quarta-feira, 23 de julho de 2014

Eduardo Campos e Thiago Norões respondem representação por crime de Peculato no TJPE


O Portal de notícias Brasil 247 acaba de noticiar que o presidencável Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, responde, juntamente com seu primo, o procurador geral do Estado Thiago Norões, a uma Ação Popular movida pelo advogado Péricles Henrique Ferreira da Silva, em razão de prejuízo de R$ 204 milhões que, segundo a ação, o desvio de finalidade na utilização da área desapropriada pelo Estado de Pernambuco, pertencente à Companhia Agroindustrial de Goiana, teria ocasionado aos cofres do Estado. A desapropriação se deu para implantação de um distrito industrial e da Fábrica da Fiat na cidade de Goiana.

O autor da ação alega que além do desvio de finalidade, os terrenos foram super avaliados, sendo pagos preços acima dos valores de mercado e de modo a favorecer a CAIG (Companhia Agroindustrial de Goiana). O procurador-geral do Estado, Thiago Norões, que é primo de Eduardo Campos, também é citado como réu na ação. 

Péricles Henrique afirma que em 08 de agosto de 2011, o governo de Pernambuco havia declarado a Companhia Açucareira de Goiana (Usina Maravilha), de utilidade pública, para fins de desapropriação e instalação do distrito insdustrial. Entretanto, no dia seguinte à publicação do Decreto de desapropriação, o governo Eduardo Campos firmou um novo acordo, desta feita com a CAIG, visando a desapropriação de outro Engenho, o Terra Rica, operação que não chegou a se concretizar.

Em 29 de novembro de 2011, antes do ajuizamento da desapropriação da Usina Maravilha, o Estado de Pernambuco assinou uma permuta com a CAIG, repassando para esta os imóveis que seriam desapropriados da Usina Maravilha. Com essa operação, o governo Eduardo Campos trocou uma área 24 vezes maior que era a da Usina Maravilha por uma bem inferior, além de perdoar R$ 100 milhões de passivo tributário da CAIG. Leia a íntegra da matéria aqui: http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/147730/Ação-popular-pede-Campos-como-réu-por-improbidade.htm

Além de ter ingressado com a Ação Popular, o advogado Péricles Henrique ainda entrou com uma Representação Criminal contra Eduardo Campos e Thiago Norões, por Peculado, que é o crime previsto no art. 312, do Código Penal, que prevê pena de reclusão de 2 a 12 anos para o funcionário público que se apropriar "de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio". O processo está na Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco e tem como relator o Desembargador Gustavo Augusto Rodrigues de Lima


Folha de São Paulo traz denúncia de compra de apoio do PSB à candidatura de Paulo Câmara. PROS e PP estariam envolvidos


O deputado federal José Augusto Maia (Pros-PE) disse que recebeu e recusou oferta de "vantagem financeira" para que seu partido integrasse a coligação do candidato a governador Paulo Câmara (PSB), o escolhido pelo presidenciável Eduardo Campos para sucedê-lo em Pernambuco.
Segundo o deputado, a oferta de propina foi feita pelo presidente nacional do Pros, Eurípedes Jr., e pelo líder da bancada do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PE).
Todos os citados que foram ouvidos pela Folha negaram a oferta. Em Brasília, o PP e o Pros atuam em bloco que reúne 59 deputados federais. Em discurso na Câmara na quinta (17), Maia disse que foi destituído do Pros por não ter aceito uma proposta "indecorosa e vergonhosa", conforme o jornalista Elio Gaspari relatou em sua coluna na Folha e no "Globo" no domingo (20).
À reportagem Augusto Maia contou em detalhes os dois encontros em que ele diz que as ofertas foram feitas. O primeiro, diz o deputado, foi no saguão do hotel Atlante Plaza, na praia de Boa Viagem, no Recife (PE), na manhã de 12 de junho, dia do jogo de abertura da Copa. Além dele, estavam presentes Eurípedes e os deputados federais Givaldo Carimbão (AL), líder do Pros na Câmara, Salvador Zimbaldi (Pros-SP), Ronaldo Fonseca (Pros-DF), Márcio Junqueira (Pros-RR) e Major Fábio (Pros-PB).
Segundo Maia, Eurípides e Carimbão mencionaram uma "proposta irrecusável" que o Pros teria recebido para apoiar o PSB em Pernambuco. Fonseca e Fábio permaneceram calados e Junqueira ficou falando no celular.No encontro, diz, o deputado do PP sugeriu que falasse com o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), também aliado de Campos. Segundo Maia, Fonte fez proposta de propina durante a reunião. Matéria completa no link abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1489904-deputado-relata-propina-por-apoio-a-candidato-de-campos.shtml

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Envolvimento de primo de Aécio Neves com quadrilha de venda de "habeas corpus" para traficantes vem à tona depois da descoberta do caso do aeroporto de Cláudio, em Minas

Aécio Neves durante temporada no "Palácio de Versalhes" da monarquia mineira


A denúncia feita ontem, em matéria de primeira página da Folha de São Paulo, de que o presidenciável Aécio Neves mandou construir um aeroporto público nas terras de parentes seus, na cidade mineira de Cláudio, onde o próprio Aécio mantém uma fazenda a qual costuma chamar de "meu Palácio de Versalhes" pode ser apenas a ponte de um iceberg que levará a candidatura tucana ao naufrágio. Segundo matérias publicadas hoje, pela própria Folha, o aeroporto, apesar de ter custado cerca de R$ 14 milhões aos cofres públicos mineiros, é administrado por parentes de Aécio, entre eles seu tio, Múcio Guimarães Tolentino, dono da fazenda onde foi construído o aeroporto. Com as denúncias sobre a situação privilegiada de parentes de Aécio na região, o caso envolvendo um primo do ex-governador, que estava abafado também começa a ser divulgado. Trata-se do processo que espera julgamento no STJ,  contra TANCREDO ALADIM ROCHA TOLENTINO, primo de Aécio e mais conhecido pelo vulgo de "Quedo", que foi preso na Operação "Jus Postulandi", da Polícia Federal, por chefiar uma quadrilha especializada na venda de "habeas corpus" para traficantes. É preciso investigar com profundidade qual o acesso e poder desse "Quedo" sobre esse aeroporto. No link, a denúncia completa:





DENÚNCIA COMPLETA
http://s.conjur.com.br/dl/denuncia-inq-743-mg.pdf

Saiba mais:
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/mg/desembargador-e-denunciado-por-vender-liminar-em-minas-gerais/n1597622557154.html

sábado, 19 de julho de 2014

A autofagia petista é a maior ameaça à reeleição de Dilma



Por Noelia Brito

Muito se tem questionado o discurso incongruente do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na qualidade de candidato à presidência da República, pelo PSB, extremamente dissociado de suas práticas políticas, seja durante seus mais de sete anos à frente do governo de seu Estado, seja como articulador das candidaturas de seu Partido, que conduz com mãos de ferro.

Entretanto, tem chamado atenção,  o fato de Eduardo, em suas críticas ao governo que até bem pouco tempo integrava, não apenas na base, mas com cargos de relevo, em ministérios e estatais de orçamentos bilionários, centrar suas críticas, pesadamente, na figura da também candidata, portanto, sua concorrente direta, a presidenta Dilma Rousseff, poupando e por que não dizer, até blindando, o maior cabo eleitoral e padrinho político da presidenta, o ex-presidente Lula, de suas críticas e de qualquer responsabilidade por tudo que considera negativo do Governo Federal.

A postura protecionista de Eduardo com a figura de Lula não passou desapercebida quando foi entrevistado pelo Programa Roda Vida, ocasião em que chegou a ser ironizado pela colunista Dora Krammer, de “O Globo”, presente na bancada de entrevistadores.

Em recente sabatina promovida pela Folha/UOL/SBT, Eduardo também foi questionado sobre o porquê de sua blindagem a Lula. Em resposta, disse, simplesmente, que Lula não era candidato, como se Lula não estivesse em plena campanha, percorrendo o país e declarando que reeleger Dilma e eleger Padilha ao governo de São Paulo eram questão de vida, para ele, Lula.

Ontem mesmo, ao declarar apoio à reeleição de Dilma, numa entrevista coletiva em que também declarou apoio a candidaturas que fazem oposição aos candidatos de Eduardo Campos, em Pernambuco, a vereadora Marília Arraes, que além de ser do PSB, é prima do ex-governador, confessou-se incomodada com o fato de Eduardo Campos andar fazendo ataques que apontou como sem fundamento contra Dilma, quando todos sabem, segundo a própria Marília, que o governo Dilma é parte do mesmo projeto que Eduardo diz apoiar desde 1989, ano da primeira candidatura de Lula à presidência.

Eduardo, a princípio, integrou-se a um movimento que pretendia usurpar a candidatura de Dilma à reeleição. Conforme já revelei em outros textos, esse movimento, o chamado “Volta Lula”, foi capitaneado pelo presidente da Construtora Odebrecht, que defendia uma chapa com Lula substituindo Dilma e Eduardo Campos na vice. Eduardo Campos ouviu o canto da sereia e se encantou com ele. Acreditou que poderia destruir a reputação da presidenta, taxando-a de incompetente, já que de desonesta ninguém poderia ou poderá ousar chamá-la e o fez com o auxílio de  boa parte do empresariado que, como Flávio Odebrecht, teve seus interesses contrariados pela tão criticada intransigência de Dilma com malfeitos e benesses. Contava, ainda, com o incentivo de alguns petistas de alta patente, incomodados com a diminuição de seu poderio nos negócios do governo, que acusavam Dilma de “falta de jogo de cintura e inapetência para o diálogo”, característica que, para o cidadão comum, poderia ser traduzida, simplesmente, como falta de aptidão para as safadezas tão vulgarizadas no mundo da política, que não saber praticá-las passou a ser defeito.

Mas o fato é que Dilma resistiu. Com todos os ataques, traições e “fogo amigo”, Dilma resistiu e se firmou como candidata, enquanto Eduardo corre o risco de perder tudo, inclusive sua hegemonia política em Pernambuco. Entretanto, o “fogo amigo” que foi lançado contra ela, por personalismo e ganância de alguns de seus colegas de Partido, pode custar muito caro para o próprio PT. Já ao PMDB, que também participou das orquestrações e sabotagens contra a candidatura de Dilma, não custará nada, pois o governismo é da sua natureza, seja quem for o titular da cadeira presidencial.

Na pesquisa espontânea, divulgada hoje pela Istoé/Sensus, ou seja, naquela em que o eleitor tem que lembrar o nome do candidato em quem vai votar, tal qual no dia da eleição, Dilma foi citada por 21% dos eleitores consultados, uma queda de 1,5% com relação à pesquisa anterior do mesmo instituto portanto, dentro da margem de erro. Já o ex-presidente Lula que antes era lembrado por 13,3% dos eleitores, foi mencionado apenas por 3,5%, confirmando a compreensão do eleitorado de que Dilma é a candidata e enterrando em definitivo o “Volta Lula”. Já Aécio caiu de 12,9% para 9,8 e Eduardo Campos, que apresentava 5,1%, caiu na preferência do eleitorado, sendo citado por apenas por 3,2%.

O dado que deve soar como alerta para os petistas, porém, principalmente para aqueles que tentaram sabotar a candidatura do próprio Partido, ao sabotar, juntamente com Eduardo Campos e boa parte do empresariado, a candidatura de Dilma Rousseff, é que não apenas na pesquisa Datafolha, mas também na pesquisa divulgada, hoje, pelo Sensus, num eventual segundo turno, o risco de o PT sair derrotado, nunca foi tão grande e o que mais impressiona é que seria uma derrota para o mais fraco dos candidatos que os tucanos já apresentaram em toda a sua história. Em ambas as pesquisas, há empate técnico entre Dilma e Aécio na eventualidade de um segundo turno.

Os casos de auto-sabotagem do PT não são novidade quando se trata de eleições municipais e estaduais, entretanto, a autofagia petista chegou a um nível tal, que põe em risco a própria eleição presidencial. A campanha de Dilma, que, em última instância, é a campanha do próprio PT, está parada e a mercê das disputas internas e dos projetos pessoais em busca de mandatos e espaços.

Em Pernambuco, por exemplo, onde o PT justificou para sua militância que não lançaria candidatura própria para priorizar a reeleição da presidenta Dilma, com um palanque forte, sequer se instalou um comitê de campanha para trabalhar pela reeleição, cujos dirigentes petistas afirmaram ser prioridade e nem se vê o candidato Armando Monteiro justificando o apoio que recebeu do PT, a ponto de ser acusado pelo prefeito Geraldo Julio, coordenador de campanha de seu adversário, o ex-secretário Paulo Câmara, de esconder Dilma  de sua campanha.


Diante de dois candidatos fracos como Aécio e Eduardo, o PT corre o risco de ser derrotado pelo próprio PT e não pela oposição cambaleante. Vale prestar muita atenção ao que o próprio Lula afirmou, ontem, ao analisar o resultado do Datafolha. Disse Lula que depois de concorrer a tantas eleições, perdendo e ganhando, aprendeu sobre pesquisas que essas não devem ser desprezadas quando nos desfavorecem, antes, devem nos guiar para o caminho que deveremos seguir dali em diante. Lula, inegavelmente, sabe das coisas, embora quase nunca fale exatamente o que pensa.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

CGU regulamenta o recebimento de denúncias anônimas e proteção da identidade do denunciante



As denúncias anônimas apresentadas pelo cidadão junto aos órgãos públicos deverão receber o mesmo tratamento dado às manifestações identificadas. É o que determina a Instrução Normativa Conjunta nº 1 CRG/OGU, publicada no dia 4 de julho de 2014.
A regra estabelece critérios para o recebimento e tratamento de denúncias anônimas e institui diretrizes para a preservação da identidade do denunciante, com o objetivo de padronizar o atendimento dessas demandas em todos os órgãos e entidades do governo federal.
Segundo a instrução, as ouvidorias dos órgãos deverão acolher a denúncia anônima e, constatada a existência de elementos suficientes à verificação dos fatos, encaminhá-la aos setores responsáveis pela instauração de processo investigatório preliminar.
Da mesma forma, sempre que solicitado, as ouvidorias deverão garantir acesso restrito à identidade do requerente e suas informações pessoais, contidas nas manifestações recebidas.
A elaboração da instrução normativa foi uma ação conjunta da Corregedoria-Geral da União com a Ouvidoria-Geral da União e visa a padronizar procedimentos em todo o Poder Executivo Federal.
Assessoria de Comunicação Social

Alvo de Auditoria promovida por Foster, Diretores e ex-diretores da Odebrecht e da Petrobras são denunciados pelo Ministério Público por desvios milionários




Conforme revelei em artigo meu, publicado no Blog de Jamildo, em abril deste ano, o chamado Movimento "Volta, Lula", destinado a desestabilizar a candidatura da presidenta Dilma à reeleição, partia de indíviduos cujos interesses escusos foram sistematicamente contrariados pela gestão honesta da presidenta, dentre os quais, o presidente da Odebrecht, que foi um dos que puxaram o tal movimento, defendendo o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como vice de Lula. Depois disso, Eduardo Campos passou a ser um feroz detrator da presidenta, para estranheza daqueles que até então desconheciam a tibieza de seu caráter. Naquele artigo, cuja íntegra pode ser conferida no Link abaixo, escrevi: "A empreiteira Odebrecht tem, de fato, razões para desgostar da presidenta. Em 2012, uma auditoria interna da Petrobras, feita pela atual gestão, detectou que o processo 001/2010 apresentou um superfaturamento US$ 344 milhões. O contrato foi assinado na gestão Gabrielli e revisto na gestão Graça Foster. Para se ter uma ideia, havia previsão de aluguel de 3 máquinas fotocopiadoras ao custo, na Argentina, de R$ 7,2 milhões e o pagamento de salários de R$ 22 mil a pedreiros, nos Estados Unidos. Esse contrato já está sob investigação da Polícia Federal e do TCU."

Confiram a matéria publicada hoje no Jornal "O Estado de São Paulo":


FERNANDA NUNES E ANTONIO PITA - O ESTADO DE S. PAULO
16 Julho 2014 | 21h 01

Zelada teria beneficiado construtora em serviço ambiental em dez países; auditoria interna apontou sobrepreço de 1.654%

Atualizado às 23h11 - Rio de Janeiro - O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro apresentou denúncia à 27.ª Vara Criminal da Capital contra o ex-diretor da Petrobrás Jorge Luiz Zelada, que até 2012 respondeu pela área internacional da empresa. A acusação é de que ele teria favorecido a construtora Norberto Odebrecht em licitação para a prestação do serviço de desenvolvimento de um plano de ação de certificação na área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS).

O contrato, assinado em setembro de 2010, somava US$ 825,66 milhões, para serviços a serem prestados em dez países. A lista incluía a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, cuja compra custou US$ 1,2 bilhão e é alvo de investigação.
Além de Zelada, a denúncia envolve o diretor de Contratos da Odebrecht, Marco Antonio Duran, e sete funcionários e ex-funcionários da Petrobrás.
Se a denúncia for aceita pela Justiça e houver condenação, os executivos podem pegar até 4 anos de prisão, pelo crime de fraude. Além disso, o Ministério Público pede a perda dos empregos públicos e pagamento de multa de 2% sobre o valor do contrato licitado, o que representa cerca de US$ 16 milhões.
A denúncia tomou como base relatório de auditoria promovida pela própria Petrobrás, segundo informou em nota o Ministério Público. O caso foi divulgado em novembro pelo Estado, que teve acesso exclusivo às investigações internas da empresa petrolífera. Os documentos demonstravam, na época, que o contrato fechado pela estatal com a construtora envolvia a prestação de serviços em dez países e previa gastos para a Petrobrás até 1.654% superiores ao que a estatal teria se contratasse o serviço em cada país onde seria executado.
Pasadena. Nos Estados Unidos, o contrato era destinado à refinaria de Pasadena, no Texas, adquirida pela Petrobrás em condições economicamente desvantajosas e, por isso, motivo de questionamento em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso e no Tribunal de Contas da União (TCU).
A Odebrecht afirmou desconhecer as denúncia e, em nota oficial, afirmou que “o contrato foi resultado de licitação pública conquistado de forma legítima por menor preço, em total respeito à Lei”. Já a Petrobrás não apresentou nenhum posicionamento sobre o caso até esta edição ser concluída.
Além de enviada à Justiça, a denúncia do Ministério Público foi encaminhada ao Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (NCCLD) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, para que seja instaurado inquérito por fraude. A denúncia fará parte de investigação que inclui outras suspeitas de corrupção.
A Petrobrás é alvo de denúncia também pelas condições de venda da refinaria de San Lorenzo e da distribuidora de energia Edesur, ambas argentinas; pela aquisição do bloco 2714 - A, na Namíbia; e pela contratação da empresa Vantage Deepwater Company.
Defesa. Em nota publicada nesta noite, a Petrobrás informou que a auditoria referente ao contrato com a Odebrecht foi concluída em outubro de 2012 e o contrato foi renegociado em janeiro em janeiro de 2013 "levando em consideração as ponderações feitas pela Auditoria Interna da Companhia".
Abaixo a íntegra da nota:
"Sobre as matérias divulgadas hoje na imprensa, relativas à denúncia do MP-RJ à 27ª Vara Criminal relacionadas ao contrato de SMS (Segurança, Meio ambiente e Saúde) assinado em outubro 2010 com a Odebrecht, a Petrobras informa que já em agosto de 2011 foi iniciada uma auditoria interna nesse contrato. Com a conclusão desta auditoria em outubro de 2012, este contrato foi renegociado em janeiro de 2013, levando em consideração as ponderações feitas pela Auditoria Interna da Companhia.
A partir da notícia veiculada pela revista Época, em 12-08-2013, no dia seguinte, 13-08-2013, a Petrobras constituiu Comissão Interna de Apuração. Com a conclusão dos trabalhos da Comissão, a Companhia encaminhou cópia do Relatório Final ao MP do Rio de Janeiro, para as providências cabíveis."

COM DÍVIDA NA LUA, ODEBRECHT ATACA DILMA

PRESIDENTE DA ODEBRECHT FALA MAL DE DILMA PARA SENADORES

A quem interessa o movimento “Volta, Lula”?


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Marília Arraes posta novas críticas às alianças eleitoreiras do primo Eduardo Campos em sua conta no Facebook

A vereadora Marília Arraes fez novas postagens em sua conta pessoal no Facebook questionando a chamada "Nova Política" defendida pelo primo presidenciável, Eduardo Campos. Na postagem, Marília, que segue filiada ao PSB, afirma que a coligação hoje formada pelo candidatos apoiados por Eduardo, em Pernambuco, está mais próxima da extinta União por Pernambuco que se opunha a seu avô, Miguel Arraes do que à Unidade Popular, comandada por aquele e por Pelópidas. Sem citar o nome do primo, Marília Arraes ainda afirma não se identificar com essa nova política defendida por Eduardo Campos, que em sabatina ontem, feita pela Folha/UOL, não foi capaz de justificar as incongruências de seu discurso recheado de ataques às velhas raposas da política, quando ele mesmo, tanto em Pernambuco, quanto em Estados como Piauí e Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo está aliado com as mesmas raposas que diz combater.
Questionada por um internauta sobre as contradições do prefeito Geraldo Júlio, mudando de postura diante da campanha de Paulo Câmara que tem causado transtornos à mobilidade da população quando, antes de ser prefeito, chegou a defender uma campanha limpa, a vereadora lembrou que as contradições da coligação comandada por Eduardo Campos não se limitavam ao plano regional, mas se estendiam ao cenário nacional, razão pela qual não se sentia representada por esta. 



SAIBA MAIS

Sob a direção de Fred Oliveira, PEN, aliado a Eduardo Campos e Geraldo Júlio, nada faz pela Ecologia em Pernambuco, denuncia fundador e Secretário Regional da Legenda no Estado.

Em mensagem postada no Facebook, Michel DaMatta, Secretário Executivo Regional do Partido Ecológico Nacional, em Pernambuco e um dos fundadores da legenda, denuncia que desde que o vereador Fred Oliveira, aliado do prefeito Geraldo Júlio e do ex-governador Eduardo Campos, assumiu o partido no Estado, nada foi feito em prol da Ecologia e que Fred Oliveira o teria destituído do cargo de vice-presidente, razão pela qual acionará a Justiça Eleitoral contra o atual dirigente.

Não é a primeira polêmica envolvendo dirigentes do PEN, cujo presidente nacional, Adilson Barroso, está sendo acusado pela ex-presidente da ANAC, Denise Abreu, de fraudar a Canvenção ocorrida no último dia 30 de julho para barrar sua candidatura à presidência da República, favorecendo uma coligação com o candidato do PSDB, Aécio Neves. A coligação do PEN com o PSDB foi impugnada por Abreu junto ao TSE. Em Pernambuco, o PEN está apoiando a candidatura de Paulo Câmara. Vejam as denúncias:

"Meus amigos, sou o Michel da Matta, ex-coordenador Nacional do PEN51 em PE, hoje estou Secretário Executivo Regional do PEN51-PE, a presidência do PEN51 no Estado não representa minha ideias. 

Nosso glorioso PEN51 foi criado para defender a ECOLOGIA e SUSTENTABILIDADE e hoje, Presidido pelo FRED OLIVEIRA, lotado na Secretaria de Relações institucionais na PREFEITURA DO RECIFE, nada faz pela ecologia, nosso partido está estagnado, morto, sem cor, sem brilho.

Peço desculpas ao Prefeito Geraldo Julio, mas, ele nunca me ouviu, logo após ter colocado o PEN51, no colo de Eduardo Campos, todos nos deram as costas. FORAM ELES: Alberto Feitosa, Tadeu Alencar, Sileno Guedes, FRED OLIVEIRA e GERALDO JÚLIO.

Fui enganado, só tenho estas testemunhas que apresento para admitir o erro de FRED OLIVEIRA que me fez assinar a minuta como VICE-PRESIDENTE DO PEN EM PE e depois me excluiu da EXECUTIVA NO ESTADO.

Vou entrar na justiça e vou pedir que coloquem estes nomes citados acima como testemunhas sobre o ocorrido."

IMAGEM DO FACEBOOK

LINK PARA MATÉRIA:

Denise Abreu acusa presidente do PEN de alugar legenda para Aécio Neves em detrimento de sua candidatura à presidência


PSOL/PE APARECE COM DOIS CANDIDATOS AO GOVERNO DO ESTADO NO SITE DO TRE

MUITO CANDIDATO PRA POUCO VOTO

O PSOL de Pernambuco apresenta uma situação inusitada com relação à sua candidatura ao governo do Estado. Uma visita ao site do TRE e será possível constatar que diferentemente do que vem sendo anunciado por sua direção, existem duas candidaturas disputando o direito de participarem da corrida eleitoral deste ano para o cargo de governador de Pernambuco. Além do atual presidente da legenda, José Gomes Neto, ligado ao ex-presidente Edilson Silva, aparece também registrado como candidato ao mesmo cargo, o agricultor José Miguel Neto, que foi candidato a prefeito de Outicuri, também pelo PSOL, nas eleições passadas.




terça-feira, 15 de julho de 2014

Geraldo Júlio muda discurso e defende campanha sujismunda de Paulo Câmara



RECORDA É VIVER



O atual prefeito do Recife, Geraldo Júlio, em 2012, quando ainda era candidato da Frente Popular, anunciou, formalmente, em seu programa de televisão, que, após ouvir as pessoas, retiraria de todas as praças, ruas e avenidas do Recife, todos os cavaletes de campanha. Geraldo disse que faria isso porque queria começar, já ali, a cuidar da cidade, por entender que, de fato, os cavaletes atrapalham a circulação, além de criarem uma sujeira desnecessária, chegando a sugerir aos demais candidatos que fizessem o mesmo, contribuindo civilizadamente por um Recife melhor para todos. Infelizmente, essa postura do candidato Geraldo Júlio não tem sido a mesma do prefeito Geraldo Júlio ao assumir a coordenação de campanha de seu colega de partido, o candidato ao governo do Estado, Paulo Câmara, que se nega a acatar até decisões judiciais determinando a retirada de propaganda irregular, a ponto de já ter recebido multas do TRE por causa da infestação de cavaletes de maneira indiscriminada pelas vias da cidade. Esta blogueira mesma já chegou a formalizar denúncia ao TRE contra os abusos cometidos pelo candidato do Prefeito, conforme noticiado pelo Jornal do Comércio, do domingo passado, em excelente matéria do repórter Jorge Cavalcanti.



O que fez o Prefeito Geraldo Júlio mudar de ideia justamente agora quando investido na autoridade de gestor responsável pelo ordenamento da cidade? Como prefeito deveria partir de seu candidato o bom exemplo e não o contrário. Confiram o vídeo e comprovem como o poder e a coordenação da campanha de seu aliado parecem ter mudado a disposição do prefeito Geraldo Júlio em cuidar da cidade:

Depois de eleito, Geraldo Júlio muda discurso e desiste de cuidar da cidade e apoia campanha sujismunda de Paulo Câmara









“Olá, minha gente. Quero anunciar a vocês uma decisão importante que acabei de adotar. Iniciei a retirada de todos os cavaletes de nossa campanha majoritária, em todas as ruas, praças e avenidas do Recife. Fizemos isso porque ouvimos as pessoas e entendemos que, de fato, os cavaletes atrapalham a circulação e criam uma sujeira desnecessária. Esse tipo de propaganda é permitido por lei, mas nos perguntamos: por que não começar, agora mesmo, a cuidar da cidade, mantê-la mais limpa, respeitando mais os pedestres? Fica a sugestão de que os demais candidatos a prefeito nos acompanhem, contribuindo civilizadamente por um Recife melhor para 

todos”.







SAIBA MAIS





PAULO CÂMARA INVADE CALÇADÃO DE BOA VIAGEM COM BANDEIRAS FIXAS E INTERNAUTAS SE REVOLTAM

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/07/paulo-camara-invade-calcadao-de-boa.html

Reação ao excesso de propaganda ganha as redes sociais

http://m.jconline.ne10.uol.com.br/t320/noticia/politica/pernambuco/noticia/2014/07/13/135440

domingo, 13 de julho de 2014

Candidatos do Prefeito Geraldo Júlio e do ex-governador Eduardo Campos, Paulo Câmara e Felipe Carreras, fazem campanha na contramão da lei e CTTU e Detran não fazem nada

REIS DO CAMAROTE


O ex-secretário de Turismo da gestão Geraldo Júlio, Felipe Carreras, que adota a bicicleta, com discurso de sustentabilidade, como um dos símbolos de sua candidatura, não vê nenhum problema em descumprir, acintosamente, as leis de trânsito ao utilizar motoqueiros que passam por vias residenciais da cidades, fazendo propaganda de sua candidatura à Câmara Federal, fazendo buzinaço e trafegando na contramão de direção. Na mesma toada vai o candidato Paulo Câmara, apoiado por Felipe Carreras, com comprova o vídeo que nos foi enviado por populares que têm sido vítimas das más práticas eleitorais desses candidatos, já alvo de várias representações na Justiça Eleitoral, por não respeitarem os espaços públicos das cidades, utilizando-os como se privados fossem, ao arrepio da lei eleitoral e, agora, da própria legislação de trânsito.

A conivência de órgãos como a CTTU e o Detran com os desmandos das candidaturas da Frente Popular, apoiada pelos chefes dos dirigentes desses órgãos, já vêm sendo denunciadas não só nas Redes Sociais, mas, também, por órgãos da imprensa, que flagraram vários carros e ônibus estacionados irregularmente em comitês e convenções do PSB, sem que qualquer medida de regulação do trânsito fosse tomada, o que, em tese, pode caracterizar prevaricação ou crime eleitoral que já deveria estar sendo alvo de ação do Ministério Público Eleitoral. Se a campanha mal começou e esses abusos têm sido praticados com tanta desenvoltura e impunemente por candidatos por se acharem acima de qualquer fiscalização de seus correligionários, o que podemos esperar nos próximos dias, quando a campanha ganhar definitivamente às ruas? Daqui a pouco as repartições públicas se transformarão em comitês, pois ao que tudo indica, o despudor e desrespeito com a lei será a tônica das eleições deste ano. Segue o vídeo com o flagrante:


Vídeo flagra motoqueiros de Felipe Carreras e Paulo Câmara 
fazendo buzinaço na contramão de direção

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Movimento #OcupeEstelita divulga Nota comunicando desocupação de acampamento, ameaças e agressões





Ocupe Estelita, Ocupe a Cidade!
O Movimento Ocupe Estelita defende uma cidade para todas as pessoas. Questiona as decisões que tornam o Recife uma cidade segregada, com espaços públicos abandonados, reduzidos, privatizados. Por defesa de uma cidade mais democrática, o movimento se manifesta há cerca de 3 anos em frente aos armazéns do Cais José Estelita. Aquela ampla área histórica, com enorme potencial de uso para a cidade, que deveria ser revitalizada tendo em vista toda a população, foi vendida para iniciativa privada sem nenhum planejamento urbano, permitindo a quase aprovação de um péssimo projeto de condomínios privados. O movimento denuncia que, além de ilegal, esse projeto intensifica diversos problemas endêmicos da cidade, como a segregação social, a péssima mobilidade urbana, a falta de espaços públicos e áreas de lazer, e não dialoga com seu entorno, que possui um grande déficit habitacional.
No dia 21 de maio de 2014, as construtoras ligadas ao projeto “Novo Recife” – Moura Dubeux, Queiroz Galvão, GL Empreendimentos e Ara Empreendimentos – iniciaram a demolição dos galpões para precipitar os seus interesses de forma autoritária, sem as autorizações necessárias. Com o fim de proteger a legalidade do processo, o movimento ocupou a área referente ao empreendimento questionado.
A ocupação transformou-se em um espaço de referência para a discussão do Recife e de seus problemas e foi utilizada para atividades culturais, aulas abertas, produção coletiva de atividades artísticas etc.
No dia 17 de junho, durante o jogo do Brasil na Copa da Fifa, o movimento foi surpreendido com uma ação policial truculenta, que deixou dezenas de pessoas feridas, com balas de borracha, gás de pimenta, chicotadas, golpes de cassetetes, bombas de efeito moral, entre outros. Enquanto as/os manifestantes eram agredidas/os, as empreiteiras do projeto “Novo Recife” – Moura Dubeux, Queiroz Galvão e cia. – colocaram para dentro da área maquinário de construção, e um aparato de segurança que transformou o local num verdadeiro campo de concentração: arame farpado, cães guardas, câmeras de segurança, e dezenas de guardas armados.
Apesar da violência policial sofrida, o movimento ocupou a área debaixo do Viaduto Capitão Temudo. A ocupação, que teve como objetivo inicial a proteção do espaço contra os atos iminentes de demolição, manteve-se resistente, e ampliou-se para um convite à cidade para discutir o projeto “Novo Recife”, e a destinação do espaço urbano. Não há dúvidas de que os objetivos da ocupação foram alcançados: hoje a cidade e o mundo discutem o Cais José Estelita; a cidade e o mundo discutem o Recife.
Apesar de todos os desafios de conduzir um movimento custeado apenas por autogestão popular, que enfrenta um projeto bilionário e uma estrutura perversa de poder que mescla interesses empresariais e governamentais indistintamente e de forma antiética, e de ter que lidar com grupos que promovem discursos e atos de incitação ao ódio e à violência contra as/os militantes, após 50 dias de ocupação, o movimento‪#‎OcupeEstelita‬ propõe uma nova forma de ocupar a área do Cais e do Recife.
Prezando pela segurança de suas/seus membros, e redirecionando seus esforços, viemos por meio desta nota comunicar que não haverá mais pessoas do Movimento dormindo no local. Contudo, as atividades políticas, culturais e educativas permanecem.
(Hoje, dia 10 de Julho, por volta das 20 horas, durante a preparação para a reestruturação do espaço – que já havia sido planejada – as/os ocupantes do Movimento sofreram mais um ataque violento por parte de pessoas desconhecidas, com fortes indícios de um ato direcionado, numa estratégia grosseira de acuar e desmobilizar o #OcupeEstelita. Neste ataque covarde, em que dois militantes foram atingidos por pedras, várias/os foram ameaçadas/os, um ônibus foi depredado, não só o Movimento foi vítima, mas a cidade como um todo. É importante registrar que esses atos se somam a uma série de outros ataques que já vinham acontecendo e sendo divulgados: perseguições, espionagem virtual, e ameaças diversas. Não nos deixaremos intimidar).
Enquanto a defesa do projeto “Novo Recife” elogia a violência e a desinformação, o Movimento Ocupe Estelita trabalha em prol da elucidação e da informação de todas/os as/os cidadãs/ãos, porque tem a convicção de quantos mais de nós compreenderem a importância e o potencial do Cais José Estelita para o desenvolvimento sustentável da cidade, mais de nós serão favoráveis a outros projetos, verdadeiramente capazes de revitalizar a área e integrá-la ao seu entorno.
O Cais José Estelita - e a por nós descoberta Praça Abelardo Rijo - segue sendo um ponto de referência na luta por uma cidade mais humana. E o Movimento Ocupe Estelita segue sendo uma referência de que cidadãs/ãos movidas/os por uma causa justa e pela convicção de que cidade deve ser popular, de todas/os, e promover qualidade de vida para todas/os, são capazes de enfrentar os maiores obstáculos, enfrentar o poder econômico, enfrentar o poder governamental.
Estão todas/os convidadas/os para fazer história conosco, ocupar o Cais e participar de nossas atividades políticas, educativas e culturais. Nós estamos mudando a nossa cidade. E este é um caminho sem volta.
Começamos ocupando. Agora é hora, mais do que nunca, de expandir e resistir.
É apenas o começo!
Movimento Ocupe Estelita

quinta-feira, 10 de julho de 2014

REPASSES DE R$ 783 MILHÕES A PERNAMBUCO SERIAM O MOTIVO PARA COSTA ARROLAR EDUARDO CAMPOS E BEZERRA COELHO COMO TESTEMUNHAS. CGU JÁ INVESTIGA POSSÍVEIS IRREGULARIDADES



DO GLOBO

BRASÍLIA - A Controladoria Geral da União (CGU) abriu um processo em 9 de junho para investigar os repasses antecipados de recursos da Petrobras ao Estado de Pernambuco e ao Porto de Suape, dinheiro destinado a obras relacionadas à refinaria de Abreu e Lima. O procedimento é o quarto aberto pela CGU para averiguar supostas irregularidades na construção da refinaria, cujos custos saltaram de US$ 2,3 bilhões (R$ 5,1 bilhões) iniciais para mais de US$ 20 bilhões (R$ 44,4 bilhões), montante previsto para novembro deste ano, quando a refinaria começaria a funcionar.
O principal instrumento utilizado para os repasses foi o “termo de adiantamento de tarifas” portuárias firmado entre Petrobras, Estado de Pernambuco e Porto de Suape em 18 de agosto de 2008. O termo foi assinado pelo então diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, hoje preso no Paraná por conta de supostos desvios de recursos públicos empregados na refinaria de Abreu e Lima; o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência da República; e o presidente do Porto de Suape na época, Fernando Bezerra Coelho, ex-ministro de Integração Nacional no governo da presidente Dilma Rousseff, aliado de Campos e candidato ao Senado por Pernambuco.
A parceria motivou a defesa de Costa a arrolar tanto Campos quanto Bezerra como testemunhas no processo em que o ex-diretor é réu na Justiça Federal no Paraná. O presidenciável e o ex-ministro foram relacionados num grupo de 21 testemunhas de defesa, apresentado à Justiça no último dia 7. Os advogados do ex-diretor da Petrobras argumentam que não houve qualquer crime na execução dos contratos de Abreu e Lima.
Documentos coletados neste primeiro mês de investigação da CGU mostram que a Petrobras já repassou R$ 783 milhões a Pernambuco, dos quais R$ 459,5 milhões precisam ser ressarcidos à estatal. O dinheiro se destina a obras no Porto de Suape – administrado pelo governo local – consideradas necessárias ao funcionamento da refinaria.
O procedimento da CGU, vinculada à Presidência da República, foi aberto quase seis anos depois da assinatura do termo de adiantamento de tarifas, que está anexado ao processo. O objetivo da parceria foi “viabilizar o projeto da refinaria em Suape”, como consta no documento.
Estão sob investigação os integrantes dos Conselhos de Administração, Fiscal e da Diretoria Executiva da refinaria de Abreu e Lima – essas estruturas de governança deixaram de existir porque a refinaria, enquanto empresa, foi incorporada à Petrobras em dezembro do ano passado. A partir das suspeitas sobre a atuação dos conselhos e da diretoria, a CGU pediu informações relacionadas aos investimentos já feitos na refinaria. Foi quando surgiu o termo assinado por Costa, Campos e Bezerra.
O Estado de Pernambuco se comprometeu, a partir do recebimento antecipado de tarifas portuárias, a executar obras como dragagem de bacia, construção de um píer petroleiro e sinalização náutica. O Porto de Suape deveria emitir 13 notas promissórias em benefício da Petrobras, totalizando o “montante do adiantamento que será objeto de compensação”, no valor de R$ 310,2 milhões, como consta no termo.
A Petrobras, por sua vez, se comprometeu a investir R$ 475,7 milhões ao todo, dos quais R$ 310,2 milhões seriam compensados por Suape. O dinheiro se refere a tarifas portuárias das cargas que ainda serão movimentadas para a refinaria. Está prevista uma movimentação pelo porto de 422,1 milhões de toneladas de cargas por conta da atividade de refino de petróleo.
O prazo para a compensação das tarifas é de até 25 anos. Uma das cláusulas exime tanto a Petrobras quanto o Estado de Pernambuco e o Porto de Suape de arcarem com prejuízos decorrentes de “caso fortuito ou força maior”, com base no que prevê o Código Civil. “O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado”, diz o artigo do Código Civil citado no termo de adiantamento de tarifa portuária.
A Petrobras afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que desconhece “até a presente data qualquer processo aberto na CGU referente ao tema em questão”. A assessoria de imprensa do candidato Eduardo Campos disse que uma reposta deveria ser dada pelo governo de Pernambuco, para quem não há qualquer irregularidade na antecipação de recursos pela Petrobras.
“A administração do Complexo Portuário de Suape não foi notificada sobre qualquer processo aberto na CGU referente ao termo de adiantamento de tarifas. O termo já foi submetido à análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e chancelado pela referida Corte de Contas”, informou o Porto de Suape, por meio da assessoria de imprensa. “Todas as obras, custeadas no todo ou em parte com recursos desse termo, foram concluídas e entregues até o ano de 2013, exceto a dragagem do canal de acesso do porto, que se encontra com mais de 95% de execução contratual.”

A CGU informou, pela assessoria de imprensa, que analisa cópia de todas as atas do Conselho de Administração de Abreu e Lima. "Não se pode antecipar quaisquer constatações, uma vez que o trabalho ainda está em andamento", disse.