Interdição atinge ReciprevFundo de previdência dos funcionários do município está com R$ 17,2 mi aplicados no Banco Cruzeiro do Sul

AS RELAÇÕES PROMÍSCUAS DA GESTÃO PETISTA, NA PCR, COM O CRUZEIRO DO SUL, TÊM SIDO DENUNCIADAS POR MIM, DESDE O FINAL DO ANO PASSADO, QUANDO REVELEI O SEQUESTRO DA MARGEM CONSIGNÁVEL DOS SERVIDORES PARA ENTREGAR, A JUROS DE CARTÃO DE CRÉDITO, A ESSE "TAMBORETE", MESMO ANTES DA ASSINATURA DO CONVÊNIO RESPECTIVO, AO BMG (BANCO DO MENSALÃO) E AO BONSUCESSO (PERTENCENTE A MEMBROS DA FAMÍLIA PROPRIETÁRIA DO BMG)...NADA QUE EU FALO OU DENUNCIO É SEM FUNDAMENTO...MAIS CEDO OU MAIS TARDE OS FATOS SEMPRE ME DÃO RAZÃO...CREDIBILIDADE É UMA CONQUISTA DIÁRIA...

Diario de Pernambuco
Interdição atinge ReciprevFundo de previdência dos funcionários do município está com R$ 17,2 mi aplicados no Banco Cruzeiro do Sul
Ana Luiza Machado
anamachado.pe@dabr.com.br
Publicação: 09/06/2012 03:00
Reciprev já teve as contas rejeitadas pelo TCE por conta de gestão fraudulenta (RICARDO FERNANDES/DP/D.A PRESS)
Reciprev já teve as contas rejeitadas pelo TCE por conta de gestão fraudulenta
Após dois julgamentos realizados pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) rejeitando as contas do Regime Próprio de Previdência Social do Recife (Reciprev), por considerar “fraudulenta” a operação de compra de títulos públicos, mais um problema é evidenciado. O montante de R$ 17,2 milhões do fundo previdenciário dos servidores municipais está aplicado no Banco Cruzeiro do Sul, interditado por “insubsistência em itens do ativo”, na última segunda-feira pelo Banco Central (BC).

O presidente do Reciprev, André Nunes, confirmou a aplicação do recurso na instituição financeira, mas não fez alarde. “Há, sim, uma parcela do Reciprev aplicada no fundo do Cruzeiro do Sul, mas é muito pequena. É pouco mais de 3%”. Segundo ele, o tipo de operação realizada pela prefeitura com o banco é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidic) e apresenta riscos “baixíssimos”, pois a carteira de recebíveis é proveniente de créditos consignados, ou seja, extraída da folha de pagamento dos servidores. Ele não falou em prejuízos após a intervenção.

Questionado sobre o critério de escolha para o investimento em um banco considerado de pequeno porte e sem uma solidez elevada diante dos demais, André Nunes afirmou que o convênio é antigo, firmado em outras gestões. Mas, explicou que uma série de fatores incluindo a boa avaliação do “rating” (classificação de riscos) deve ter sido levada em conta pelo Conselho do Reciprev, na época. “Hoje há um diretor de investimentos que acompanha o mercado, traça perfis, faz um relatório que é submetido a um conselho”, disse Nunes. Ainda de acordo ele, o montante aplicado no banco já foi maior.

No relatório de auditoria do TCE sobre as contas do Reciprev, exercício 2010, o Diario encontrou o alerta que no mês de julho daquele ano a autarquia havia descumprido a resolução 3790/2009 do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determina o limite de até 15% em cotas do Fidic, mas auditoria não aponta em qual banco a irregularidade do percentual foi aplicada. Outra relação da gestão municipal com o Cruzeiro do Sul é o empréstimo consignado aos servidores, uma das atuações principais do banco que possui uma agência no Recife e em mais outras sete no país.

O presidente do Reciprev comentou que já recebeu uma convocação do Banco Cruzeiro do Sul para se inteirar sobre a situação dos investimentos pós interdição. A expectativa dele é que os prazos sejam cumpridos e o retorno do investimento, marcado para começar em outubro deste ano, se mantenha. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC), administrador temporário, já sinalizou que só garante R$ 70 mil por cliente. Na instituição foi identificado um rombo de cerca de R$ 1,3 bilhão.
 
Venda será questionada
Publicação: 09/06/2012 03:00
A venda de R$ 115 milhões em ações preferenciais do Banco Cruzeiro do Sul pouco antes da intervenção do Banco Central na segunda-feira pode esbarrar no dever de lealdade de seus administradores. Questionada sobre a existência de restrições legais à negociação de papéis de uma companhia aberta caso uma iminente intervenção fosse conhecida por sua diretoria, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) cita sua Instrução 358/02 e o artigo 155 da Lei das Sociedades Anônimas.

A primeira veda a negociação de valores mobiliários antes da divulgação de fato relevante para os negócios de uma companhia. Já o artigo 155 da Lei das S.As trata do dever de lealdade do administrador de uma empresa. Ele proíbe, por exemplo, o uso de informação obtida em razão do cargo para benefício próprio, o que inclui obter vantagem na compra ou venda de ações com base numa informação não divulgada. Em 2010, a CVM e o Banco Central firmaram um acordo de cooperação e troca de informações na supervisão dos mercados financeiros. Com competências distintas, as autarquias mantêm atuação coordenada.

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