terça-feira, 26 de agosto de 2014

Foto comprova que Marina também usou o jato "sem dono"!


A tentativa do PSB de blindar Marina Silva de uma possível impugnação de sua candidatura, em razão da impossibilidade, a cada dia mais evidente, de se encontrar justificativas, dentro da legalidade, para a utilização do jato CESSNA, cujo sinistro vitimou o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos e mais 6 pessoas, na campanha eleitoral, parece encontrar uma séria barreira na própria realidade dos fatos.
É que há registros de que não apenas o então candidato Eduardo Campos, que encabeçava a chapa, fazia uso do avião de maneira irregular, mas a própria Marina Silva, conforme deixa claro o flagrante feito pela TV Integração de Juiz de Fora, reproduzida pelo G1 Zona da Mata, dos dois candidatos chegando à cidade mineira para compromissos de campanha, em viagem realizada justamente no jato "sem dono".
Para fugir aos questionamentos sobre a verdadeira origem da aeronave e dos recursos que a financiaram, o atual tesoureiro da campanha de Marina Silva, Márcio França afirmou ao Portal Brasil 247 que os documentos referentes ao avião estariam no próprio avião, portanto, não existiriam mais.
A equipe jurídica contratada pelo PSB para salvar a candidatura presidencial do PSB acredita que, a exemplo do que é feito por empresas sonegadoras para burlar o Fisco e a Previdência Social, a simples mudança de CNPJ do Comitê Financeiro da campanha livrará o PSB e Marina Silva de prestar contas à Justiça Eleitoral e à Nação sobre possíveis fraudes já sob investigação da Polícia Federal, envolvendo a compra e uso do jato cujo dono ou donos misteriosamente desapareceram.
O vice de Marina Silva, o deputado Beto Albuquerque, era considerado homem de extrema confiança do ex-governador Eduardo Campos e um dos comandantes de sua tropa de choque.



SAIBA MAIS:


E os donos do dinheiro apreendido na sede da BRINKS, em Pernambuco, quem são? Assim como os donos do jatinho,ninguém sabe, ninguém viu.




No dia 29 de abril, deste ano, a Polícia Federal deflagrou uma Operação, em vários Estados, inclusive, em Pernambuco, chamada "Grande Truque", na qual apreendeu US$ 9 milhões na sede pernambucana da BRINKS Segurança e Transporte de Valores. Segundo a PF, uma quadrilha de doleiros operava um sistema paralelo de câmbio por meio da Brinks. O sistema funcionava da seguinte maneira: o dinheiro, em vez de ser transportado, ficava parado na BRINKS, à espera de saques, como um banco, só que sem registro no sistema financeiro.

Segundo investigadores, parte do dinheiro que passava pelo esquema seria usada para abastecer campanhas eleitorais. A estimativa da PF é que a organização criminosa, que possuía ramificações internacionais, tenha movimentado mais de 100 milhões de reais. As investigações começaram em 2010, a partir de relatórios de operações suspeitas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).


Os doleiros foram presos, mas quem são os donos do dinheiro, assim como os donos do jatinho que vitimou o candidato à presidência do PSB e mais 6 pessoas, além de ter causado milhões em prejuízos materiais e lesões corporais aos moradores da área onde ocorreu o desastre, na Baixada Santista, ninguém sabe, ninguém viu. Tão de BRINKS ou não estão?

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PSB deve explicações sobre uso de avião envolto em operações suspeitas durante campanha presidencial



A polêmica em torno do suposto desentendimento entre o secretário geral do PSB e ex-coordenador da campanha do finado Eduardo Campos, Carlos Siqueira e a candidata Marina Silva e que também levou ao afastamento do tesoureiro da campanha, o vice-presidente financeiro da Petra, Henrique Costa, logo depois de todos os eduardistas terem saído no velório do finado, bradando, de braços erguidos, que não iam "desistir do Brasil", a meu ver, não passa de uma cortina de fumaça. 

Não faz o menor sentido tanto barulho e exposição pública de uma briga interna dessas, logo em seguida ao anúncio de uma pesquisa que aponta a candidata do Partido no segundo turno e até com chances de vitória, se não se estivesse querendo encobrir algo maior. 

Tanto a Folha de São Paulo, quanto o Estadão, denunciam que o jatinho que vitimou Campos e seus assessores estava envolto em operações fraudulentas, que já são investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, no Estado de São Paulo. 

O Cessna, segundo a Folha, o Estadão e o Tijolaço (leiam matérias nos links abaixo), teria sido adquirido de uma empresa em liquidação judicial, por empresários pernambucanos metidos em processos criminais, que incluem deste sonegação até homicídio e com a intermediação do presidente da Copergas, Aldo Guedes, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Campos, para ser utilizado na campanha do PSB. 

Marina Silva, assim como Eduardo Campos, fez uso do tal jatinho, em campanha. É no mínimo questionável, que candidatos a presidência da República façam uso de um avião adquirido em circunstâncias tão nebulosas. Fôssemos um país sério, o PSB retiraria suas candidaturas diante de tal escândalo, mas faz diferente, cria um factóide, uma briga de "comadres", que estranhamente (ou nem tanto), é alimentado por certa mídia, para desviar o foco de algo que deveria estar sendo o centro do debate e a verdadeira manchete. 

É claro que Marina e seu staff, assim como o próprio PSB, o PT e o PSDB, têm a plena noção da gravidade dos fatos que estão sendo revelados pelos jornais paulistas e que certamente já são dominados pela Polícia Federal e é por tal razão que os que estavam à frente da campanha, quando o tal do jato se incorporou a esta, não podem, em hipótese nenhuma, nesta continuarem, pois se Marina ainda não está sendo cobrada pelas viagens que fez na aeronave suspeita, certamente, tão logo esse novelo seja completamente desenrolado, sê-lo-á.

MATÉRIAS RELACIONADAS:







quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Em vídeo, a verdadeira "Nova Política" de FBC e do PSB vem à tona





Um vídeo que nossos amigos petrolinenses garimparam no YouTube, da campanha eleitoral de 1996, talvez nos revele um pouco mais sobre a verdadeira "Nova Política" praticada pelo candidato ao senado, da Frente Popular, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho.



Trata-se de um depoimento do hoje vice-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho, hoje no PSDB e que, na época disputava o cargo de prefeito do Município, pleito que que findou por vencer, sucedendo, assim, ao então prefeito, o primo Fernando Bezerra Coelho. 



Pelas palavras de Guilherme Coelho, ditas ainda em 1996, pode-se perceber, que, já naquela época, havia questionamentos quanto às dificuldades do ex-ministro de concluir obras e se manter fiel àqueles que lhe deram oportunidades.



No vídeo, Guilherme Coelho afirma que Fernando Bezerra Coelho teria sido indicado por seu grupo político e seu partido, à época, o PFL, para integrar o governo de Roberto Magalhães, onde, nas palavras do próprio Guilherme, "sugou, sugou, sugou e depois traiu, cuspiu no prato que comeu". Há também acusações gravíssimas, relativas a negociações de votos para aumentar o mandato de Sarney, tão criticado pela "Nova Política", da qual o atual partido de FBC, o PSB, diz-se porta-voz, como parlamentar, em troca de favores pessoais que teriam favorecido empresas da família de FBC. 



Muitas obras que estavam a cargo do Ministério da Integração Nacional, durante a gestão de FBC, como a Transposição do Rio São Francisco, por exemplo, têm sido utilizadas pelo próprio PSB, partido de Fernando Bezerra Coelho, para atacar o governo da presidenta Dilma, mas, ao que parece e a história e o YouTube não nos deixam mentir, o problema está mesmo é com a cotia que só olha pro rabo do macaco.



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Operação Cartago combate fraude no financiamento de imóveis da Caixa


Operação Cartago combate fraude no financiamento de imóveis da Caixa
São Luís/MA - 
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (18/8) a Operação Cartago*, que tem como objetivo desarticular fraudes no financiamento de imóveis da Caixa Econômica Federal-CEF. As fraudes encontradas nas Agências da Caixa totalizaram movimentações superiores a R$ 500 milhões.
Foram cumpridos ao todo 44 mandados judiciais, sendo 19 de busca e apreensão, 18 de condução coercitiva e sete de comunicações de suspensão da função pública. Participaram da operação 121 policiais federais.
A investigação constatou que empregados da Caixa criaram empresas fictícias em nome de parentes. Essas empresas passaram a ser contratadas pelo banco para prestar serviços como correspondentes bancários imobiliários. Embora fossem realizados diretamente pelos clientes os contratos, mencionavam as empresas como intermediárias. Essa situação rendia o pagamento indevido de comissões.
Foram montados escritórios de atendimento no interior das agências bancárias, utilizando espaço físico, mesas, cadeiras e até computadores da Caixa. Os empregados dessas empresas chegaram a ter acesso às senhas restritas aos empregados da Caixa. As fraudes encontradas nas Agências da Caixa totalizaram movimentações superiores a R$ 500 milhões.
Em uma única Agência da CEF durante o ano de 2010, verificou-se que todos os contratos de financiamento firmados eram fraudulentos. Os envolvidos no esquema criminoso responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de gestão fraudulenta, estelionato, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional, inserção de dados falsos e sonegação fiscal.
*O nome da Operação faz alusão à queda da cidade de Cartago, em decorrência da corrupção da aristocracia da cidade durante a Terceira Guerra Púnica.
Será concedida entrevista coletiva às 10h na sede da Superintendência Regional de Polícia Federal no Maranhão, na Avenida Daniel de La Touche, nº 4000, Bairro Cohama, São Luís/MA.
Durante a coletiva, serão disponibilizadas imagens Operação. Os jornalistas interessados deverão trazer pen drives.
Comunicação Social da Polícia Federal no Maranhão
Telefones: (98) 31315105 e (98) 91286428

Alvo de manipulação, eleições para Conselho Municipal de Saúde da PCR tem anulação recomendada pelo MPPE


O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomenda ao Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife para que, no prazo de 10 dias, reconheça e declare a ilegalidade do processo eleitoral para a composição do Conselho para o biênio de 2014/2016, com a consequente extinção dos mandatos dos atuais conselheiros eleitos. Ainda, para que adote as medidas necessárias para a elaboração de outro regimento eleitoral com cronograma, que oportunize cada segmento a eleger suas próprias entidades representativas de forma autônoma e independente, sem necessidade de formar chapa composta.

Conforme notícias de supostas irregularidades no processo eleitoral, foi instaurado um procedimento na 11ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania com atuação na Promoção e Defesa da Saúde, que constatou a evidência de que a Comissão Eleitoral não foi formada e definida dentro dos três meses anteriores à eleição, realizada no dia 5 de abril deste ano, infringindo o artigo 5º, da lei nº 1728/2006, e artigo 49 do regimento interno do CMS.

O promotor de Justiça Clóvis Sodré constatou também que a proposta do regimento eleitoral, aprovada e discutida em reunião pela Comissão, não foi disponibilizada aos conselheiros com a antecedência mínima de 72 horas, infringindo o artigo 1º, do regimento interno do CMS, que estabelece que as entidades representativas dos usuários, trabalhadores e prestadores de serviço devem se organizar em chapas, contendo representação dos três segmentos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Advogado José Paulo Cavalcanti dá entrevista repetindo discurso irresponsável de Olavo de Carvalho sobre acidente que vitimou Campos


Em entrevista concedida ontem à Radio JC News, o advogado José Paulo Cavalcante Filho fez insinuações gravíssimas sobre o acidente aéreo que vitimou, entre outras pessoas, o candidato à presidência da República, Eduardo Campos. Segundo José Paulo Cavalcante, as condições em que o acidente teria ocorrido seriam obscuras, já que testemunhas ouvidas por repórteres de TV, teriam mencionado que a aeronave que transportava o ex-governador de Pernambuco, teria incendiado "antes de cair". O advogado ainda mencionou o caso de um outro candidato à presidência mensageiro do "novo", que teria morrido em condições parecidas, em Portugal, o candidato à presidência daquele país, Sá-Carneiro.


Embora nenhum dos especialistas ouvidos pela imprensa, até o momento - e foram inúmeros - tenha feito qualquer tipo de ilação como a eleborada por  José Paulo Cavalcante Filho, o advogado pernambucano, malsatisfeito, ainda lançou suspeitas sobre a sanção da LEI Nº 12.970, DE 8 MAIO DE 2014 que, segundo Cavalcante, teria sido sancionada na véspera do acidente, pela presidente Dilma determinando que as investigações de acidentes aéreos deveriam ser realizadas em "segredo de justiça".


Causa estranheza e repulsa que o advogado José Paulo Cavalcante, que gosta de ser chamado de jurista, tratamento que só é dispensado a profundos conhecedores do Direito e que um dia chegou a se candidatar a uma vaga de Ministro do Supremo Tribunal Federal, mas que acabou sendo preterido na escolha pelo ex-presidente Lula e que tanto se jacta de ser um democrata, iguale-se ao auto-proclamado professor Olavo de Carvalho, porta-voz da extrema direita mais reacionária que faz oposição ao governo Dilma e ao PT neste país, propagando esse tipo de teoria da conspiração, recheada de ilações e insinuações irresponsáveis contra nossa presidenta, uma mulher digna, séria, correta e que ocupa o cargo de mandatária máxima do país e que foi elevada ao posto mediante escolha livre pelo voto direto de milhões de brasileiros.

Causa desgosto que alguém a quem todos chamam de jurista, ocupe os microfones de uma rádio de grande audiência para espalhar não só boatos, mas desinformação, pois diferentemente do que foi dito pelo nobre e conceituado jurista a Lei nº 12. 970 não foi sancionada na véspera do acidente que vitimou Eduardo Campos, mas muito antes, ou seja, no dia 08 de maio de 2014, sendo publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte.

É estranho que o festejado jurista reclame que as investigações sobre acidentes aéreos sejam feitas sigilo, já que a elaboração da lei, que como toda lei, passou pela aprovação tanto da Câmara, como do Senado, portanto, pelas bancadas de todos os Partidos, inclusive daquele que ele defende atualmente como emissário da Nova Política, atendeu a pedido da própria Aeronáutica e da CPI que investigou o acidente com o avião da TAM, em razão dos diversos vazamentos ocorridos com depoimentos de testemunhas, o que causou sérios prejuízos à investigações e às famílias das vítimas, sem falar nos riscos de exposições de fotos dos cadáveres em redes sociais, ou pela imprensa sensacionalista, o que, por certo, não seria do agrado das próprias famílias já tão sofridas. 

Antes mesmo da lei ser sancionada, somente mediante ordem judicial a polícia poderia ter acesso à caixa-preta de aviões, pois isso já vinha determinado na  Convenção de Avião Civil Internacional subscrita pelo Estado brasileiro e que, portal motivo integra nosso ordenamento jurídico.  Assim, independentemente da Lei nº 12. 970/2014,  quaisquer dados coletados em vôos só podiam ser entregues após decisões judiciais, mesmo antes da mencionada lei.

Em artigo publicado no site "Aviões e Músicas", Alexandre Conrado, que é técnico em Aviação há 28 anos esclarece, ao falar sobre a lei do "sigilo":
""O segundo motivo do update é em relação à desinformação sobre uma lei sancionada pela Presidente Dilma que torna sigilosa a investigação de acidentes aéreos no País. Tal qual a desinformação sobre o Marco Civil da Internet, pessoas tendem a ver algum tipo de censura ou jogada governamental ao verem o termo sigiloso acompanhado de investigação. Na cegueira (ou ódio político), esquecem que há convenções mundiais que regem a segurança aérea por exemplo, pois estamos longe de ser uma ditadura – o fato de ler esse blog indica isso. Digo-vos, se tem algo de bom para aviação brasileira feito nos últimos anos, foi a aprovação desta lei do sigilo. Lembram quando ocorreu o acidente com o Let 410 da NOAR e um delegado foi nomeado para as investigações? Escrevi à época:

O inquérito policial é a melhor maneira de esconder evidências por medo de “ser levado a prisão”. O inquérito faz as pessoas se sentirem acuadas de falar a verdade, a tão esperada verdade que pode salvar tantas vidas no futuro.

O que este sigilo aprovado por lei garante é que os investigadores do CENIPA possam fazer o seu trabalho de investigação apurando o que realmente importa, não liberando dados de gravador de voz por exemplo para delegados sem uma decisão judicial. É uma proteção para que pessoas de fora, não ligadas a aviação, conduzam a investigação como se investiga um crime. Ao final das investigações, o relatório continuará sendo público exatamente como ocorre hoje.

Em nenhum lugar do mundo [civilizado], um delegado de polícia possui jurisdição sobre uma cena de acidente aéreo, a menos que haja fortes indícios de que houve ato terrorista. A investigação consiste em descobrir o que aconteceu e sugerir melhorias para que nunca mais aconteça, e não procurar um culpado como acontece em acidentes de carro."(1)
Causa repugnância que estejam utilizando uma tragédia como essa que ceifou a vida não apenas do ex-governador Eduardo Campos, mas também de outras seis pessoas, para criar factóides politiqueiros hediondos e de baixíssimo nível contra a maior autoridade do país e que até o momento presente tem se portado com uma dignidade poucas vezes vista diante de ataques tão rasteiros.  

OUÇAM A ENTREVISTA DO ADVOGADO JOSE PAULO CAVALCANTE AQUI:

http://radiojcnews.ne10.uol.com.br/2014/08/13/o-jurista-paulo-cavalcanti-filho-comenta-a-morte-de-eduardo-campos/

SAIBA MAIS:

(1)O acidente com Eduardo Campos e o cuidado com as informações na internet

http://www.avioesemusicas.com/o-acidente-com-eduardo-campos-e-o-cuidado-com-as-informacoes-na-internet.htmlhttp://www.avioesemusicas.com/o-acidente-com-eduardo-campos-e-o-cuidado-com-as-informacoes-na-internet.html

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Deputado João Paulo, candidato ao senado pelo PT de Pernambuco, divulga nota de pesar pelo falecimento de Eduardo Campos


Nota de Pesar

Deputado Federal João Paulo


Profundamente consternado com a morte do ex-governador Eduardo Campos, ocorrida em acidente aéreo nesta quarta-feira, o deputado federal João Paulo, candidato ao Senado, suspendeu todas as atividades de campanha. “Neste momento de imensa tristeza, gostaria de enviar minhas condolências à família do ex-governador e as dos profissionais que o acompanhavam. Uma perda prematura como foi a de Eduardo deixa uma lacuna na vida política do Brasil”, afirmou João Paulo.

Em sua página do Facebook, Lula lamenta morte de Campos


Como todos os brasileiros, estou profundamente entristecido com a trágica morte de Eduardo Campos. Um grande amigo e companheiro. 

Conheci Eduardo através de seu avô, Miguel Arraes, um memorável líder das causas populares de Pernambuco e do Brasil.

O país perde um homem público de rara e extraordinária qualidade. Tive a alegria de contar com sua inteligência e dedicação nos anos em que foi nosso ministro de Ciência e Tecnologia. Ao longo de toda sua vida, Eduardo lutou para tornar o Brasil um país mais justo e digno.

O carinho, o respeito e a admiração mútua sempre estiveram presentes em nossa convivência.

Nesse momento de dor, eu e Marisa nos solidarizamos com sua mãe, Ana Arraes, sua esposa, Renata, seus filhos e toda a sua família, amigos e companheiros.

Também prestamos solidariedade às famílias dos integrantes da sua equipe e dos tripulantes que faleceram nesse terrível acidente.


Luiz Inácio Lula da Silva


Presidenta Dilma divulga nota de pesar pelo falecimento de Eduardo Campos


NOTA OFICIAL

O Brasil inteiro está de luto. Perdemos hoje um grande brasileiro, Eduardo Campos. Perdemos um grande companheiro.

Neto de Miguel Arraes, exemplo de democrata para a minha geração, Eduardo foi uma grande liderança política. Desde jovem, lutou o bom combate da política, como deputado federal, ministro e governador de Pernambuco, por duas vezes.

Tivemos Eduardo e eu uma longa convivência no governo Lula, nas campanhas de 2006, 2010 e durante o meu governo.

Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência.

Foi um pai e marido exemplar. Nesse momento de dor profunda, meus sentimentos estão com Renata, companheira de toda uma vida, e com os seus amados filhos. Estou tristíssima.

Minhas condolências aos familiares de todas as vítimas desta tragédia.

Decretei luto oficial de 3 dias em homenagem à memória de Eduardo Campos. Determinei a suspensão da minha campanha por 3 dias.

Dilma Rousseff

MORRE EDUARDO CAMPOS




Muito embora já se veja aqui e ali análises sobre os rumos políticos da sucessão presidencial, a partir do falecimento prematuro do ex-governador de Pernambuco e candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, penso que o momento não seja para esse tipo de reflexão, nem para se falar de política, mas para pensarmos um pouco sobre o quanto somos frágeis diante da força maior que nos governa, que é a forca de Deus. A cada vida que se esvai, apenas temos a confirmação de que nossas vidas nada mais são que finíssimos fios que podem ser rompidos ao menor sopro da vontade divina e perante a Onipotência de Deus. Aliás, o próprio Eduardo, certamente sabia disso, pois deu ao filho, nascido há poucos meses, o nome do avô, que nos remete ao questionamento que o Príncipe das Milícias Celestes, o Arcanjo Miguel, fazia aos que desafiavam o poder do Todo Poderoso: “Quem mais que Deus?”

Como cristã e como católica, acreditando que aqui estamos apenas de passagem e mesmo tendo travado um árduo, combate no campo político, com o ex-governador e seu grupo, nesse momento de profundo pesar para tantos que o tinham como líder, pai, marido, filho, amigo, enfim, como referência em suas vidas, não posso deixar de desejar o que desejo a todos os meus irmãos e irmãos que deixam o plano terrestre, porque é o que desejo para mim mesma: que a alma do ex-governador Eduardo Campos, tenha tido oportunidade de, em seus momentos finais, reconciliar-se com o Pai Celestial e que a terra lhe pese na exata medida de suas obras enquanto nela esteve. Que Nossa Senhora reconforte seus filhos e esposa, pois bem sei o quanto a dor da perda de um ente querido é insuportável.

Solidarizo-me com a dor dos familiares e amigos das demais vítimas desse trágico acidente aéreo, o fotógrafo Alexandre Severo Gomes, o assessor Carlos Augusto Leal Filho (Percol), os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins, o cinegrafista Marcelo Lira e o assessor Pedro Almeida Valadares Neto.

Que Deus seja misericordioso e acolha suas almas com muito amor e que mande seu espírito consolador para os que aqui permanecem em suas missões terrenas. Amém.


Noelia Brito

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Haddad aos empreiteiros: “Eu sou prefeito da cidade. Não sou prefeito do Secovi”


Petista vai a sede da principal entidade representativa de construtoras cobrar fim da separação entre os interesses do setor e os da sociedade, e contesta exageros nas críticas sobre Plano Diretor
Por Gisele Brito, na RBA
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), foi hoje à principal entidade representativa do setor imobiliário da capital paulista propor que se supere a separação entre os interesses empresariais e os dos cidadãos. Ao falar durante almoço na sede do Secovi, na Vila Clementino, zona sul da cidade, o petista criticou estimativa divulgada em nome da entidade acusando que o novo Plano Diretor Estratégico vai elevar em 15% os preços dos imóveis – Secovi é a sigla para Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo, fundado em 1946.
Haddad afirmou que entre os objetivos do Plano Diretor está a reconciliação da percepção da população em relação ao setor imobiliário. Para o prefeito, a forma como a cidade cresceu criou um “divórcio no coração de alguns”. “Os empreendimentos passaram a ser vistos como ameaças à qualidade de vida”, afirmou.
O prefeito defendeu que essa essa “inimizade” se soluciona analisando a possibilidade de aumentar impactos positivos dos empreendimentos. O exemplo concreto citado por Haddad foram as fachadas ativas, um dos mecanismos propostos pelo Plano Diretor, que garante edifício não residencial tenha sua parte frontal aberta, de forma a ser usada como extensão da calçada.
“Todo empreendimento gera externalidades. Ele não é algo que está fora de um contexto. Dessa maneira, pesar se certas externalidades são positivas ou negativas, se oneram ou facilitam a vida do gestor público foi a conta que nós tentamos fazer de comum acordo para desenvolver uma outra lógica, que permitisse conciliar o interesse público e o privado”, afirmou.
O debate central durante o almoço se deu sobre o impacto do Plano Diretor no preço de novos empreendimentos. Na presença do prefeito, os representantes do setor imobiliário amenizaram os cálculos feitos nas semanas anteriores. O presidente do Secovi, Cláudio Bernardes, chegou a falar em até 60% de aumento quando o projeto estava em tramitação na Câmara Municipal.
Nesse fim de semana, nova estimativa considerada exagerada: a Gafisa, uma das maiores incorporadoras e construtoras do país, publicou peça publicitária na Folha de S. Paulo em que afirma que a alta de preços dos imóveis, segundo números do Secovi, seria de 15%, o que irritou o prefeito.
Um dos presentes na plateia chegou a argumentar que a estimativa havia sido projetada pelo Núcleo de Real State da Faculdade Politécnica da Universidade de São Paulo, “que sabia fazer conta”. “Eu perguntei para o Claudio se a estimativa é do Secovi e ele me disse que não. A gente precisa corrigir esse tipo de coisa porque isso é ruim para a cidade”, afirmou Haddad.
Agora, a entidade calculou que o impacto será de 5% para 71% dos imóveis residenciais a serem construídos na cidade. A mesma porcentagem deve incidir sobre cerca de metade dos imóveis comerciais.
A razão do encarecimento da construção imobiliária é a nova forma de cálculo da chamada outorga onerosa – valor pago pelo empreendedor caso queira construir acima do valor-padrão estipulado para determinado lote. O Plano Diretor estipula agora que em toda a cidade só se poderá construir o equivalente a uma vez a área do terreno sem custo extra para o construtor. Para edificações mais altas, dentro dos limites impostos pela lei de zoneamento, é preciso pagar a outorga onerosa. A lei em vigor até o último dia 31, quando foi sancionado o novo texto, permitia que fossem construídas o equivalente a duas vezes o tamanho do terreno.
A prefeitura espera arrecadar R$ 500 milhões por ano com essa cobrança a partir de 2016. O recurso será destinado integralmente ao Fundo de Desenvolvimento Urbano (Fundurb) e 30% dele será usado para a construção de habitação de interesse social. Outros 30% serão investidos em mobilidade urbana.
Na “errata” feita diante do prefeito e dos associados do sindicato, Bernardes afirmou que foram feitas simulações aplicando as novas regras a todos os empreendimentos imobiliários lançados desde 2004. “Essa é a realidade das nossas contas. Não digo que o pessoal da Poli não saiba fazer conta, mas nós fizemos mais de quatro mil simulações aqui para tentar atingir esse resultado”, afirmou Bernardes.
Haddad enfatizou que não se tratava de simulações, mas de casos concretos de aplicação das novas regras a empreendimentos já lançados. “As nossas estimativas dão conta de um impacto menor do que 5% do valor final do imóvel. Isso no pior cenário”, disse o prefeito. “Eu acho que a outorga ficou numa posição adequada para as necessidades de investimento público. Eu não posso pensar só no empreendedor privado. Eu sou prefeito da cidade. Não sou prefeito do Secovi. Eu tenho que pensar nos empreendimentos, mas eu tenho que pensar também na necessidade que eu tenho para obter recursos para melhorar a infraestrutura urbana, sem a qual a qualidade de vida não vai melhorar”, defendeu.

Operação Alter Ego combate quadrilha especializada em fraudes na Receita


Operação Alter Ego combate quadrilha especializada em fraudes na Receita
Recife/PE – A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (12/8), em ação conjunta com a Receita Federal, a Operação Alter Ego, que visa desarticular quadrilhas especializadas em fraudar as bases de dados da Receita Federal, especificamente o Cadastro de Pessoa Física-CPF, para posterior utilização em aberturas de empresas, empréstimos bancários e outras ações ilegais. A operação ocorreu, simultaneamente, em Pernambuco, no Pará, em Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Cerca de 110 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal deram cumprimento a 17 mandados de condução coercitiva, a 22 mandados de busca e apreensão e a oito mandados de prisão preventiva. Só na Região Metropolitana do Recife (Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes), foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, 17 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de condução coercitiva, 19 ordens de identificação criminal e sete de afastamento de agentes públicos (quatro da Receita Federal e três dos Correios).
Durante o transcurso das investigações, que tiveram início através da Receita Federal, em meados de 2012, foram indiciadas, até o presente momento, 16 pessoas, em inquérito policial. A operação foi iniciada após análise de risco interna da Receita Federal, a qual detectou que alguns servidores e empregados dos Correios, entidade conveniada para inserção e alteração de CPFs, estavam envolvidos na emissão de centenas de CPFs com indícios de fraude.
Há pouco mais de um ano, após o início da investigação conjunta com o Escritório de Corregedoria da Receita, foi possível colher robustas provas da existência de, pelo menos, três quadrilhas especializadas nessa atividade criminosa, formadas, inclusive, por agentes públicos. A Investigação focou na fase de criação dos CPFs, sendo certo que já foi possível perceber seu uso em golpes de internet, criação de empresas e fraudes contra credores.
Os principais crimes investigados são de inserção e alteração de dados falsos em sistemas informatizados públicos, corrupção passiva e corrupção ativa (todos com penas para cada crime de 2 a 12 anos), além de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Com o objetivo de fortalecer as provas já existentes, espera-se, nesta fase, durante análise do material apreendido, conhecer dados de diversos outros CPFs criados fraudulentamente.

Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco