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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

FBC abre crise dentro do PSB por favorecer reduto político


Os atrasos nas entregas das cisternas do Programa Mais Água do qual esteve à frente o ex-Ministro da Integração Nacional e provável candidato ao governo de Pernambuco, o socialista Fernando Bezerra Coelho associado ao atrado da obra da Transposição do São Francisco e o aumento exorbitante do custo da obra, já tinha colocado o apadrinhado do presidenciável Eduardo Campos na berlinda nos últimos dias, a ponto de alguns observadores mais afoitos suspeitarem, inclusive, de sabotagem contra a reeleição da presidente Dilma, já que Fernando Bezerra Coelho é considerado um fiel escudeiro de Campos e permaneceu no governo Dilma por bastante tempo, mesmo após seu padrinho se aventurar na corrida ao Palácio do Planalto.

O que não passava pela cabeça de ninguém é que FBC pudesse virar alvo de desconfianças internas depois da prova de lealdade que deu ao governador. Publicação, porém, o Edital para a construção do Canal do Sertão de Pernambuco poucos dias após a saída de FBC do Ministério, veio a surpresa. Os correligionários de Bezerra Coelho foram tomados de assalto pelas alterações ao projeto original, feitas passados apenas 15 dias da saída dele do Ministério. Dada a complexidade do projeto, já era difícil crer que as alterações, que prejudicaram vários municípios do Sertão pernmabucano, teriam sido feitas sem a autorização do próprio Bezerra Coelho antes da entrega do cargo.

O Edital, cuja responsabilidade é da Codevasf, reduziu o traçado original da obra que beneficiaria cerca de 110 mil hectares de terras irrigáveis, na região do Araripe, para apenas 5,3 mil hectares.

Contribuíram, porém, para aumentar as suspeitas de intervenção do próprio FBC no projeto, como último ato antes de sair do ministério para beneficiar seu reduto eleitoral, denúncia feita por um integrante de seu próprio partido, da Tribuna na Assembleia, de que no próprio projeto reformulado, ou seja, na versão atual, haveria previsão de irrigação de pelo menos mais 26 mil hectares em Petrolina, em detrimento dos demais municípios suprimidos do projeto original, tais como 
Ouricuri, Araripina, Trindade, Bodocó, Exu, Granito e Moreilândia.
O autor das denúncias foi o deputado Raimundo Pimentel, do PSB que agendou uma audiência pública na Comissão de Acompanhamento às medidas de Enfrentamento à Seca e Obras Estruturadoras da Assembleia  no próximo dia 13, para tratar do assunto. Também está sendo feito um abaixo-assinado contra a decisão, a ser entregue à presidente Dilma Rousseff. 

Aqui o vídeo com a denúncia do deputado Pimentel:


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