Notícias




terça-feira, 11 de março de 2014

Gestao Geraldo Julio assinou contrato com empresa da máfia dos Fundos de Pensão, alvo da Operação Fundo Perdido, da Polícia Federal


EXCLUSIVO

A Polícia Federal deflagrou hoje a Operação "Fundo Falso" para desbaratar um esquema onde gestores de Fundos de Previdências Municipais contratavam a empresa de Plena Consultoria para aplicar golpes na Previdência dos Servidores Municipais.

Pelo esquema, a Plena era contratada para que indicasse as melhores opções de investimentos aos fundos de pensão, entretanto, segundo as investigações, os investidores cooptavam os gestores dos Fundos municipais mediante o pagamento de comissões para que o dinheiro da previdência fosse investido nas aplicações indicadas pela organização criminosa. Como a Plena cobrava uma quantia irrisória de cada Fundo para ter a missão de investir o dinheiro dos servidores, não era feita qualquer licitação.

Os esquema operava em pelo menos 107 prefeituras espalhadas em vários Estados e segundo o jornal o Estado de São Paulo também estaria operando nas Prefeituras do Recife e de Fortaleza.

De acordo com a edição 92, de 10 de agosto de 2013, do Diário Oficial do Município do Recife, a contratação da Plena Consultoria, pela Reciprev, deu-se já na gestão do prefeito Geraldo Julio, do PSB. 

Segundo o site do Valor Econômico, a PF não afasta a possibilidade de a ação ter desdobramentos envolvendo políticos com prerrogativa de foro ou função, como prefeitos e deputados estaduais e federais. Por isso, a operação foi “recortada”, visando a localizar e prender inicialmente os operadores do esquema.
Ao todo, mais de 30 pessoas são investigadas e tiveram monitoramento telefônico judicialmente autorizado no curso do inquérito policial.

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/brasil/3457098/operacao-fundo-perdido-da-pf-prende-empresarios-na-grande-sao-paulo#ixzz2viGNSVfX





DO ESTADÃO

PF prende 7 por fraudes em fundos de pensão e apreende R$ 1 mi

[atualizado às 12h38]
Operação Fundo Perdido identificou atuação de grupo acusado de fraudar benefícios de servidores municipais em 107 cidades, de nove Estados
por Fausto Macedo
A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 11, sete pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes de fundos de pensão de servidores municipais em todo o Brasil. Durante a Operação Fundo Perdido, policiais realizaram 14 mandados de busca e apreensão em São Paulo e São José do Rio Preto, e apreenderam R$ 1 milhão em cheques.
Foram identificadas fraudes nos fundos de 107 prefeituras de nove Estados: Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Pernambuco, Pará, Rondônia, Goiás, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, a PF investiga fundos de previdência de vários municípios, entre eles Osasco, Paulínia, Barueri e Francisco Morato. Também são citados fundos de previdência de servidores de Fortaleza e do Recife.
A PF ainda não revelou a identidade dos presos, mas informou que o grupo montou uma empresa de consultoria financeira, chamada Plena Consultoria, que deveria indicar as melhores opções de investimento aos fundos de pensão. De acordo com as investigações, os  investidores cooptavam gestores dos fundos das previdências municipais mediante pagamento de comissão para que aqueles fundos investissem nas aplicações sugeridas pela organização criminosa.
A Plena Consultoria cobraria irrisórios R$ 600 de cada fundo de previdência para ter a incumbência de investir no mercado o dinheiro dos servidores, que, por sua vez, são vítimas do golpe. Até o momento, a polícia não aponta o envolvimento de políticos ou administradores públicos.
O delegado Rodrigo Sanfurgo, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin), disse que nenhum investidor com conhecimento razoável do mercado aplicaria nos papéis oferecidos pelo grupo. “Não são aplicações de alto risco, mas absolutamente temerárias.”
As investigações começaram em 2012, a partir de auditorias do Ministério da Previdência, que constataram fraudes nas aplicações. Segundo a PF, a ação do grupo, no longo prazo, comprometeria a aposentadoria dos servidores que contribuíram com os fundos alvos de fraude.
Os envolvidos vão responder pelos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta, fraude em licitação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As penas para esses crimes variam de 1 a 12 anos de prisão.
Inicialmente a PF informou se tratar da Operação Fundo Falso, mas em seguida corrigiu o nome para Fundo Perdido.
A assessoria de imprensa da Plena Consultoria disse que ainda não dispõe de informações oficiais sobre a investigação da Polícia Federal.
Outro caso. A ação da Polícia Federal lembra investigação recente realizada durante a Operação Miqueias, desencadeada em meados de setembro do ano passado. O foco também era apurar desvios ocorridos em fundos de pensão de 15 municípios. Os prejuízos eram estimados em R$ 50 milhões e, nessas investigações, havia suspeitas de envolvimento de deputados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.

Siga o Blog por Email

Twitter Updates 2.2: FeedWitter

Seguidores

Vídeos

BoxVideos1

BoxVideos2

Noelia Brito © 2016 Todos os direitos reservados.