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sábado, 21 de janeiro de 2012

Porque Dudu Malvadeza é o ACM de Pernambuco ou Será um "Dèja Vu"? ou a História se repete como farsa




SEGUNDO GOVERNO (1978-1983) 

Foi em sua segunda nomeação como governador biônico que sua truculência se mostrou mas veementemente, e que Golbery do Couto e Silva lançou o apelido que se tornaria famoso: "Toninho Malvadeza". Já no começo de sua segunda nomeação, detinha o controle sobre todas as nomeações estaduais e federais da Bahia. Prefeito que não o apoiasse estava condenado à penúria. Em certa ocasião, um colunista de um de seus veículos de comunicação publicou que o secretário de Minas e Energia havia autorizado a implantação de uma rede de energia elétrica na zona rural de Mutuípe; o colunista, sem entender o questionamento feito por ACM após uma coletiva, perguntou: "mas não foi a secretaria dele que autorizou a obra?" Resposta curta e grossa de ACM (que também era patrão do colunista), reveladora de seu estilo de política e de gestão administrativa: "você quer ser demitido? No meu governo, quem manda e quem autoriza as coisas sou eu. Ele apenas faz o que eu mando!" Em uma entrevista para a revista IstoÉ de outubro de 1982, chegou a dizer que governava com o chicote numa das mãos e um saco de dinheiro na outra. 

Em maio de 1981, havia um boteco chamado Cantina São Jorge que ficava no pé da ladeira que leva ao Palácio de Ondina, de onde algumas pessoas que tomavam uma cerveja começaram a vaiar o governador quando ele passava de carro. Dito e feito: no outro dia o bar era fechado por agentes da prefeitura. Em agosto de 1981, lança a Polícia Militar contra a população revoltada contra o segundo aumento sucessivo nas tarifas de ônibus de Salvador. A ação policial resulta na morte um estudante em praça pública, baleado pela Polícia. Segundo ele, o quebra-quebra tinha sido obra de alguns membros do PCdoB e do MR-8, "grupos clandestinos de esquerda"; graças a isso, saiu prendendo e arrebentando porque "lugar de agitador é mesmo na cadeia". Em reunião com o estado-maior da Polícia Militar, dizia claramente: "A primeira coisa de uma autoridade é mostrar força e coragem!". ACM chegou a tentar enquadrar o caso como sendo de "segurança nacional", ao que o general Florimar Campelo, do alto escalão militar, respondeu dizendo que o caso era de "segurança pública" apenas. Como resultado de sua política repressiva, algumas semanas depois Antônio Carlos Magalhães e Màrio Kértesz seriam expulsos a pedradas do palanque de inauguração do viaduto do Aquidabã. 

É neste mandato que começa uma guinada na base política de ACM. Se antes ele dependia, em Salvador, de donos de empreiteiras, imobiliárias e incorporadoras, e no interior de pequenos chefetes locais, aqui ele passa a ocupar o espaço das empresas de comunicação. Com ajuda de Antônio Balbino, que lhe deu grande soma em dinheiro através do Banco Nacional, abre em 20 de dezembro de 1978 o Correio da Bahia, cujo controle acionário passaria a familiares. Outra base aberta foi no Oeste baiano, região para a qual ACM destinou 10% do orçamento estadual em investimentos para desenvolver o agronegócio na região de Uauá, Brumado, Irecê, Condeúba, Livramento de Nossa Senhora e municípios vizinhos. 

Outro ponto a se destacar é o início das obras de construção da barragem de Pedra do Cavalo, que prometia regularizar as cheias do rio Paraguaçu que atacavam Cachoeira e São Félix, além de garantir o abastecimento de água para a região metropolitana de Salvador. O processo de remoção da população ribeirinha foi tão violento que motivou a Arquidiocese de Salvador a organizar uma equipe da Comissão de Justiça e Paz para acompanhar e auxiliar as famílias removidas.


FONTE: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/07/388663.shtml

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