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sábado, 7 de janeiro de 2012

Professor da UFPE afirma que novos viadutos são como "pontes-safenas" numa cidade infartada e só contribuem para a degradação da cidade

A quem interessa a construção de mais viadutos no Recife? Ao povo, ao contribuinte é que não é. Vejam a opinião de quem entende do assunto, nessa entrevista publicada hoje, no Diário de Pernambuco, com o Prof. Maurício Pina, do Departamento de Engenharia da UFPE:

Como o senhor avalia o Corredor Norte-Sul?
Qualquer medida que melhore o sistema público de transporte é positiva. Sempre deve ser priorizados, em virtude da eficácia. É a única solução para as questões do trânsito. Não sendo assim, não temos saídas concretas. A construção de viadutos e edifícios-garagem não resolvem o problema. É uma grande tragédia. Precisa mudar.

Como o senhor analisa os novos viadutos? Eles nada contribuem para melhorar o trânsito. A taxa de crescimento de veículos é de 270 novas unidades a cada dia nas ruas do Recife. Na Região Metropolitana do Recife (RMR), é de 500. Desta forma, não há viaduto que suporte a expansão. Eles promovem a degradação urbana. São uma espécie de “ponte de safena” em uma cidade que já infartou. Os viadutos apenas protelam o problema. O trânsito que está embaixo subirá. Hoje, o transporte público é de má qualidade. As pessoas não o utilizam.

 Há outras questões?Temos que priorizar o planejamento do transporte público. Não temos base de dados atualizada sobre os padrões de deslocamento. O último é de 1997. Já são 15 anos sem um novo. A dinâmica urbana é muito forte. Hoje, temos novos shoppings, faculdades em corredores. Os hábitos de deslocamento mudaram completamente, não só no quesito quantidade. É preciso fazer uma nova pesquisa de cinco em cinco anos. Ela indica onde, como e quando é preciso investir; variáveis que estão em jogo.

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