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segunda-feira, 22 de julho de 2013

SECRETÁRIO DE GERALDO JULIO PRESTA CONTAS A EMPREITEIROS EM VEZ DE SE REUNIR COM A SOCIEDADE CIVIL. AOS EMPREITEIROS JOÃO BRAGA PROMETE "DESTRAVAR" LICENÇAS PARA CONSTRUÇÃO DE EMPREENDIMENTOS


João Braga foi importado para a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano, por Geraldo Julio,  diretamente da assessoria do URBANA, Sindicato dos proprietários de empresas de transporte coletivo da Região Metropolitana do Recife 


DO FACEBOOK DO GRUPO DIREITOS URBANOS

Colunista do caderno de economia do Jornal do Commercio, em nota do último sábado, 20 de julho, ao falar do Conselho da Cidade, confessa a visão que o empresariado recifense tem das relações entre sua classe, o poder público e a sociedade: 

"É que na composição da comissão dos 45 membros, A PCR SÓ PODE CONTAR COM 18 VOTOS nas questões polêmicas, ALÉM DOS QUATROS DE INSTITUIÇOES EMPRESARIAS. Os outros 23 estão nas mãos dos Movimentos Sociais e Populares 11, ONGs 4, Sindicais e Centrais de trabalhadores 4 e Entidades Profissionais, Acadêmicas e Conselhos 4. QUALQUER ARTICULAÇÃO DO GRUPO DERROTA O MUNICÍPIO".

Ora, a sociedade civil é antagonista do "Município"? A Prefeitura é inimiga da sociedade civil e somente facilitadora dos interesses do empresariado? O próprio empresariado não poderia mudar de visão e passar a ser um parceiro da sociedade em busca de uma cidade melhor? Que lógica de confrontação é essa?

Bem, mas abaixo, à direita, uma outra nota deixa mais explícita essa relação pouco republicana entre a prefeitura e as empreiteitas:

"João Braga vai no almoço da ADEMI-PE (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco) contar o que está fazendo para "destravar" (* isso é um técnico para algum procedimento legal?) os processos que o setor imobiliário tem na PCR."

Quer dizer que o Secretário de Controle Urbano, na mesma hora em que a Comissão para a formação do Conselho da Cidade irá se reunir pela primeira vez, estará prestando contas para as empreiteiras da cidade e falando como "destravar" (sic) a aprovação de projetos. Essa é a sua função? Destravar projetos imobiliários? E a de efetivamente fazer o controle urbano, avaliando os projetos e impedindo que a cidade seja ainda mais atingida por projetos feitos sem nenhum critério urbanístico? E por que não presta contas à sociedade sobre a falta de transparência sobre os projetos de impacto, a falta de audiências públicas e a não aplicação dos instrumentos do plano diretor?
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