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terça-feira, 29 de outubro de 2013

TRF1 manda parar obras de Belo Monte por culpa da Norte Energia que não cumpriu condicionantes da licença prévia


Conforme havíamos informado em primeira mão no sábado, o TRF1 mandou mesmo paralisar as obras de Belo Monte e por culpa exclusiva da Norte Energia, que, achando-se acima da lei, não cumpriu as condicionantes do licenciamento prévio, o que impede a concessão da licença definitiva. Belo Monte, portanto, estava sendo construída de maneira totalmente irregular e ainda com repasses do BNDES.

Obrigação do governo Dilma é além de forçar o consórcio a cumprir as condicionantes impor pesadas multas pelo atraso atribuível exclusivamente às ilegalidades por este praticadas. A CGU tem o dever, ainda, de instaurar inquérito para apurar o repasse de recursos para um empreendimento que estava sem o devido licenciamento.


VEJA AQUI:
DA EBC
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O desembargador Antonio Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), concedeu decisão liminar cancelando a licença parcial para os canteiros de obra da Usina Hidrelétrica Belo Monte. O TRF1 considerou procedente uma ação do Ministério Público Federal (MPF), ajuizada em 2011, que questionava a emissão de licença parcial para os canteiros de obras da usina, contrária a pareceres técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo o MPF, a licença foi concedida sem que as condicionantes da fase anterior, da licença prévia, fossem cumpridas.
Com o licenciamento anulado, as obras devem ser paralisadas enquanto as condicionantes não forem cumpridas. Em caso de descumprimento da decisão, haverá multa de R$ 500 mil por dia. O desembargador ordenou ainda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que não repasse recursos para Belo Monte enquanto não forem cumpridas as condicionantes. Segundo o TRF, o Ibama, o BNDES e a Norte Energia, empresa responsável pela obra, já foram notificados da decisão.

O desembargador determinou “a imediata suspensão do licenciamento ambiental e das obras de execução do empreendimento hidrelétrico Belo Monte, no estado do Pará, até o efetivo e integral cumprimento de todas as condicionantes estabelecidas na licença prévia, restando sem eficácia as licenças de instalação e as autorizações de supressão de vegetação já emitidas ou que venham a ser emitidas antes do cumprimento de tais condicionantes”, diz a decisão.
A licença prévia impôs seis condicionantes gerais e 40 específicas, que deveriam ter sido cumpridas dentro dos prazos estabelecidos, de modo que a licença de instalação para o canteiro de obras fosse concedida.
Segundo o MPF, não foram cumpridas condições como qualidade da água; construção de equipamentos de saúde, educação e saneamento; navegabilidade do Rio Xingu; e condicionantes indígenas como demarcação de terras e retirada de não índios de terras demarcadas. Mesmo assim, a licença foi concedida pelo Ibama.
Há pouco, o Consórcio Construtor Belo Monte, responsável pelas obras civis do empreendimento, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que continua com produção normal até o momento. Segundo o consórcio, para seja paralisada a produção nos canteiros, é necessária uma notificação formal da Norte Energia.
A Norte Energia e o Ibama ainda não se manifestaram sobre a decisão.
Edição: Nádia Franco//Matéria ampliada às 17h42 e às 18h11
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