Queiroz Galvão Petróleo e Gás é sócia da SBM OffShore, acusada de pagar propina milionária a executivos da Petrobras



A SBM Offshore, empresa holandesa acusada de pagar mais de US$ 139 milhões em propinas a executivos da Petrobrás, para obter contratos de arrendamento de plataformas para a estatal, não atuava sozinha no fornecimento das plataformas para a estatal brasileira de petróleo, mas através de consórcios formados com outras empresas. 

Entre as empresas com as quais a SBM Offshore está consorciada para fornecimento de plataformas para a Petrobrás estão Mitsubishi Corporation, Nippon Yusen Kabushiki Kaisha e Queiroz Galvão Óleo e Gás, contratadas ano passado para para construir as plataformas FPSO Cidade de Maricá e o FPSO Cidade de Saquarema. A SBM, porém, é a sócia controlador com 56%. Ambas as plataformas irão operar na produção de petróleo no campo de Lula, no pré-sal da bacia de Santos, no bloco BM-S-11 cuja concessão é da Petrobras (65%), BG E&P Brasil (25%) e Petrogal Brasil (10%). O valor desse contrato de arrendamento é de  US$ 3,5 bilhões por 20 anos.

Já o Consórcio SBM/Queiroz Galvão foi contratado em 2011 para construir a plataforma FPSO para Guará Norte, no campo de Tupi 4. Nesse caso, o valor do contrato é de US$ 725 mil por dia de arrendamento durante 15 anos, prorrogáveis por mais 5 anos.

Em 2009, o consórcio Queiroz Galvão/SBM venceu a licitação para o afretamento de navio FPSO dedicado ao pré-sal do Campo de Tupi Nordeste, na Bacia de Santos, pelos próximos 20 anos.

Com a ajuda de vários parlamentares da base aliada insatisfeitos com a presidente Dilma e contando com o aval do presidente do PSB, Eduardo Campos, que tem feito ferrenha oposição à presidenta Dilma, o Congresso aprovou o chamamento de Graça Foster, presidente da Petrobras, para prestar esclarecimentos sobre o esquema de pagamento de propinas aos empregados da maior empresa brasileira e uma das maiores do planeta.

A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar as denúncia. Uma comissão formada por funcionários da Petrobrás está na Holanda colhendo dados para uma auditoria interna.

SAIBA MAIS

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/03/conexao-holandesa-acusada-de-subornar.html


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