, Sindicato dos Servidores de São Sebastião, os sócios da Plena àquela época já teriam histórico de emissão de cheques sem fundos, além de contar com dois sócios e um administrador noemado que possuiriam extensa lista de processos de execuções fiscais na Justiça Federal de Pernambuco, além de responderem a ações civis públicas em São Paulo, inclusive com decretação da indisponibilidade de seus bens.


Segundo informações de bastidores, essa mesma Corretora estaria por trás do escândalo das Debêntures do prefeito Geraldo Júlio, que quer usar a Dívida Ativa como moeda para obter empréstimos no mercado financeiro, através de títulos, a exemplo dos inesquecíveis Precatórios de Eduardo Campos.

Matéria publicada no site Sul21 revela alguns detalhes sobre um dos Fundos indicados e geridos pela NGS Capital à Reciprev, revelando também que as investigações da Polícia Federal também envolveriam desvios de recursos públicos para financiamentos de campanhas eleitorais: 
"Em setembro de 2009 foi enviado à Câmara Municipal o mega projeto do Cais do Porto da Mauá, sem que fossem exigidas contrapartidas do empreendedor e que até hoje não tem assegurados recursos que garantam sua execução. O consórcio Porto Cais Mauá do Brasil tem como dos seus integrantes a NSG Capital, empresa que administra fundos de pensão. A NSG está sendo investigada pela Polícia Federal, por supostas irregularidades de desvios de recursos para financiamento de campanhas eleitorais.
Além disso, a Brookfield canadense, possível parceira no empreendimento para construção do shopping, do centro de convenções e hotel-torre previsto no projeto também tem suas atividades sob investigação pelas autoridades brasileiras (Polícia Federal, Ministério Público), canadense (Polícia Montada do Canadá) e a CVM – Comissão de Valores Mobiliários – americana. Ela é acusada de pagar R$ 4 milhões de propina para obter habite-se de construções irregulares de dois shoppings em São Paulo e de sonegar ISS através do pagamento de propinas aos fiscais tributários da Prefeitura de São Paulo, desvios que causaram um “rombo” de mais de 400 milhões nos cofres da capital paulista."

O empreendimento no qual os recursos dos servidores do Recife foram investidos, por sugestão da Plena, segundo o Sul21, tem como sócia uma das empresas envolvidas no esquema de corrupção para obtenção de "Habite-se" na construção de shoppings em São Paulo, além de sonegação do ISS paulistano, mediante pagamento de propinas aos fiscais tributários da capital paulista, ocasionando rombos de R$ 400 milhões aos cofres da cidade. (http://www.sul21.com.br/jornal/copa-2014-e-o-banheiro-papa/)

Segundo o colunista Lauro Jardim, do Radar On Line, a NGS CAPITAL está negociando a compra da Construtora Delta do Cavendish e do Carlinhos Cachoeira, fato já comunicado à Juíza da liquidação judicial da Delta.

Sem alarde, a Reciprev publicou distrato "bilateral" do contrato de consultoria que firmara, sem licitação, com a Plena Consultoria, tão logo foi desencadeada a primeira fase da Operação "Fundo Perdido", passado, portanto, quase um ano da prestação dos serviços.



AUTORIZAÇÃO DE RESGATE DO INVESTIMENTO NO BANCO DO BRASIL DETERMINANDO TRANSFERÊNCIA PARA FUNDO GERIDO PELA NGS CAPITAL



ATÉ "LOIRAÇAS BELZEBU", AS "PASTINHAS", ERAM USADAS PELOS GOLPISTAS PARA SEDUZIREM PREFEITOS E SERVIDORES AJUDAREM A QUADRILHA A SAQUEAR OS COFRES DAS PREVIDÊNCIAS MUNICIPAIS. ASSISTAM:


Agente financeira ("pastinha") Luciane  Hoepers,
integrante da quadrilha do doleiro Fayed e peça chave
do chamado "loiroduto" que fraudava as previdência públicas
http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1051/noticias/ela-so-e-parte-do-problema




SAIBA MAIS:

Enquanto se aconselhavam com fraudadores, diretores da Reciprev usavam reuniões do Conselho para criticar a presidenta Dilma e o Ministro da Fazenda

Em discurso na Câmara Municipal, Marília Arraes critica projeto de lei da Prefeitura do Recife
Tramitação de projeto de lei da PCR é alvo de queixas dos procuradores municipais