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quarta-feira, 2 de abril de 2014

MPF investiga prejuízos provocados por empresa vinculada a militares em obras da hidrelétrica de Tucuruí


Obrigação de reparação de prejuízos aos cofres públicos é imprescritível
02/04/2014 às 17h54
Na última segunda-feira, 31 de março, quando o golpe militar de 64 completou 50 anos, o Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para analisar indícios de prejuízos aos cofres públicos provocados pela empresa Agropecuária Capemi Indústria e Comércio, vinculada à Carteira de Pensões dos Militares (Capemi), na década de 80. De acordo com a Constituição, a obrigação de reparação de danos aos cofres públicos é imprescritível.
Segundo dados levantados pelo MPF, a Agropecuária Capemi Indústria e Comércio foi contratada pelo então existente Instituto Brasileiro de Defesa Florestal (IBDF) para extrair e comercializar toda a madeira da área que seria inundada com a construção da hidrelétrica de Tucuruí, no sudeste do Pará.
As informações preliminares dão conta que a empresa teria sido criada apenas três meses antes do lançamento da licitação que previa as atividades de extração e comercialização da madeira. 
Consta também que, para obter recursos para a compra do maquinário necessário à realização dos serviços, a Agropecuária Capemi conseguiu empréstimo de 100 milhões de dólares com uma instituição financeira estrangeira, o que teria sido avalizado pelo Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC), subordinado ao Ministério da Agricultura. 
Segundo informações, a empresa vinculada à Capemi teria sacado US$ 25 milhões, comprometendo-se a pagar até 1984. No entanto, há informações de que o empréstimo teria sido pago pelo banco estatal BNCC.
O pré-levantamento de dados feito pela Procuradoria da República em Tucuruí, antes da abertura da investigação, registra informações de que a agropecuária faliu, tendo desmatado apenas 10% da área contratada. 
Apesar de o contrato com o IBDF ter sido rescindido em 1983, há indícios de prejuízos aos cofres públicos, diz despacho do procurador da República responsável pelo caso. O procedimento instaurado tem o objetivo de fazer as apurações devidas e promover a reparação integral do dano ao erário. O episódio ficou conhecido como “Escândalo Capemi”.
 Fonte:
Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação
(91) 8403-9943 / 8402-2708
ascom@prpa.mpf.gov.br
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