PSD APOIA DILMA, MAS REJEITA APOIO A DELCIDIO NO MS, EM REPUDIO A CENSURA CONTRA IMPRENSA E ENVOLVIMENTO NOS ESCANDALOS DA PETROBRAS

DO CORREIO DO ESTADO

ADILSON TRINDADE COM ASSESSORIA 
 
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Foto: Divulgação
Presidente do PSD, Antonio João, destaca a polarização das candidaturas ao governo do Estado


O presidente regional do PSD, ex-senador Antonio João Hugo Rodrigues, prevê a realização de segundo turno nas eleições para governador em Mato Grosso do Sul. Ele também assegurou, em entrevista ontem à imprensa de Três Lagoas, que o partido não fará aliança com PT do senador Delcídio do Amaral. “Com certeza não vou apoiar Delcídio. Não tenho como me aliar a um candidato que, por via judicial, tenta me extorquir em R$ 400 mil para não falar do seu envolvimento nos escândalos da Petrobras”, justificou o ex-senador. Ele ressaltou ainda a intimidação do senador petista para tentar calar o jornal com multa de R$ 200 mil por cada publicação. “O senador não quer que o jornal fale mal dele”, afirmou. O juiz da 12ª Vara Cível, Wagner Mansur Saad, fixou em R$ 20 mil a multa. Mas Delcídio recorreu ao Tribunal de Justiça pedindo R$ 200 mil por notícia.
Durante palestra no encerramento de seminário promovido pela UCV/MS (União das Câmaras de Vereadores), manhã de ontem, para cerca de 200 vereadores, Antonio João acredita na polarização da campanha eleitoral entre o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), e o senador petista Delcídio do Amaral. “São candidatos muito fortes e independente dos fatos novos, acredito que haverá segundo turno nas eleições de MS”, afirmou.
O líder político estadual do PSD, disse ainda que somente após os partidos realizarem suas convenções que a campanha deve começar, mas antevê que o quadro atual pode mudar com a oficialização de candidatos de partidos menores.

DESEJO ELEITORAL
“Temos os nomes do Luis Pedro do PTN (Partido Trabalhista Nacional), tem ainda o PSTU ou mesmo candidaturas do porte eleitoral de Reinaldo Azambuja, do PSDB, diante deste novo quadro de alianças partidárias e suas indefinições”, ressaltou. Na palestra em que falou sobre conjecturas políticas, o dirigente partidário ainda falou sobre o desgaste de nomes sofrem e a influencia no quadro político. “Os políticos também nascem, crescem e morrem, sofrendo um desgaste natural da política e abrindo espaço para a renovação”, disse.
Para Antonio João, os partidos e seus candidatos devem apresentar e primar como prevê a legislação eleitoral — propostas e projetos que beneficiem Mato Grosso do Sul e a sua população. “Quem atuar pelo ataque e desqualificação de seus adversários perderá ponto, pois a população não quer saber disso e sim de propostas e projetos, além de olhar se esse ou aquele candidato é ficha suja ou não”, declarou.
A declaração foi uma resposta as atuais denuncias envolvendo partidos tanto da situação quanto da oposição e dizendo “que o debate político tem que se pautar pela exposição de propostas e projetos e não baixarias”, afirmando que “os dois pré candidatos que já estão colocados são fortes, mas ninguém é imbatível”, finalizou.
Participaram da mesa de debates, além de Antonio João, o presidente da UCV/MS, Jiovani dos Santos, vereador Coringa (PSD), de Campo Grande, presidente da Câmara de Bataguassu, vereadora Regina, os vereadores Nilo e Jorge Martinho, representando Três Lagoas, tendo ainda como palestrante o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Mario Cesar (PMDB), cujo tema foi “Orçamento Municipal sob o Ponto de Vista do Legislativo”.  

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