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quinta-feira, 20 de março de 2014

Insatisfeitos com declarações de Dilma, envolvidos nas fraudes dos pareceres que levaram à compra da Refinaria americana chamam nota de "bizarrice"

Do Valor Econômico

Presidente causa desconforto na estatal

Por Cláudia Schüffner | Do Rio
Causou espanto na Petrobras a admissão, pela presidente Dilma Rousseff, de que ela aprovou a compra de 50% da refinaria de Pasadena, pela Petrobras, em 2006 com base em informações falhas, que omitiam cláusulas do contrato prejudiciais à estatal cujo conselho de administração ela presidia na época.

A avaliação é que a presidente jogou lenha na fogueira, comprometeu o ex-presidente Lula, o ex-ministro Antonio Palocci, o PT, o PMDB e administradores da Petrobras na época, como José Sergio Gabrielli e até Graça Foster, que vinha tentando de forma hercúlea implantar a lei do "deixa disso" sobre o tema Pasadena e matar o assunto por inanição.

A refinaria foi retirada da lista de ativos à venda para não se confirmar o prejuízo bilionário na aquisição por US$ 1,18 bilhão de uma planta que vale atualmente US$ 120 milhões, se muito. Aí veio a presidente Dilma jogando todo o trabalho abaixo e abrindo as comportas desse escândalo novamente, o que pode dar espaço para novas investigações e até para a possibilidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ser iniciada para analisar a Petrobras.

Um interlocutor do Valor lembra que a aquisição tinha sido explicada por Gabrielli no Senado e por Graça na Câmara e que o assunto já tinha sido "administrado", dando espaço para a nova "crise" envolvendo as investigações sobre subornos que teriam sido pagos pela SBM Offshore a funcionários da estatal.

"Foi mais uma bizarrice da Dilma, que não conversa com ninguém e toma decisões à base da veneta", observou o interlocutor.

Agora os holofotes se voltam novamente para Nestor Cuñat Cerveró, diretor responsável pela área internacional da Petrobras na época da compra de Pasadena. Ele é um funcionário de carreira da Petrobras que tinha sido indicado pelo PMDB de Renan Calheiros com o aval petista.

Cerveró foi gerente executivo da área de Gás e Energia e gerente de Termelétricas na superintendência de participações de gás e energia no governo FHC. Trabalhou sob o comando do hoje senador Delcídio do Amaral Gomez (PT-MS), que era do PMDB quando se tornou diretor da Petrobras, em 1999, com Philippe Reichstul.

No primeiro governo Lula, na gestão de José Eduardo Dutra na estatal, Cerveró foi nomeado diretor da área internacional. Permaneceu no cargo quando Gabrielli assumiu a presidência para que Dutra pudesse se candidatar a uma vaga no senado por Sergipe. Cerveró deixou o cargo em maio de 2008, passando a ocupar a diretoria financeira da BR Distribuidora, onde está até hoje.

Renan Calheiros cedeu espaço para o PMDB da Câmara do vice-presidente Michel Temer e do deputado federal Eduardo Cunha. E conseguiram indicar Jorge Zelada para a diretoria internacional. Zelada foi demitido por Graça, que nos dois anos de sua gestão ocupa interinamente essa diretoria, que foi quase desmontada. Em sua denúncia ao Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União afirmou, sobre as cláusulas mencionadas por Dilma, que a Astra (sócia da Petrobras) tinha todas as opções possíveis, enquanto a Petrobras não tinha direitos no contrato.


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http://www.valor.com.br/politica/3486636/presidente-causa-desconforto-na-estatal#ixzz2wVOiNKmO

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