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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Prefeitura do Recife assinou contratos de mais de R$ 130 milhões com construtora ligada ao bicheiro Carlinhos Cachoeira

FOTO: Isto É

Em 2007, ainda no governo do ex-prefeito João Paulo, a Secretaria de Saneamento da Prefeitura do Recife assinou um contrato de mais de R$ 20 milhões, com a Construtora Delta S/A, onde o bicheiro goiano Carlinhos Cachoeira tem uma sala, a partir da qual faz seus "lobbies" em favor dessa empresa, que é envolvida em um número enorme de denúncias de irregularidades, como fraudes em licitações e contratos superfaturados, a exemplo das obras da BR-364, do Fórum do TJES, serviços de recapeamento, em Campinas e outros escândalos mais que trarei a público mais tarde. O contrato foi firmado tendo como consorciada a Imobiliária Rocha Ltda:

EXTRATO DO CONTRATO N° 295, FIRMADO EM 13 DE DEZEMBRO DE 2007.
MODALIDADE DE LICITAÇÃO: Processo Licitatório nº 03/2007; Licitação Pública Nacional NCB nº 02/2007-UEM/RECIFE.
CONTRATANTES: MUNICÍPIO DO RECIFE/SECRETARIA DE SANEAMENTO E A DELTA CONSTRUÕES S.A. E IMOBILIÁRIA ROCHA LTDA.
OBJETO: Execução das Obras de Urbanização das Unidades de Esgotamento 20 e 21 (UE 20 e 21), no Município do Recife, área de atuação do Programa de Infra-Estrutura em Áreas de Baixa Renda da RMR - PROMETRÓPOLE, na Bacia do Beberibe - Recife.
PREÇO GLOBAL:R$ 20.342.395,75 (vinte milhões trezentos e quarenta e dois mil trezentos e noventa e cinco reais e setenta e cinco centavos).
PRAZO: De 300 (trezentos) dias, tendo como termo inicial a data de eficácia do contrato, descrita no item "1.1 bb", da seção 5, "Dados do Contrato".
DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA nº: 2301.15.451.1.313.1.579 - Elemento de Despesa nº 4.4.490.51 - Fontes 0100 e 0102.
RECURSO FINANCEIRO: Tesouro Municipal/Tesouro Estadual e Banco Mundial.
OBS. Republicado por ter Saído com incorreção

Mas a coisa não pára por aí. Dois novos contratos, desta feita, bem mais polpudos, foram assinados com a Construtora Delta, agora em parceria com a Construtora Camilo Brito, para as obras também da Bacia do Rio Beberibe:

EXTRATO DO CONTRATO N° 192/2008, FIRMADO EM 19 DE JUNHO DE 2008.
Modalidade de Licitação: Processo Licitatório nº 01/2008 - Concorrência nº 01/2008.
CONTRATANTES: MUNICÍPIO DO RECIFE/SECRETARIA DE SANEAMENTO E O CONSÓRCIO FORMADO PELAS EMPRESAS DELTA CONSTRUÇÕES LTDA. E CONSTRUTORA CAMILO BRITO
OBJETO: A execução das obras de saneamento integrado, com acompanhamento técnico social na Bacia do Rio Beberibe, envolvendo as Unidades de Esgotamento UE 04, UE 08, UE 17 e UE19, compreendendo os bairros de Dois Unidos, Linha do Tiro, Beberibe, Porto da Madeira, Cajueiro e Fundão, com os seguintes limites: ao Leste Av. Cidade Monteiro, ao Sul Rua Uriel de Holanda, ao Oeste Rua Divisópolis e ao Norte Av. Beberibe, por solicitação da Secretaria de Saneamento, conforme especificações constantes do Termo de Referência (anexo VIII do edital), e da proposta do CONTRATADO.
PREÇO GLOBAL: R$ 65.013.689,73 (sessenta e cinco milhões, treze mil, seiscentos e oitenta e nove reais e setenta e três centavos).
PRAZO: O prazo de vigência contratual e de execução do objeto deste contrato é de 33 (trinta e três) e 30 (trinta) meses, respectivamente.
DOTAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS:nº. 2301.1.579 elemento despesa nº. 4.4.90.51 fonte 100 sub-elemento 002 objeto de despesa 2. nº. 2301.1.579 elemento despesa nº. 4.4.90.51 fonte 100 sub-elemento 002 objeto de despesa 2.
RECURSO FINANCEIRO: Tesouro Municipal


EXTRATO DO CONTRATO N° 193/2008 , FIRMADO EM 19 DE JUNHO DE 2008.
Modalidade de Licitação: Processo Licitatório nº 01/2008 - Concorrência nº 01/2008.
CONTRATANTES: MUNICÍPIO DO RECIFE/SECRETARIA DE SANEAMENTO E O CONSÓRCIO FORMADO PELAS EMPRESAS DELTA CONSTRUÇÕES LTDA. E CONSTRUTORA CAMILO BRITO
OBJETO: A execução das obras de saneamento integrado, com acompanhamento técnico social na Bacia do Rio Beberibe, envolvendo as Unidades de Esgotamento UE 20 e UE 21, compreendendo os bairros de Água Fria, Arruda, Campina do Barreto e Fundão com os seguintes limites: UE 20, limitada ao Norte pela Rua da Regeneração, ao Sul pelo Canal do Arruda/Vasco da Gama, a Leste pelo Canal do Arruda/Vasco da Gama e a Oeste pela Estrada Velha de Água Fria; UE 21, limitada ao Norte pelo Canal do Arruda/Vasco da Gama, ao Sul pela Rua da Regeneração, a Leste pelo Rio Beberibe e a Oeste pela Avenida Beberibe, por solicitação da Secretaria de Saneamento, conforme especificações constantes do Termo de Referência (anexo VIII do edital), e da proposta do CONTRATADO.
PREÇO GLOBAL:R$ 45.706.906,73 (quarenta e cinco milhões, setecentos e seis mil, novecentos e seis reais e setenta e três centavos).
PRAZO: O prazo de vigência contratual e de execução do objeto deste contrato é de 27 (vinte e sete) e 24 (vinte e quatro) meses, respectivamente.
DOTAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS: nº. 2301.1.579 elemento despesa nº. 4.4.90.51 fonte 100 sub-elemento 002 objeto de despesa 2. nº. 2301.1.579 elemento despesa nº. 4.4.90.51 fonte 100 sub-elemento 002 objeto de despesa 2.
RECURSO FINANCEIRO: Tesouro Municipal


Observem que até aí, os contratos já somavam mais de R$ 130 milhões...uma cachoeira de recurso públicos, sem dúvida nenhuma foi investida nesses contratos, todos ligados ao chamado PAC: Pragrama de Aceleração do Crescimento, do governo federal.


MATÉRIA DA REVISTA "ISTO É" QUE CHEGOU ÀS BANCA NO SÁBADO

QUEM TEM MEDO DE CACHOEIRA
Bicheiro preso pela PF ameaça empresários e políticos com material explosivo. Gravações estariam escondidas numa chácara em Anápolis
Claudio Dantas Sequeira

DEVASTADOR: Pivô do escândalo que levou à queda de Waldomiro Diniz da Casa Civil em 2004, Carlinhos Cachoeira diz ter em seu poder novos grampos contra políticos
Nas últimas semanas, a revelação das conexões do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos, empresários e policiais estremeceu a capital federal. O arsenal de informações contidas no inquérito da Operação Monte Carlo foi tão devastador que conseguiu silenciar uma das principais vozes da oposição, o senador Demóstenes Torres (DEM/GO). O parlamentar, porém, pode não ser o único a cair em desgraça sob a acusação de manter ligações perigosas com o contraventor. Para tentar entender por que Cachoeira atemoriza tanta gente, mesmo isolado numa pequena cela do presídio federal de Mossoró, Rio Grande do Norte, ISTOÉ ouviu pessoas ligadas a ele. Os relatos dão conta de um esquema milionário que abasteceu o caixa 2 de diferentes partidos. Os pagamentos eram acertados pelo próprio Cachoeira com os arrecadadores de campanha. E o que mais provoca temor em seus interlocutores e comparsas: a maioria dessas negociatas foi devidamente registrada pelo empresário da jogatina.
Em pouco mais de uma década, o bicheiro acumulou um vasto e explosivo acervo de áudio e vídeo capaz de comprometer muita gente graúda. Na operação de busca e apreensão na casa de Cachoeira no início do mês, a PF encontrou dentro de um cofre cinco CDs avulsos.
No entanto, outra parte do material – ainda mais explosivo – estava escondida em outro lugar, uma chácara em Anápolis (GO). O local sempre serviu como espécie de quartel-general para reuniões do clã Cachoeira, além de esconderijo perfeito para seu acervo de gravações. Conforme apurou ISTOÉ, nos vídeos que ainda estão em poder de Cachoeira não constam apenas reuniões políticas ou pagamentos de propina. Lá há registros de festinhas patrocinadas por ele com a presença de empresários e políticos. Uma artilharia capaz de constranger o mais desinibido dos parlamentares.


FIM DE LINHA: Flagrado em conversas nada republicanas com o contraventor, o senador Demóstenes Torres deixou a liderança do DEM no Senado. Constrangido, avalia renunciar ao mandato

O modus operandi de Cachoeira não é novidade. Em 2004, uma dessas gravações deflagrou o escândalo que levou à queda de Waldomiro Diniz, ex-assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Depois do escândalo, ele foi para a Argentina, de onde passou a operar. No Brasil, quem gerenciava o jogo para o bicheiro, num esquema que movimentou R$ 170 milhões em seis anos, era seu braço direito Lenine Araújo de Souza. Cachoeira também contratou arapongas bastante conhecidos em Brasília, como Jairo Martins, o sargento Dadá e o ex-delegado Onésimo de Souza. Consta do inquérito da PF que pelo menos 43 agentes públicos serviam a Cachoeira.“Quem detém informação tem o poder”, dizia o bicheiro. Antes de ser preso, ele recebia mensalmente gravações e um relatório dos monitoramentos dos alvos e dava novas diretrizes de ação, inclusive a elaboração de perfis de autoridades de interesse. Boa parte disso está guardada em seu QG, a chácara em Anápolis. Este mês, dois novos vídeos circularam na imprensa. Neles, o bicheiro conversa com o deputado federal Rubens Otoni (PT- GO) sobre pagamentos para a campanha do petista. Até agora, Otoni não se explicou. A divulgação da conversa com Otoni, porém, foi uma pequena amostra do poder do bicheiro. Apenas um dos vários recados que ele enviou a Brasília desde que foi preso em fevereiro. Pessoas próximas a Cachoeira dizem que ele ainda tem muita munição. As mensagens foram captadas pela cúpula petista, que acionou o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Ele reuniu-se com a mulher de Cachoeira, Andressa, no último dia 21, e pediu que convencesse o marido a se controlar, com a promessa de que conseguiria retirá-lo da cadeia em breve. Andressa voou para Mossoró e deu o recado de Thomaz Bastos ao bicheiro. Desde então, ele silenciou à espera do habeas corpus.
Ao mesmo tempo, porém, Carlinhos Cachoeira mandou espalhar que possui gravações contra políticos de um amplo espectro partidário. É o caso, por exemplo, dos integrantes da chamada bancada do jogo que defendia a regularização dos bingos no País. Além do deputado goiano Jovair Arantes (PTB), arrolado no inquérito da Operação Monte Carlo, mantinham contatos frequentes com Cachoeira os deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Lincoln Portela (PR-MG), Sandro Mabel (PR-GO), João Campos (PSDB-GO) e Darcísio Perondi (PMDB-RS). Todos têm mantido silêncio absoluto sobre a prisão de Cachoeira.


ALVOS: Segundo a PF, Cachoeira teria alimentado campanhas do governador de Goiás, Marconi Perillo (acima), e do deputado petista Rubens Otoni (abaixo)

A lei do silêncio foi seguida também pelo senador Demóstenes, que, além de presentes, teria recebido pelo menos R$ 1 milhão do esquema do bicheiro. Para investigar essas e outras, Demóstenes teve seu sigilo bancário quebrado pelo STF na quinta-feira 29. Outro que em breve terá de se explicar é o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. Segundo o inquérito da PF, Cachoeira indicava pessoas para cargos de confiança no governo Perillo. A PF suspeita ainda que o dinheiro repassado por Cachoeira às campanhas de vários políticos viria não só da contravenção, mas de contratos entregues a empreiteiras para quem o bicheiro serviu de intermediário.
A PRIMEIRA VÍTIMA (clique na imagem abaixo para melhor visualização)

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