Notícias




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Reciprev tem R$ 50 milhões nas mãos de investigados pela Lava Jato e pelo MPS






Em depoimento à Justiça, Alberto Youssef afirmou que Carlos Habib Chater, dono de postos de combustíveis em Brasília que distribuia e  propinas a políticos em nome dele e cujos negócios deram origem ao nome da Operação "Lava Jato", também opera com outro doleiro, Fayed Traboulsi. Uma das vertentes da Lava-Jato apura possíveis relações financeiras e societárias entre Youssef e Traboulsi, investigado na Operação Miqueias, em 2013 e que desbaratou forte esquema de fraudes contra Fundos de Pensões estatais.
Fayed Traboulsi foi apontado como o dono da Invista Investimentos Inteligentes, que intermediou aplicações de vários fundos de pensão, principalmente de prefeituras, no BVA.
A quebra do BVA é um dos exemplos mais recorrentes nas denúncias de participantes dos fundos de pensão sobre o direcionamento de investimentos da entidade por personagens como Traboulsi e Youssef por meio de conexões políticas. Fayed Trabousi já foi citado aqui no Blog pela utilização das chamadas "pastinhas" para seduzir prefeitos para que participassem dos golpes de sua organização criminosa contra previdências municipais (http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2014/12/reciprev-aplicou-em-fundo-gerido-por.html)
As ligações do Banco BNY Mellon com os doleiros Fayed e Youssef já estão sendo levantadas pela Polícia Federal que descobriu, por exemplo que o Fundo Postalis, dos Correios, teve um prejuízo de nada menos que R$ 40 milhões ao investir num fundo do BNY Mellon, por meio de uma gestora de investimentos indicada a dirigentes da fundação por operadores de Youssef. Já com relação ao doleiro Fayed, a Polícia Federal identificou influência sua em vários investimentos da ordem de R$ 364,2 milhões do IgePrev em fundos administrados pelo BNY Mellon.

Auditorias já realizadas pelo Ministério da Previdência Social, por sua vez, já identificaram o BNY Mellon como a administradora que concentra os fundos considerados "problemáticos" e que, por uma infeliz coincidência administra aproximadamente R$ 50 milhões dos recursos da RECIPREV.

SAIBA MAIS:

Postalis admite prejuízo de quase R$ 1 bilhão

Por Rafael Bitencourt | Valor
BRASÍLIA  -  O Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis) – o fundo pensão dos funcionários dos Correios – informou nesta segunda-feira, 5, que “não tem conhecimento de investigação” conduzida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que apura a existência de fraudes cometidas por antigos executivos da entidade. As denúncias foram publicadas na edição de ontem do jornal O Globo e relatam os prejuízos decorrentes de movimentações financeiras suspeitas.
As supostas práticas ilegais envolveram, segundo o jornal, o ex-diretor financeiro do Postalis, Ricardo Oliveira Azevedo. Segundo o instituto, ele não foi afastado do cargo, mas saiu por ter solicitado o “desligamento alegando motivos pessoais”.
O suposto envolvimento do ex-diretor se deu na rede de contatos que funcionava para viabilizar as operações financeiras descritas como fraudulentas. Consta da relação de pessoas envolvidas na denúncia representantes do Banco BNY Mellon, da gestora DTW Investimento e da empresa Tino Real Participação, além do doleiro Alberto Youssef, que foi preso em março pela “Operação Lava-Jato” da Polícia Federal (PF). Outro ponto de desconhecimento da instituição se refere à “influência” do doleiro em seus investimentos.
De acordo com a denúncia, os recursos do Postalis foram aplicados em fundos administrados pelo banco envolvido. Portanto, seria o Banco BNY Mellon, na condição de “administrador e gestor master” do fundo, que “melhor pode responder sobre os aportes feitos naquele fundo”. A entidade assegurou que, caso seja identificada alguma fraude, tomará “as medidas cabíveis na defesa de seus direitos” que, segundo o instituto, estão resguardados.
O jornal informou que as irregularidades apontadas nos investimentos “não têm relação” com a fiscalização da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). “As autuações efetuadas pela Previc diziam respeito a desenquadramentos dos investimentos em relação aos limites legais e não tratavam de prejuízos ao fundo”, informou o instituto em nota.
“Déficit técnico”
O Postalis reconheceu que registrou um “déficit técnico” no valor de R$ 936,5 milhões, no final de 2013. “Esse déficit decorre do impacto da mudança de algumas premissas atuariais – taxa de rotatividade, tábua de mortalidade, queda da taxa de juros – e, principalmente, do resultado dos investimentos que se manteve abaixo da meta atuarial”, justificou.
Segundo o fundo de pensão, o suposto embate entre os sindicatos dos trabalhadores e os Correios a respeito de quem deveria arcar com os prejuízos “não procede”. O instituto disse que a legislação estabelece que “qualquer equacionamento deve ser dividido entre a Patrocinadora (Correios) e os participantes”.
O Postalis admitiu que os investimentos na gestora DTW tiveram rentabilidade de 0,01% em renda fixa e 7,64% negativos em ações. E disse, ainda, que a meta do PostalPrev no ano de 2013 foi de 11,37%, mas a rentabilidade acumulada foi de - 0,38%.
Ao serem questionados, os Correios disseram, em nota, que “não há dívida de R$ 2,5 bilhões a ser saldada”, conforme for estimado pela reportagem do jornal. “Não há como afirmar que a situação existente compromete o lucro da empresa, já que caso seja definida necessidade de pagamento por parte dos Correios, ainda será decidida a forma e o prazo para amortização”, disse a estatal.
Sobre a indicação de membros para a diretoria do Postalis e de metade dos membros do conselho deliberativo e do conselho fiscal do instituto, os Correios informaram que tem como prerrogativa definir estes nomes, enquanto patrocinador. “Todos os indicados pela empresa cumprem os requisitos técnicos exigidos pela legislação e pelo estatuto do Postalis”, informou a empresa.

© 2000 – 2014. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

Leia mais em:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.

Siga o Blog por Email

Twitter Updates 2.2: FeedWitter

Seguidores

Vídeos

BoxVideos1

BoxVideos2

Noelia Brito © 2016 Todos os direitos reservados.