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quinta-feira, 19 de março de 2015

Pra não dizer que não falei sobre o PT


OPINIÃO


Uma das razões pelas quais o PT virou refém do PMDB e, por consequência, o governo Dilma, é o fato de que petistas têm um problema de auto-crítica. Uma visão distorcida da realidade que os leva a olharem sempre para o próprio umbigo, ignorando a realidade que os cerca e, narcisisticamente, transferir suas responsabilidades e culpas para o outro. Essa mesma limitação levou o PT de Pernambuco, por exemplo, a virar um satélite do PSB do ex-governador Eduardo Campos, que comanda o Diretório da Capital e vários diretórios do PT pelo interior. O mesmo se pode dizer no Ceará, onde o governador foi eleito pelo PT, mas bate continência para o ex-governador Cid Gomes, do PROS.


Tão logo assumiu seu segundo mandato, conquistado não por força da militância petista, mas da militância de esquerda, que acreditou que Dilma era sincera quando prometia uma guinada à esquerda, a presidenta traiu as expectativas daqueles que haviam lhe dado um voto de confiança, nomeando um Ministro da Fazenda ligado ao PSDB e, portanto, disposto a implantar toda a política neoliberal que Dilma e o PT rechaçaram durante a campanha e contra a qual seus eleitores votaram, uma ministra da Agricultura ruralista e, logo nas primeiras canetadas, retira direitos dos trabalhadores que nela haviam votado, justamente para que as conquistas sociais dos últimos 12 anos não fossem colocadas em risco, por um eventual governo tucano.


É claro e cristalino que aqueles que votaram em Dilma para não verem um governo tucano e que foram o fiel da balança para sua eleição apertadíssima, viram nesses atos uma grande traição ao que foi prometido por ela e pelo PT durante a campanha e têm todo o direito de manifestarem não apenas sua decepção, mas seu repúdio com a ruptura do compromisso assumido. Mas o que fazem os petistas? Em vez de fazerem a auto-crítica e reconhecerem o estelionato praticado contra aqueles que de boa fé ajudaram a eleger sua candidata, partem para o ataque e para ofensas insanas contra aqueles que foram claramente vítimas de uma campanha que vendeu uma proposta, mas que ao assumirem o governo implantaram a política do derrotado, daquele candidato que os eleitores não escolheram. Com quem o PT e Dilma fizeram pacto, afinal, foi com seus mais de 50 milhões de eleitores ou foi com os derrotados que, afinal parecem ter sido os que de fato venceram as eleições? Ao optarem pela política dos derrotados, o PT e Dilma fizeram a opção pelo caminho mais fácil e deram as costas, abriram mão, do apoio popular. Hoje só contam com o apoio de seus aparelhos, como CUT, MST e militância petistas. A prova disso é a impopularidade do governo e da presidenta que chega aos mesmos níveis do governo nefando de Fernando Henrique Cardozo. Mas ainda assim, isolado e refém do PMDB de Eduardo Cunha, o PT e os petistas preferem bater nos mensageiros do que ler e digerir as mensagens e alertas que chegam a todos os momentos. E aqui nem se precisou falar em corrupção.

2 comentários:

  1. Não concordo com suas colocações.O PT está nessa situação justamente pelo inverso do que você descreve.Está nessa; por ser republicano demais , e não ter aparelhado o Estado,assim como fizeram PMDB,DEM e PSDB.É bem verdade, que quando assumiu em 2003 não tinha quadro para isso,mas lá se vão 12 anosjá poderia ter feito e não fez; segue republicano.Você queria o que; que Dilma em campanha tivesse o mesmo programa do PSDB? ou preferia que ela deixasse o País quebrar e a população a míngua após a crise mundial de 2008?Seria melhor você confessar que gostaria que Aécio ganhasse...a hora de bater e criticar o PT já passou...Ou você milita no campo progressista ou monta um blog apoiando a direita...

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