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sábado, 22 de março de 2014

Delcídio Amaral foi um dos mentores do esquema de corrupção que atua no país desde o governo Figueiredo, revela "Novo Jornal"


"Delcídio comandou o escandaloso esquema de corrupção da Construtora Camargo Corrêa na condição de engenheiro encarregado da supervisão da construção e montagem da Usina de Tucuruí, no governo Figueiredo."







DO GGN

"Banda Podre Nacional" articulou-se para inocentar Lacerda

Afinal, o que levaria o senador da República Delcídio Amaral (PT/MS) a envolver-se de maneira tão arriscada, alterando o texto do “Relatório Final da CPMI dos Correios” que presidia, retirando da lista acusados como o banqueiro Daniel Dantas e Marcio Lacerda, secretário Executivo do Ministério da Integração Nacional, ocupado na época por Ciro Gomes, recém-derrotado candidato do PSB a Presidência da Republica. E o pior, mentiu ao afirmar, através da propaganda eleitoral, que Marcio Lacerda não tinha participado do “Mensalão”.
Em busca desta resposta, Novojornal solicitou a repórteres de Brasília, Fortaleza e Campo Grande que achassem uma resposta.  O encontrado expõe o cerne da corrupção existente no Brasil desde o governo Sarney, passando por Fernando Collor e Itamar Franco, permanecendo no período que o PSDB esteve no poder, mantendo-se integralmente no governo do PT.
Evidente que qualquer cidadão com mínimo esclarecimento sabe que o atual esquema de corrupção não nasceu no governo do PT. Comprovadamente o esquema nasceu décadas atrás, ainda no período de Sarney, mantendo-se e aprimorando-se nos governos que o sucederam. Com o restabelecimento da Democracia, a classe política nacional despreparada voltara a ganhar prestígio e força na área econômica, propulsora da corrupção pós “Nova República”. Sarney, FHC e Lula não existiam no cenário político nacional anterior a 1983.
Devido o vácuo causado pelo regime militar que impediu a formação de quadros políticos, apareceram estas novas lideranças e se alternaram no Poder sempre representando os interesses dos grupos econômicos que deram sustentação as suas pretensões. Os prepostos destes grupos operadores e executores do esquema de corrupção também permaneceram mesmo diante das sucessivas mudanças de presidentes, investigações, denúncias e escândalos ocorridos no País nas últimas décadas.
Afinal, o que Delcídio Amaral tem a ver com PC Faria, Daniel Dantas, Walfrido dos Mares Guia, Jose Dirceu, Palloci e outros envolvidos nos escândalos de corrupção ocorridos nas últimas décadas no Brasil? Diante do encontrado pelos jornalistas contratados, podemos afirmar que Delcídio Amaral foi um dos introdutores deste esquema no Brasil, mesmo antes do governo Collor a serviço de PC Faria. Delcídio comandou o escandaloso esquema de corrupção da Construtora Camargo Corrêa na condição de engenheiro encarregado da supervisão da construção e montagem da Usina de Tucuruí, no governo Figueiredo.
Recém chegado do exterior, após viver dois anos na Europa, trabalhando para a Shell, Delcído Amaral foi indicado por PC Farias diretor da Eletrosul em 1991, responsável pelo planejamento energético da região sul. Em março de 1994, já no governo Itamar Franco, ocupou a Secretaria Executiva do Ministério das Minas e Energia, onde permaneceu até setembro. No final do mesmo governo, patrocinado pelas Cias petrolíferas e mineradoras multinacionais, foi nomeado ministro de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), de setembro de 1994 a janeiro de 1995. Mesmo período em que FHC foi ministro da Fazenda. No governo de FHC, foi diretor de Petróleo e Gás da Petrobrás durante o “Escândalo do Apagão”, a crise de energia de 2000/2001.
Foi neste período, conforme discurso da atual presidente Dilma em sua campanha presidencial de 2010, que: “O governo Fernando Henrique Cardoso tentou sucatear e privatizar a Petrobras, por "subserviência" aos grandes investidores estrangeiros. "Não temos que ter vergonha de ser nacionalista", disse ela, citando episódio em que o governo anterior tentou mudar o nome da estatal petrolífera para Petrobrax. "Trocar o “s” pelo “x” era transformar o “s” de Brasil em “z””, afirmou ela.
Patrocinado por grupos econômicos internacionais e seus esquemas de corrupção, acabou saindo do PSDB e indo para o PT, elegendo-se senador e convenientemente indicado por Daniel Dantas para presidir a “CPMI dos Correios”. Onde defendeu e impediu que os verdadeiros culpados, patrocinadores e beneficiados pelo esquema, fossem punidos. Como se não bastasse promover a impunidade e fraudar uma investigação do Congresso Nacional, como dito anteriormente em período eleitoral, veio a Belo Horizonte, através de um esquema montado pelo marqueteiro oficial da “Banda Podre Nacional”, Duda Mendonça, atestar falsamente que Marcio Lacerda não tinha qualquer envolvimento no “Mensalão”.
Íntegra em Novo Jornal

SAIBA MAIS
SOBRE AS PLANILHAS DA CAMARGO CORREIA APREENDIDAS PELA "CASTELO DE AREIA":
"Alguns dos nomes da planilha chamam a atenção, por aparecer explicitamente. É o caso do senador Delcídio Amaral, citado como “Delcidio Gomes” (seu último nome é Gomez) em linhas correspondentes à obra Machadinho, uma usina hidrelétrica no Rio Grande do Sul. Somando os valores associados a ele, Delcídio teria recebido R$ 485 mil em quatro remessas feitas entre 1996 e 1997. Na época, ele era diretor da Eletrosul, estatal de transmissão de energia da Região Sul e Mato Grosso do Sul. “É estranho que meu nome esteja nessa lista, tenho total desconhecimento disso”, diz Delcídio. Outro nome mencionado em relação à mesma obra é o do ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC). Ele aparece ao lado de duas remessas, em 1996, que somam R$ 206 mil. “Acho que isso é uma patifaria. As doações feitas a mim estão registradas no tribunal”, diz Bornhausen. Ele afirma que, nas datas em que aparece na planilha, era embaixador em Portugal.
Há ainda o registro de cinco parcelas de US$ 120 mil para “gov Fleu”, ou “gov Fleury”. Supostamente, poderia ser uma referência a Luiz Antônio Fleury Filho, governador de São Paulo entre 1990 e 1995. Ele nega ter recebido qualquer tipo de ajuda financeira da Camargo Corrêa. “Em 1996 eu não ocupava nenhum cargo público. Posso lhe garantir que esse dinheiro nunca chegou a mim.” Outro nome na planilha é o do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) – um “Michel Themer” aparece ao lado de valores que somam R$ 413 mil em 21 remessas entre 1996 e 1998. “Lidar com cafajeste é uma coisa brutal. Estou indignado. É uma infâmia sem tamanho”, disse Temer na semana passada. A assessoria de Temer informa que ele recebeu uma única doação da Camargo Corrêa: R$ 50 mil em 2006, registrados na Justiça Eleitoral.
Outros deputados cujos nomes podem ser associados a linhas da planilha – como Walter Feldman, Aloysio Nunes Ferreira, Vadão Gomes ou Milton Monti – informaram à Justiça Eleitoral que não receberam doações da empreiteira. Por enquanto, a tão falada “planilha da Camargo Corrêa” traz apenas suspeitas. A relação promíscua entre governos e empreiteiras é histórica no Brasil. Por isso mesmo, todas essas suspeitas devem ser investigadas e esclarecidas."

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