Política

Mulheres dispostas a brigar pelo Executivo


15/04/2012 01:01 -

Na Região Metropolitana do Recife, o número de mulheres que já declarou o desejo de pleitear o cargo de prefeita ainda é pequeno. Na capital, apenas uma mulher se declarou pré-candidata, a procuradora Noélia Brito (PSOL). A vizinha Olinda chegou a ter três nomes femininos nesta pré-campanha, mas uma das pré-candidaturas foi retirada - da ex-deputada Terezinha Nunes (PSDB) - e ficaram no páreo apenas Isabel Urquisa (PMDB) e Açucena Calheiros (PHS). Outras cidades importantes como Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Moreno e Cabo de Santo Agostinho não têm, até o momento, mulheres pleiteando a chefia do Executivo.

As pré-candidatas olindenses seguem um padrão apontado por pesquisadores como situação que ainda prevalece na maior parte das candidaturas femininas: ambas veem de famílias com tradição dentro da política pernambucana. Mas Isabel e Açucena garantem que as ligações familiares não tiveram impacto na decisão de entrar nas disputas democráticas. “Sempre participei das questões políticas em função de ter família envolvida nesse mundo”, afirmou Isabel, que é filha da ex-deputada e ex-prefeita de Olinda, Jacilda Urquisa e do ex-deputado Hélio Urquisa. “Mas decidi participar porque é um assunto que aprecio. Fiz direito porque questões voltadas para a área pública sempre me instigaram muito, e participo da executiva municipal do partido há mais de dez anos”, assegurou.

Sua rival, Açucena Calheiros, que tem um irmão atuando na área política além de ter parentesco com o atual prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), adota discurso semelhante. “Se você tem aquela vocação e sensibilidade para a política vai se engajando e cresce a vontade de estar presente junto ao povo e ajudar a resolver problemas”, ponderou Açucena. Foge um pouco à regra a candidata recifense, que afirma não ter familiares na política. “A participação das mulheres na política ainda é algo muito incipiente. E a maior parte das mulheres que ingressam neste meio o fazem por uma questão familiar”, opinou Noélia.

Afora isso, há muito mais pontos e opinões em comum do que contrários, ao menos no que se refere a importância de ampliar a participação das mulheres na política e o longo do caminho a ser percorrido. “A dificuldade existe principalmente porque a mulher ainda tem uma carga de responsabilidade muito grande com as questões domésticas. É preciso, muitas vezes, conciliar tarefas de mãe, dona-de-casa, profissional e militante”, ponderou Izabel Urquisa. “Por outro lado, essa capacidade de ser polivalente pode dar às mulheres uma visão diferenciada que ajuda a exercer seu papel na gestão pública”, completou.
http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2012/Abril/15_04_2012/0048.html

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