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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Queiroz Galvão é reincidente em escândalo de Caixa 2 em Pernambuco


Pesquisa feita em jornais locais são suficientes para nos trazerem à memória outro escândalo de um suposto "Caixa 2" envolvendo políticos pernambucanos e que teriam sido beneficiados pela Construtora Queiroz Galvão, uma das envolvidas no chamado "Petrolão". Na época, quanto ainda não estava na moda a chamada "delação premiada", hoje em dia tão em voga, a denúncia partiu de ninguém menos que a tesoureira da empreiteira, que acusou políticos de nomeada como os ex-governadores Jarbas Vasconcelos e Joaquim Francisco e o ex-deputado Luiz Piauhylino.

Vejam as matérias, publicadas ainda em 1998 e 2002, pelos jornais Diário de Pernambuco e Jornal do Commercio:




Edição de Quinta-Feira, 24 de Outubro de 2002

Escândalo político e notoriedade
O advogado Alexandre Jorge Wanderley Pessoa de Melo ganhou notoriedade no início da década de 1990, ao trabalhar num caso de grande repercussão no Estado. Tratava-se do processo envolvendo a ex-tesoureira da construtora Queiroz Galvão, Maria de Fátima Costa do Nascimento, que denunciou a existência de um caixa 2 na empresa para pagar propinas e financiar políticos nordestinos.

  Entre os políticos acusados de receber dinheiro ilegalmente da construtora estavam o atual governador e então prefeito do Recife Jarbas Vasconcelos (PMDB) e os deputados federais Joaquim Francisco (PFL) e Luiz Piauhylino (à época no PSB e, atualmente, PSDB). De acordo com a ex-tesoureira, tais políticos receberiam doações periódicas da Queiroz Galvão, através do suposto caixa 2.

  A denúncia acabou virando livro. A Única Vítima - A Verdadeira História do Escândalo do Caixa II da Empreiteira, publicado por uma desconhecida editora de nome Quipá, com 71 páginas, narrava na primeira pessoa e em detalhes a movimentação do dinheiro não declarado pela construtora. Havia informações de que Alexandre Wanderley teria sido pivô numa negociação financeira com a Queiroz Galvão.

  O escândalo, que começou como um processo trabalhista, onde Maria de Fátima Costa do Nascimento cobrava comissões de 1% a 3% sobre a movimentação do caixa 2, ganhou contornos políticos nas eleições de 1998, quando Jarbas Vasconcelos disputou o governo pela primeira vez. O livro foi distribuído anonimamente nas redações dos jornais, enquanto Jarbas tentava na Justiça Eleitoral proibir a divulgação do conteúdo da publicação. A concessão de uma liminar neste sentido foi criticada duramente por várias entidades, inclusive o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco, que qualificou a decisão como "volta à censura".
http://www.old.pernambuco.com/diario/2002/10/24/urbana1_3.html

Livro traz de volta "Escândalo do Caixa 2"
Quando apenas três semanas afastam os eleitores das urnas e uma diferença oscilando em quase 30 pontos separa os dois primeiros colocados na corrida pelo Governo do Estado - Jarbas Vasconcelos, da União por Pernambuco, e Miguel Arraes, da Frente Popular (candidato à reeleição) - a campanha sinaliza para o vale tudo. Os ataques extrapolaram a esfera da crítica política - a exemplo dos escândalos dos precatórios e do leite - e passaram para a âmbito pessoal com a circulação de panfletos apócrifos (impressos em gráficas clandestinas) que atingem a honra dos principais personagens.
O mais recente episódio dessa luta livre, é a publicação intitulada A Única Vítima - A Verdadeira História do Escândalo do do Caixa II da Empreiteira, assinado pela ex-tesoureira da Construtura Queiroz Galvão, Maria de Fátima Costa do Nascimento. Exemplares do livro - publicado por uma desconhecida Editora Quipá, sem registro de endereço - chegaram à redação do JC, via portador, na noite de sexta-feira. No local destinado à identificação do remetente, o nome impresso é o da própria Maria de Fátima, mas o endereço - Av. Pedro de Souza, 505 - Curado III, Recife/PE (sic) - não existe. Apesar de a rua existir no Curado III, em Jaboatão dos Guararapes, a numeração só vai até 217. Maria de Fátima, na verdade, possui uma pequena farmácia no interior do Estado e mora em município do litoral alagoano.
As 71 páginas de texto, escrito na primeira pessoa, mas em estilo jornalístico, trazem à tona um dos mais rumorosos escândalos político já denunciados no Estado. Tudo começou com uma simples ação trabalhista contra a construtora, que ganhou contornos de escândalos porque na ação a ex-tesoureira reclamava comissões de 1% a 3% sobre a administração do "caixa 2" da empreiteira, cujos recursos, segundo consta da ação, eram usados para pagar comissões lobistas, propinas e subornos a políticos e funcionários públicos de alguns estados nordestinos.
Dentre os políticos, foram relacionados o então governador Joaquim Francisco (PFL), o prefeito do Recife, à época, Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o deputado Luiz Piauhylino (ex-PSB e atual PSDB), entre outros. Agora, cinco anos após a denúncia que lhe resultou vários processos, Maria de Fátima resolve contar "novos episódios" do caso, sem deixar claro se movida por vingança ou motivações políticas. Mas o único nome citado por diversas vezes no texto - inclusive as reproduções de documentos e matérias jornalísticas constantes dos anexos - referem-se todos a Jarbas Vasconcelos. Na verdade, a única novidade é uma ação por perdas e danos contra a construtora que ela move desde o dia 2 de julho passado.

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