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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Livrai-nos, Senhor, dos indignados seletivos!





O texto postado no Perfil do PT, no Facebook, por autorização do vice-presidente da legenda, virou uma espécie de medidor do nível da hipocrisia que campeia no nosso universo político.

A política que se faz em nosso país é de baixíssimo nível e o é não por causa de textículos postados em redes sociais, mas por causa das alianças oportunistas, espúrias mesmo, dos conchavos eleitoreiros, das legendas de aluguel, das traições de parte a parte, das chantagens contra desafetos e até contra aliados, muitas vezes levadas a efeito pela utilização de dossiês obtidos junto a órgãos de controle sobre os quais os chantageadores construíram hegemonias.

Estranhamente, porém, em Pernambuco, que por incrível que parece, ainda fica no Brasil, foi o texto publicado no Perfil do PT, chamando o governador Eduardo Campos de playboy e tolo, que causou rubor e indignação nas virginais inteligências políticas maurícias.

Impressiona tanto prurido com o texto do PT, num Estado em que a “vítima” das críticas tidas por despolitizadas e de baixíssimo nível seja alguém que costuma escalar aliados para detratar quem se interpõe, nem que seja no estrito cumprimento de seu dever legal, a seu projeto megalomaníaco de poder.

Assim é que por reiteradas vezes o prefeito de São Lourenço da Mata, Ettore Labanca, tem vindo a público para atacar de maneira até grotesca os que ousarem incomodar ou criticar – agora mais do que nunca se sabe -  o irreprochável Eduardo Campos. Ettore Labanca, inclusive, chegou a ser comparado a uma espécie de cão de guarda do governador, tal a presteza com que partia para o ataque, tão logo algum desavisado molestasse o grande donatário da Capitania hereditária de Pernambuco.

Coube a Labanca, por exemplo, a missão de chamar o ministro da Fazenda Guido Mantega de “trapalhão” e ao deputado Daniel Coelho de “despreparado”. Os sentidos com o texto pueril do facebook do PT não pareceram se importar com as declarações dadas pelo vassalo-mor de Eduardo Campos quando, no dia 03/12/2013, declarou à Rádio Folha que o governo Dilma era “o governo dos escândalos”, “dos mensalões” e “do escândalo que envolve o Ministério da Fazenda, comandado por Guido Mantega”, como se até poucos dias atrás ele e o chefe Eduardo não fossem íntimos desse mesmo governo.

Mas o que mais me impressiona nos que se escandalizaram com o texto do PT, é o quão seletiva é a indignação da vassalagem. Não vi, por exemplo, nenhuma indignação da mesma vassalagem política, quando o primo de Eduardo, o procurador-geral do Estado, Thiago Norões, ofendeu de maneira tosca, arrogante e despropositada, um Juiz Federal de reputação ilibada e notório saber jurídico como o Dr. Roberto Wanderley , tão somente por ter esse digno magistrado decidido contra os interesses políticos e politiqueiros do Palácio, no caso do CTMO e da inconstitucional nomeação do Secretário de Saúde do Estado, o dono do IMIP e pré-candidato ao governo do Estado, Antônio Figueira. Do alto de sua arrogância palaciana, o primo do governador chegou a afirmar o seguinte: “já anulei umas 4 sentenças desse Juiz", "ele foi irresponsável", "ele fez ilações",  “sua sentença é leviana".

E aí, o que me dizem os puristas, os donzelos da política pernambucana? O que há de alto conteúdo politico ou jurídico ou ético nas declarações da vassalagem de Eduardo que lhe dê condições morais para declarar que "O Brasil está cansado desse tipo de debate nesse tom. Só se preocupam em desqualificar as pessoas." Afinal, não é exatamente esse tipo de desqualificação abjeta que seus porta-vozes costumeiramente lançam contra quem o contraria?  Menos, muito menos, meus caros. Quando o santo é de barro, todo cuidado com o andor é pouco.



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