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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Por ter privilegiado IMIP na gestão da Saúde, Figueira gera expectativa quanto à postura à frente da Casa Civil de Câmara

Figueira, o homem forte do governo Paulo Câmara
O ex-secretário de Saúde do governo Eduardo Campos, Antônio Figueiras, acaba de ser anunciado como futuro Secretário da Casa Civil e, portanto, homem forte do Governo Paulo Câmara. A Casa Civil, nos governos do PSB, tem ficado encarregada dos contratos estratégicos da gestão, como são exemplo, os milionários contratos de publicitários, que tradicionalmente ficam a cargo das secretarias de imprensa, mas que, nos governos do PSB, são licitados e administrados pelo Chefe da Casa Civil.

Durante a gestão de Antônio Figueira, na secretária de Saúde, muito se questionou as relações do então secretário com o principal beneficiário dos multimilionários convênios da Pasta, o IMIP, entidade filantrópica pertencente à família do próprio Secretário e que, segundo dados do Portal da Transparência do governo de Pernambuco, entre 2008 e 2014, recebeu, somente dos cofres do Estado, R$ 1,1 bilhão. Para se ter uma ideia, os repasses que em 2008 eram de R$ 91,6 milhões, em 2014 chegaram a nada menos que R$ 246 milhões, valor que supera o que o governo de Pernambuco repassa para nada menos que 20 hospitais públicos do Estado, aí incluídos o Hospital da Restauração, o Otávio de Freitas, o Agamenon Magalhães, o Barão de Lucena e o Getúlio Vargas, para os quais os valores repassados não sofreram alteração durante toda a gestão de Fogueira à frente da SES, conforme demonstra levantamento a que o Blog teve acesso:


Para se ter uma ideia do tratamento diferenciado dado ao IMIP em relação aos Hospitais públicos, durante a gestão do futuro secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, quando à frente da SES, basta observar o levantamento feito para os repasses do chamado "incentivo pré-fixado do Tesouro do Estado" para hospitais públicos que de 2008 a 2014 teve um aumento de quase 500% em prol do IMIP, enquanto para o Hospital Oswaldo Cruz teve uma redução de quase 100%, ao passeo que para Hospitais como Procape e HC, sequer o incentivo chegou a ser pago:



Diante desses levantamentos, a expectativa de como será a postura do futuro secretário da Casa Civil do governador eleito Paulo Câmara, na gestão dos principais contratos do Estado de Pernambuco, tem sido grande.


Um comentário:

  1. Sem falar que o secretário de saúde foi indicado por ele e fará o que ele manda, quer dizer, mais dindin pro IMIP

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