Notícias




terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Escândalo das Debêntures: Justiça do DF suspende lançamento de títulos nos moldes pretendidos por Geraldo Júlio

Secretário de Finanças Roberto Pandolfi e Procurador Chefe da Fazenda Francisco Severien defenderam o projeto em Audiência Pública na Câmara do Recife

Do site do MPDFT

O Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios acolheu pedido de liminar para suspender a Lei 5.424, que “autoriza a instituição do Fundo Especial da Dívida Ativa – FEDAT”. A liminar foi concedida por causa da ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) ajuizada pelo Ministério Público do DF e Territórios.
O fundo teria em sua composição, como ativos permanentes, créditos inadimplidos (cláusulas contratuais não cumpridas ou prestações não pagas) inscritos em dívida ativa, de natureza tributária ou não, que estejam com parcelamento em vigor ou não, ou que não estejam com exigibilidade suspensa, bem como as demais receitas decorrentes de sua atuação. 
O Tribunal acolheu os argumentos do MPDFT quanto à inconstitucionalidade material da Lei de criação do FEDAT, porque ela é contrária a dispositivos da Lei Orgânica do DF (LODF) e da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A Lei 5.424 viola o artigo 143 da LODF, que determina as origens da receita pública do DF. Para o MP, a receita do FEDAT decorre, na prática, de antecipação de receitas futuras (créditos a serem recebidos pelo DF), o que constitui, na realidade, uma operação de crédito (definida pelo art. 29, inciso III, da LRF). 
Segundo o art. 146, § 1.º, da LODF, “fica vedada ao Distrito Federal, salvo disposição em contrário de norma federal, a contratação de empréstimos sob garantias futuras”. Dessa forma, a vedação de contratação de empréstimos estende-se também àqueles concedidos pelo DF.
A LODF também proíbe a vinculação de receitas a fundos, caso específico disposto na lei questionada, bem como é proibida “a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes” (Art. 151, inciso V, LODF). 
O MP argumenta que a competência do DF para legislar sobre direito financeiro e orçamentário é suplementar à da União e, portanto, as leis distritais não podem contrariar as leis federais, como é o caso da norma questionada. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o administrador público deverá planejar as contas públicas baseando-se no planejamento orçamentário. Para o MP, medidas pontuais, destinadas a resolver problemas orçamentários imediatos, comprometem o equilíbrio das contas públicas e podem comprometer a sua concretização.
Outro argumento destacado pelo Tribunal de Justiça diz respeito à Resolução 43/2001 do Senado Federal, cujo artigo 15 veda a contratação de operação de crédito nos últimos 120 dias anteriores ao final do mandato do governador do Distrito Federal.
Nos termos da fundamentação do MPDFT, o Tribunal destacou que o tema da securitização das dívidas públicas recomendava a suspensão da Lei distrital, especialmente porque a forma de instituição do FEDAT mostrava contrária a diversos artigos da LODF.
Com a medida liminar deferida, a Lei 5.424 teve a sua vigência suspensa a partir da decisão proferida pelo Conselho Especial do TJDFT. Após o regular trâmite do processo, com a oitiva da Câmara Legislativa e do Governador do Distrito Federal, o mérito da ação será julgado no ano de 2015.

Saiba Mais:
A procuradoria-geral de Justiça do DF e Territórios ajuizou ação direta da inconstitucionalidade com pedido de liminar contra a Lei 5.424, que “autoriza a instituição do Fundo Especial da Dívida Ativa – FEDAT”. O fundo teria em sua composição, como ativos permanentes, créditos inadimplidos (cláusulas contratuais não cumpridas ou prestações não pagas) inscritos em dívida ativa, de natureza tributária ou não, que estejam com parcelamento em vigor ou não, ou que não estejam com exigibilidade suspensa, bem como as demais receitas decorrentes de sua atuação.
O MPDFT alega, em primeiro lugar, que normas de gestão financeira e patrimonial, bem como condições para instituição e funcionamento de fundos, deverão ser instituídas por meio de lei complementar, e não de lei ordinária, de acordo com a Lei Orgânica do DF (LODF). Dessa forma, tal exigência, por si só, já seria suficiente para anular a Lei 5.424.
O MP argumenta ainda que a competência do DF para legislar sobre direito financeiro e orçamentário é suplementar à da União e, portanto, as leis distritais não podem se contrapor às leis federais, como é o caso da norma questionada. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o administrador público deverá planejar as contas públicas baseando-se no planejamento orçamentário. Para o MP, medidas pontuais, destinadas a resolver problemas orçamentários imediatos, comprometem o equilíbrio das contas públicas e podem comprometer a sua concretização.
A Lei 5.424 viola o artigo 143 da LODF, que determina as origens da receita pública do DF. Para o MP, a receita do FEDAT decorre, na prática, de antecipação de receitas futuras (créditos a serem recebidos pelo DF), o que constitui, na realidade, uma operação de crédito (definida pelo art. 29, inciso III, da LRF). Segundo o art. 146, § 1.º, da LODF, “fica vedada ao Distrito Federal, salvo disposição em contrário de norma federal, a contratação de empréstimos sob garantias futuras”. Dessa forma, a vedação de contratação de empréstimos estende-se também àqueles concedidos pelo DF.
A LODF também proíbe a vinculação de receitas a fundos, caso específico disposto na lei questionada, bem como é proibida “a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes” (Art. 151, inciso V, LODF).
Outro argumento que depõe contra a Lei. 5.424 é a Resolução 43/2001 do Senado Federal, no artigo 15, segundo a qual é vedada a contratação de operação de crédito nos últimos 120 dias anteriores ao final do mandato do governador do Distrito Federal.

Um comentário:

  1. Assim com o Prefeito Geraldo Julio tem responsabilidade sobre a gestação e tentativa de implantação desse Golpe das Debêntures do JP Morgan, a Câmara de Vereadores se deixar passar, estará sendo também cúmplice e responsável por essa imoralidade que irá lesar os erário público causando ainda mais endividamento e comprometendo as contas da cidade a curto e médio prazo.

    Precisamos de gestores que se preocupe mais com a Cidade e seu planejamento e menos e apenas com a gestão.

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.

Siga o Blog por Email

Twitter Updates 2.2: FeedWitter

Seguidores

Vídeos

BoxVideos1

BoxVideos2

Noelia Brito © 2016 Todos os direitos reservados.