sábado, 18 de outubro de 2014

Documentos revelam que Aécio arrecadou e repassou mais de R$ 2,5 milhões para Campos e Geraldo Júlio em 2012

Do Conversa Afiada

Foi assim que Aécio levantou
R$ 166 milhões para 2012-2014?

Aécio Neves e Eduardo Campos estariam unidos desde a eleição de 2012

Cartório autenticou assinatura de Danilo de Castro



O Procurador Federal de Minas Gerais, Eduardo Morato Fonseca, recebeu do Sindicato dos Auditores Fiscais de Minas Gerais (SINDIFISCO-MG), um documento que mostra uma lista de políticos, partidos e empresas numa operação para, supostamente,  financiar as campanhas eleitorais de 2012 para prefeitos e vereadores.

Conversa Afiada tem a informação de que o promotor Morato Fonseca encaminhou a documentação à Procuradoria Geral da República, já que entre os suspeitos estão políticos com direito a foro privilegiado.

No documento, onde se lê “consórcio” é possível entender que dele façam parte operações à margem da legislação eleitoral.

O arquivo teria sido enviado ao candidato a Presidente Aécio Neves (PSDB), em 4 de setembro de 2012, por Danilo de Castro, à época Secretário de Estado de Governo de Minas e possível operador do esquema. Nessas eleições, Castro coordenou a campanha de Pimenta da Veiga (PSDB) ao Governo de Minas.

A movimentação financeira teria beneficiado partidos e políticos – principalmente prefeitos e vereadores – nas eleições de 2012. Entre eles, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que faleceu este ano em acidente de avião. Teriam sido destinados R$ 2 milhões e 500 mil a Campos, conforme teria determinado Aécio Neves, como mostra o documento, o que mostra uma suposta ligação entre ambos há, pelos menos, dois anos.

Ao todo, 19 siglas teriam o caixa abastecido com o esquema, como PSDB, PSB, DEM, PPS, PSD, PV, PP, PRB. Entre os políticos citados, estão José Serra (PSDB), então candidato a prefeito em São Paulo, que teria recebido R$ 3 milhões e 600 mil, o prefeito de Belo Horizonte (MG), Marcio Lacerda (PSB), R$ 7 milhões, Arthur Virgilio (PSDB), prefeito de Manaus (AM), R$ 600 mil, Geraldo Julio (PSB), prefeito de Recife (PE) R$ 550 mil e o senador José Agripino Maia (DEM), R$ 2 milhões e 300 mil “por intermédio” do deputado Gustavo Correia (DEM-MG), de acordo com o documento.

Os recursos podem ter saído de mais de 150 empresas dos mais diversos setores, como alimentação, construção civil, bancos, associações e sindicatos. Algumas foram citadas recentemente pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em seu depoimento à Justiça Federal: Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Camargo Correa.

Chamam a atenção supostas doações de grupos como Conselho Federal de Medicina, que se envolveu na polêmica do programa Mais Médicos, que teria cedido R$ 40 mil, Federação Mineira dos Hospitais R$ 45 mil, Federação das Santas Casas de MG com R$ 100 mil, Associação Espírita o Consolador com R$ 160 mil, Associação dos cuidadores de idosos de MG, com R$ 200 mil, UGT (União Geral dos Trabalhadores) R$ 50 mil e Sindicato dos ferroviários R$ 55 mil. Além de bancos como o BMG, BGT Pactual, Santander, Itaú e Mercantil do Brasil.

Outras que aparecem são empresas ligadas a governos, como a CEMIG, companhia de energia de Minas, que teria doado R$ 6 milhões, a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) R$ 3 milhões e a Fundep (Fundação de desenvolvimento da Pesquisa) instituição que realiza a gestão de projetos de ensino, pesquisa e extensão da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Alguns dos doadores já são denunciados por participar de esquemas polêmicos. Um deles é o dono da Stillus Alimentação Ldta, Alvimar Perrela, ex-presidente do Cruzeiro e irmão do deputado Zezé Perrela. Segundo matéria de O Globo, “ele é acusado de liderar um esquema de fraudes que o fez vencedor em 32 licitações com o governo de Minas para o fornecimento de quentinhas para presídios do estado. No período de janeiro de 2009 a agosto de 2011, o grupo de empresas ligadas a Stillus Alimentação recebeu cerca R$ 80 milhões em contratos firmados com a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas”.
Construtora Cowan, uma das responsáveis pela construção do viaduto que caiu em Belo Horizonte, de acordo com os documentos, teria cedido ao esquema R$ 650 mil.

Consta ainda a quantia de R$ 36 milhões e 800 mil que teria vindo de “outras fontes”, não esclarecidas.

O dinheiro arrecado teria irrigado, principalmente, as campanhas de PSDB, DEM e PSB.
Abaixo, o documento na íntegra:




















Em tempo: membros da oposição na Assembleia Legislativa de Minas chegaram a convocar uma coletiva para divulgar esse documento. Mas cancelaram, sobretudo, porque ele menciona  nomes que fazem parte de um grupo que pode vir a apoiar o Governo de Fernando Pimentel.

Em tempo2: Na ilustração do alto, o amigo navegante pode observar que o documento com o timbre do 7o ofício de notas de Belo Horizonte, situado à Rua dos Goytacases, número 43, centro,  datado de 04/09/2012, teve a assinatura de Danilo de Castro reconhecida no dia 02/10/2012, pelo escrevente Gustavo Correia Eunapio Borges no 7o ofício de notas de Belo Horizonte.

Filiado ao PSDB-MG, foi Secretário de Estado do Governo de Minas Gerais e Deputado Federal, eleito por três vezes consecutivas.

Em tempo3: O Conversa Afiada encaminhou este post ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Dias Toffoli, com a pergunta: se for verdade, que Democracia e que eleições são essas?

Em tempo4: atento amigo navegante liga para observar que a cidade de Cláudio teriam sido destinados R$ 300 mil , possivelmente ao Titio, e, talvez, antes de ele manter a guarda da chave do aeroporto….




Paulo Henrique Amorim com Alisson Matos





Danilo é o pau para toda obra dos Neves

LINK DA MATERIA:

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Procurador Geral do MPPE é alvo de Representação por Inércia no caso do Mensalão Pernambucano junto ao CNMP

O Blog tem trazido a público grampos da Polícia Federal, feitos em várias Operações, realizadas desde 2007 e que revelaram o que a própria PF chamou de uma profusão de Organizações Criminosas que teriam tomado conta de Pernambuco, operando em licitações, compras de apoios políticos, lavagem de dinheiro para campanhas eleitorais e crimes de toda ordem, conforme os registros feitos pelos agentes federais, em seus relatórios e nos próprios grampos degravados e que fazem parte de pelo menos dois processos judiciais, em tramitação na Justiça, um dos quais, na 1ª Vara Criminal de Jaboatão, onde todos os grampos publicizados pelo Blog podem ser consultados, vez que a ação, após ajuizada, passou a ser pública.

Diante da tentativa do promotor Flávio Falcão, denunciado por um dos réus do Mensalão Pernambucano, como tendo lhe passado informações sobre as investigações, enquanto eram ainda sigilosas,  de intimidar esta blogueira, mediante publicação de notícia em Blog de um dos também citados nos grampos como beneficiário dos esquemas, de que teria entrado com Representação Criminal contra esta blogueira, pelo simples fato de divulgar documentos oficiais, nada mais nos restou que ingressar com Representação, por Inércia, junto ao Conselho Nacional do Ministério Público, contra o chefe do promotor Flávio Falcão, o procurador geral de Justiça, chefe do Ministério Público de Pernambuco, Aguinaldo Fenelon, por não tê-lo denunciado como devido, bem como aos secretários flagrados nas mencionadas operações, ainda mais diante das denúncias feitas por outros promotores, ao próprio PGJ e ao CGMP, de tentativas de intimidação por causa dessas mesmas denúncias. Seguem trechos da representação já protocolada ao CNMP:





SAIBAM MAIS:

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/assessor-do-procurador-geral-de-justica.html
http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/mensalao-pernambucano-foi-fruto-de.html
http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/blogueiro-marido-de-vereadora-tucana.html
http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/mensalao-pernambucano-mpfpe-esclarece.html
http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/ipespe-e-mci-flagrados-nos-grampos-da.html

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Assessor do Procurador Geral de Justiça Aguinaldo Fenelon vazou investigação da Polícia Federal, revela ex-secretário de Finanças de Jaboatão

EXCLUSIVO
Procurador Geral de Justica de Pernambuco, Aguinaldo Fenelon, em evento social com autoridades locais
Em depoimento prestado nos autos do Inquérito 433/2007 e já tornado público nos autos da Ação Penal nº 000194-30.2012.8.17.0810, em tramitação na 1º Vara Criminal de Jaboatão dos Guararapes, o ex-secretário de Fonanças de Jaboatão dos Guararapes, FERNANDO FRANCISCO WANDERLEY, um dos investigados do Mensalão Pernambucano, revela que teria tomado conhecimento de que estava sendo investigado, pela Polícia Federal, por meio de alerta feito pelo Promotor de Justiça FLAVIO ROBERTO FALCÃO PEDROSA, ninguém menos que o Assessor Técnico da Assessoria em Matéria Administrativo-Disciplinar do Procurador Geral de Justiça Aguinaldo Fenelon, a quem compete denunciar os políticos e autoridades com foro privilegiado, em matéria criminal. Em seu depoimento, o ex-secretário ainda afirma que era comum que o então prefeito de Jaboatão pedisse "cargos para serem ocupados por pessoas ligadas a Desembargadores e Procuradores de Justiça":

"QUE com relação aos diálogos em que o interrogado revela que a Polícia Federal estava na área e iria chegar, tem a esclarecer que recebeu essa informação do Promotor, FLAVIO FALCÃO que era amigo do interrogado e que lhe tinha na mais alta conta; QUE FLAVIO FALCÃO disse ao interrogado que sabia que era uma pessoa honesta, mas que a Polícia Federal estava na área e que o investigado deveria tomar cuidado. QUE FLAVIO FALCÃO não revelou como soube dessa informação"

Ao pesquisar no Diário Oficial sobre a manutenção do Promotor Flávio Falcão, na assessoria do Procurador geral de Justiça, mesmo depois da denúncia, o blog descobriu que em fevereiro deste ano, o Procurador Geral de Justiça mandou publicar no Diário Oficial, Portaria com data retroativa a setembro de 2013, concedendo licença, de um ano, para que seu assessor, citado por um denunciado como tendo vazado operação sigilosa da Polícia Federal de combate à corrupção a um dos investigados, foi agraciado com licença para estudos na Europa:







SAIBA MAIS

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/mensalao-pernambucano-foi-fruto-de.html

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/mensalao-pernambucano-mpfpe-esclarece.html

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/ipespe-e-mci-flagrados-nos-grampos-da.html

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/mensalao-pernambucano-grampos-da-pf.html

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/secretario-tucano-do-governo-eduardo.html

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/grampos-da-pf-revelam-lavagem-de.html

Comissão de Ética do Sinjope alerta para censura na imprensa pernambucana quanto a denúncias graves envolvendo autoridades e políticos no Estado



NOTA OFICIAL DA COMISSÃO DE ÉTICA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS DE PERNAMBUCO
A Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (Sinjope) manifesta
publicamente sua preocupação quanto aos dois recentes casos de censura envolvendo a
imprensa pernambucana elencados abaixo:
1 - o Correio Braziliense noticiou investigações relacionadas à CPI da Petrobrás que sugerem
uma relação entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-presidente do TJPE Jones Figueiredo
(leia a matéria do Correio no link: http://dialogica.tk/1w3Z7H2). A mídia local silenciou. Ao
reproduzir o conteúdo do Correio, o Diário de Pernambuco omitiu trechos em que o
magistrado era citado. Já um post a esse respeito publicado pelo Blog do Jamildo ficou
pouco tempo no ar (veja aqui e leia o post: http://dialogica.tk/1o7Xl6P). Este caso foi
explicitado pelo OmbudsPE (veja aqui: http://dialogica.tk/1p6zeAe);
2 - amparado em inquérito da Polícia Federal relacionado às operações Zelador e Farda
Nova, o blog de Noelia Brito (http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/) noticiou a apuração
de uma série de supostos crimes envolvendo lideranças políticas do Estado. As postagens
do blog estão amparadas por documentos oficiais, reproduzidos no site, os quais integram
parte das investigações empreendidas tanto na esfera estadual quanto na esfera federal.
O próprio Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria da República em
Pernambuco, confirmou o ajuizamento da ação penal nº 0004076-71.2010.4.05.8300,
relacionada aos casos divulgados pelo Blog de Noelia Brito. A mídia local, entretanto,
silenciou. Apenas o Blog de Jamildo noticiou o caso, superficialmente reproduzido em
edição do último sábado do Jornal do Commercio.
O Código de Ética do Jornalista Brasileiro em vigor nos lembra que:
Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental,
os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão
por que:
I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve
ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada - e
da linha política de seus proprietários e/ou diretores. (…)
II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter
por finalidade o interesse público; (…)
V - a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a
indução à autocensura são delitos contra a sociedade, devendo ser denunciadas à comissão
de ética competente, garantido o sigilo do denunciante.
A Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (Sinjope) e a campanha
Palavras têm Poder estão, portanto, atentas e à disposição para receber denúncias sobre
quaisquer violações da liberdade de expressão. Ao dar visibilidade a esses casos, espera-se
combater todas as formas de censura que ainda existem nosso Estado e em nosso país.
Para denunciar, acesse o site: www.palavrastempoder.org

domingo, 12 de outubro de 2014

IPESPE e MCI flagrados nos grampos da Operação Mar de Lama, da Polícia Federal, oriunda do Inquérito 433/2007

EXCLUSIVO

Ex-vereador Geraldo Cisneiros ocupa atualmente cago executivo no Banco Gerador do marqueteiro Antônio Lavareda, especializado em contratos de créditos consignados com prefeituras de todo o Brasil
Relatório e grampos da Polícia Federal, no âmbito do Inquérito 433/2007, com denúncia apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco, em processo que já tramita na 1ª Vara Criminal de Jaboatão dos Guararapes, deixam claro o envolvimento do Instituto de Pesquisas IPESPE, cujas pesquisas têm sido alvo de questionamentos e suspeitas de fraudes em diversos Estados da Federação, inclusive Pernambuco e Paraíba e a empresa de Publicidade MCI, com o esquema de corrupção comandado pelo PSDB, juntamente com o PSB, em Pernambuco e que já está sendo chamado de "Mensalão Pernambucano", pelos flagrantes de desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro público para financiamentos de campanhas eleitorais.

De acordo com os grampos a que o Blog teve acesso, os agente da Polícia Federal descobriram que "De uma forma ou de outra, sabe-se que LAVAREDA é sócio das empresas MCI MARKETING E COMUNICAÇAO LTDA. e da MCI MARKETING ESTRATEGIA E COMUNICAÇAO INSTITUCIONAL LTDA., figurando em ambas como responsável legal (ver fichas da MCI MARKETING E COMUNICAÇAO LTDA. e da MCI MARKETING ESTRATEGIA E COMUNICAÇAO INSTITUCIONAL LTDA.). Ademais, a despeito de não constar formalmente como sócio do IPESPE (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), os vários diálogos entre GERALDO e ele sugerem que tal instituto também está sob seu comando."

No Relatório dos agente federais, que integra o Inquérito 433/2007, o cientista político Antônio Lavareda é apresentado como "um dos mais conhecidos 'marketeiros' de Pernambuco. Esteve presente em várias campanhas políticas neste Estado e chegou a participar da campanha fracassada de GERALDO ALCKMIN à Presidência da República em 2006."

Do Relatório da Polícia Federal ainda se extrai que "a participação de LAVAREDA na quadrilha destinada a desviar recursos públicos da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes" consistia no recebimento por parte de pessoas ligadas a suas empresas, uma delas identificada como "Fátima", que segundo a PF era responsável pelo financeiro da MCI e que seriam decorrentes de salários de funcionários comissionados da Prefeitura. Além disso, afirmam os agentes federais, esses pagamentos decorreriam de "acordos entre o responsável da MCI e os Vereadores". Segundo os policiais federais, os recursos teriam por finalidade, ao que tudo ali indicava, ao pagamento de empregados da MCI que teriam trabalhado em campanhas eleitorais.

Os grampos ainda flagraram o que seria a intermediação por Geraldo Cisneiros, de um "acordo" entre o presidente da Câmara de Jaboatão, o vereador Luis Carlos e Lavareda, para que fossem pagos R$ 100 mil (cem mil reais) pelo primeiro, ao segundo, em dez parcelas. Além disso, foram flagradas emissões de notas fiscais frias pelo IPESPE, em pesquisa encomendada por Geraldo Cisneiros ao Instituto, além da intermediação da contratação do IPESPE junto à Secretaria de Educação de Jaboatão.

Seguem as transcrições que estão disponíveis ao acesso público nos autos da Ação Penal nº 000194-30.2012.8.17.0810:














sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mensalão Pernambucano foi fruto de profusão de Organizações Criminosas, entrelaçadas numa espécie de simbiose que choca porque infinita como o oceano, afirma PF sobre esquema

EXCLUSIVO

Novos documentos que chegam ao Blog revelam que o esquema desvendado pelo Inquérito 433/2007, da Polícia Federal, também se prestava à compra de legendas partidárias.

Outra revelação é sobre o grau de proximidade entre o doleiro Jordão Emerenciado, que pretendia usar dinheiro do esquema para bancar sua candidatura à Câmara do Recife e a de outros políticos de seu partido, inclusive à Prefeitura da capital pernambucana, com o ex-governador Eduardo Campos, a quem chamava de "amigo" e com quem empreendia viagens a São Paulo.

(Mesmo com investigações encerradas, o Inquérito 433/2007 vinha se mantendo misteriosamente oculto do conhecimento da opinião pública, por um injustificável e suspeito "sigilo de Justiça", que só se admite quando ainda em curso as investigações ou em casos de delações premiadas. A transparência é a regra no Processo Penal, pois só assim poderá a sociedade fiscalizar se Inquéritos como o 433/2007 não dormitam em gavetas de gabinetes, no aguardo de favorecer os criminosos, políticos e agentes públicos de alta patente, com a prescrição. Até o momento, o destino do Inquérito 433/2007, que traz flagranteado o maior esquema de corrupção já visto em um Estado da Federação se mantém oculto da população, o que é gravíssimo, em se tratando de uma democracia, onde os princípios da publicidade, da transparência e da isonomia e da probidade devem nortear todas as ações estatais).

A nota introdutória ao Inquérito 433/2007 já deixa antever o quanto é inconcebível que até a presente data não se tenha notícia de denunciados pelos crimes gravíssimos ali flagrados: "Na verdade, a profusão de Organizações Criminosas, entrelaçadas numa espécie de simbiose, choca principalmente por apresentar ilimitação, tal quem se nos apresenta o oceano, quando estamos num barco a vários quilômetros da costa - com sutil diferença de que, nesse último caso, há água. Choca também pela fonte de onde retira o seu sustento: O Erário Público. Por último, choca porque evidencia o completo desinteresse de vários Agentes Públicos para com o "bem social", ou algo que o valha.







Blogueiro marido de vereadora tucana Aline Mariano teve pedido de prisão temporária requerido pela Polícia Federal no Inquérito 433/2007, por formação de quadrilha

O Inquérito 433/2007 da Polícia Federal impressiona pela quantidade de pessoas ligadas ao mundo político que aparecem citadas como envolvidas nas mais diversas práticas criminosas. Em um dos trechos dos grampos da Polícia Federal é possível identificar que um blogueiro bastante conhecido em Pernambuco, casado com uma vereadora do Recife, do mesmo partido de um dos chefes do esquema, o ex-vereador de Jaboatão dos Guararapes, Geraldo Cisneiros, chegou a ter pedido de prisão temporária requerido pelo delegado federal que presidia o inquérito, conforme atestam os documentos abaixo colacionados. Pela leitura da transcrições dos grampos, é possível perceber que a vereadora do PSDB tinha conhecimento dos fatos. O escandaloso caso de corrupção que vem à tona com as revelações do Inquérito 433/2007, já está sendo chamado de Mensalão Pernambucano, dada a continuidade das práticas criminosas por longos anos e o desvio de recursos públicos para financiamento de campanhas eleitorais e enriquecimento ilícito dos envolvidos:

"MAGNO MARTINS DA FONSECA
3.18.1. Das fundadas razões da participação do investigado em crime de quadrilha (art. 1º, III, I da Lei nº 7.960/89)

Bloguista político e colunista da FOLHA DE PERNAMBUCO, MAGNO MARTINS é beneficiado dos recursos públicos desviados por GERALDO, havendo uma espécie de "parceria" - como o próprio MAGNO frisa em um de seus diálogos - entre eles.

A "parceria" funciona da seguinte maneira: MAGNO MARTINS indica pessoas para ocupar cargos públicos em comissão controlados por GERALDO. Os salá´rios dessas pessaos são pagos pelos cofres públicos, mas elas não trabalham para o Município. Assim, utilizando-se da "estratégia" - bastante difundida Brasil afora - de nomear funcionários fantasmas para ocupar cargos públicos, GERALDO se beneficia de notícias jornalísticas a ele favoráveis e MAGNO MARTINS se beneficia dos serviços e favores das pessoas nomeadas.
(…)
Compõe o jornalista, portanto, a quadrilha chefiada por GERALDO CISNEIROS que se dedica a desviar recursos da Câmara com a estratégia de se nomear funcionários fantasmas…"















SAIBA MAIS:

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/10/mensalao-pernambucano-romero-pontual-e.html

MENSALÃO PERNAMBUCANO: MPF/PE esclarece sobre apurações a esquemas criminosos no estado


O Ministério Público Federal, em Pernambuco, divulgou nota, na noite de ontem, esclarecendo que quem está responsável, desde o ano passado pelo Inquérito que apura o maior escândalo de corrupção de todos os tempos em nosso Estado, denunciado por nosso Blog, com exclusividade e solenemente ignorado pelos órgãos locais da imprensa, é o Ministério Público Estadual. Com a palavra o Dr. Aguinaldo Fenelon, Procurador Geral de Justiça:


9/10/2014 
Esclarecimentos dizem respeito a informações divulgadas na internet


Com relação a informações recentemente divulgadas na internet, a respeito de apurações relativas às Operações Zelador e Farda Nova, o Ministério Público Federal  em Pernambuco (MPF/PE) esclarece que:
 

       o Inquérito da Polícia Federal nº 433/2007, que inicialmente tinha por objeto apurar todas as supostas irregularidades relativas às operações em questão, passou a tramitar na Justiça Estadual, consequentemente com atuação do Ministério Público de Pernambuco no caso, desde 2013, pordecisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5);

       os crimes federais relativos ao caso foram apurados em outro Inquérito da Polícia Federal (nº 172/2010), que resultou no ajuizamento da ação penal nº 0004076-71.2010.4.05.8300 pelo MPF, em outubro de 2013;

       essa ação penal está em trâmite na 13ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco. Tem como réus o empresário Severino Jordão Emereciano Júnior, representante da corretora Didier & Levy em Pernambuco, e Otto Schmidt Neto, ex-gerente de agência da Caixa Econômica Federal. Eles são acusados pelo MPF de cometer os delitos tipificados nos art. 4º, caput, da Lei nº 7.492/86 (gestão fraudulenta de instituição financeira), art. 1º, VI, da Lei nº 9.613/98 ("lavagem" ou ocultação de bens,direitos e valores) e art. 304, c/c os arts. 297 e 69, todos do Código Penal (uso de documento falso).

       o andamento do processo pode ser consultado no site da Justiça Federal em Pernambuco:www.jfpe.jus.br



Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República em Pernambuco
(81) 2125-7348
prpe-ascom@mpf.mp.br
http://www.twitter.com/mpf_pe
http://www.facebook.com/MPFederal

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

MENSALÃO PERNAMBUCANO: ROMERO PONTUAL É O HOMEM FORTE DO PSB, CONCLUI POLICIA FEDERAL

EXCLUSIVO



Relatório produzido pela Polícia Federal, no âmbito do Inquérito nº 433/2007, já em poder da Procuradoria da República, em Pernambuco, desde 2013, conclui que Romero Pontual, apesar de exercer apenas a função de presidente da CEASA, "é homem forte do PSB", possuindo "muitas conexões com pessoas das mais diversas camadas sociais. Transitando nas mais altas rodas do poder governamental estadual e federal bem como no meio empresarial. Por conta disto, costuma intermediar negociações entre governo e empresários. Tem um negócio de fornecimento de alimentação com o filho, ROMERINHO, e o sobrinho GUILHERME (GUEGO).

Das conversas flagradas pelos agentes da Polícia Federal, mediante escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, é possível constatar a ascendência do "homem forte do PSB", Romero Pontual, sobre vários outros nomes do Partido que exerceram cargos de relevância no governo Eduardo Campos, inclusive sobre o recém eleito governado Paulo Câmara, chamado de Paulinho, nas conversas e os também recém eleitos deputados federais Tadeu Alencar e Nilton Mota, o Niltinho.

Com relação aos grampos das conversas flagradas entre Romero Pontual e Nilton Mota, os agentes federais chegam a concluir que graças à proximidade com este é que Romero Pontual tinha facilidades de trânsito na Secretaria de Educação de Pernambuco e para gerenciar os esquemas de fraudes em licitações naquela Secretarias. Os agentes federais também desconfiam que Romero Pontual teria assumido o fornecimento de alimentos para a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho em operação suspeita que poderia "configurar-se em fraude no processo licitatório":




Mas os tentáculos do "homem forte do PSB", Romero Pontual não estavam limitados, conforme já fora percebido pelos agentes da Polícia Federal em relatórios anteriores, à SEDUC, mas a diversos órgãos do governo do Estado e até da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco, chegando ao ponto de indicar qual procuradora deveria receber o processo de processos de licitação de seu interesse: "Analisando áudios de setembro, pode-se constatar a influência de ROMERO sobre a PGE e como consegue, com TADEU ALENCAR (Procurador-Geral) direcionar o processo para que uma procuradora (TACIANA XAVIER) opine favoravelmente à dispensa de licitação".