Dados do Portal da Transparência da Prefeitura de BH comprovam atraso e aumento de quase 400% no custo final da obra de viaduto que desabou



Segundo dados obtidos no Portal da Transparência da Prefeitura de Belo Horizonte, o contrato para as obras do BRT Antônio Carlos, que incluem o viaduto que desabou ontem na capital mineira matando duas pessoas e ferindo 20, teve dois gestores. O primeiro, o ex-secretário Murilo Campos Valadares e o atual, secretário de Obras de BH, José Lauro Nogueira.
De acordo com o Edital de Licitação e o contrato respectivo, as obras deveriam ter sido concluídas desde abril de 2013 e o custo final não deveria ultrapassar R$ 170 milhões. De acordo com os últimos cálculos da Prefeitura, porém, a Construtora Cowan já havia recebido em torno de R$ 660 milhões.

Em fevereiro,  a BHTrans percebeu que a estrutura da alça que está sendo erguida na Rua Montese, no Bairro Santa Branca, cedeu cerca de 30 centímetros. Para evitar risco para os motoristas, a via foi bloqueada no sentido bairro. Engenheiros da prefeitura e da empresa responsável pelas obras foram para o local avaliar a situação e constataram um deslocamento da estrutura durante o processo de congretagem. Poucos dias depois, porém, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) descartou qualquer risco de queda no viaduto em construção sobre a Avenida Pedro I, na Região da Pampulha e liberou a pista. Ontem, um viaduto vizinho ao que fora detectado com a falha estrutural desabou ocasionando a tragédia vista em Belo Horizonte e consideranda "normal" pelo prefeito Márcio Lacerda, do PSB, em entrevista à Globonews.






SAIBA MAIS

Assinado na primeira gestão de Márcio Lacerda, do PSB, contrato do Viaduto que desabou em Belo Horizonte, incluía Delta do bicheiro Cachoeira e já tinha investigação por superfaturamento e suspeita de risco de desabamento


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