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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

TCE da Bahia suspende Auditores que flagraram acumulação ilegal de assessor de Conselheiro. O Carlismo está mais vivo do que nunca na terra de ACM




Auditores de Contas de todo o país estão estarrecidos e em estado de alerta com uma notícia chegada do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, dando conta que quatro auditores daquela Corte de Contas teriam sido suspensos em processos disciplinares, após denunciarem que um indicado para compor o Tribunal, como Conselheiro, acumulava três cargos públicos, o que, em si, já seria ilegal, e ainda por cima, em evidente incompatibilidade de horário. 

A total inversão de valores e o absurdo da punição para blindar quem efetivamente deveria ser punido até parecia ser uma daquelas notícias tiradas de um site especializado em criar notícias "fakes", de gozação, mas não. Checamos tudo e, de fato, o TCE/BA, segundo o Sindicontas-Bahia,  puniu o auditor de Contas Homero Faria da Matta Dourado com duas suspensões de dez dias cada. Além dele, os auditores de Contas Euvaldo Neves, Joselito Mimoso e Sidney Chaves, dirigentes sindicais foram punidos. 

De acordo com a apuração comandada por Homero, o auditor que estava sendo indicado para ser Conselheiro do TCE, além de uma carga horária de 37 horas/semanais do Tribunal, ainda acumulava outras 40 horas semanais na Uneb e 20 horas na Ucsal, totalizando 97 horas semanais, ou seja, o servidor trabalharia 19,4 horas por dia.

Por terem elaborado uma nota contrária à indicação de um servidor flagrado em condição de tão flagrante e escandalosa ilegalidade, não só o auditor que deu o flagrante, mas ainda os sindicalistas Euvaldo Neves, Joselito Mimoso e Sidney Chaves que são diretores do Sindicontas da Bahia, foram punidos com suspensão dos seus cargos de auditor.

Esse auditor causou a punição dos colegas e que foi flagrado acumulando três cargos públicos que juntos perfaziam 19,4 horas diárias de expediente, ocupava, antes de sua indicação para ser o mais novo Conselheiro do TCE da Bahia, o cargo comissionado de Coordenador de gabinete de Conselheiro e ainda a função de substituto de conselheiro. Talvez por tal razão já fosse considerado uma espécie de "intocável" e acima da lei.

Segundo a Federação Nacional dos Auditores de Contas, que já se declarou estarrecida com o ocorrido, o que houve na tarde do dia 24 de outubro foi um julgamento político, verdadeira caça às bruxas que não deixou nada a dever aos nada saudosos tempos da ditadura civil e militar. A merecer nota, ainda segundo a Federação, tão somente o voto do Conselheiro Pedro Lino, único a votar contra a absurda condenação do auditor Homero. 
O Conselheiro Pedro Lino, ao expressar sua indignação com o espetáculo dantesco que teve como cenário o TCE da Bahia utilizou expressões que foram de “breu das tocas” ao “silêncio da cidade”, destacando o perigoso precedente que aquele julgamento político de sindicalistas estava criando para o movimento sindical dos servidores públicos do Estado da Bahia.

Pelo visto, o Carlismo permanece mais vivo do que nunca na terra de ACM. 

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