GRAMPOS DA POLÍCIA FEDERAL REVELAM QUE ESQUEMA COM TITULOS SEMELHANTE AO INVESTIGADO PELA LAVA JATO JÁ OPEROU EM PERNAMBUCO



No já tradicional “cozidão” que o deputado Jarbas Vasconcelos promoveu, em comemoração a seu aniversário, em sua casa na Praia do Janga, foi perceptível que entre os convidados, o ex-governador de Pernambuco, que tem sido apontado como possível candidato à Prefeitura do Recife, fez questão de excluir seu eventual concorrente, o atual prefeito Geraldo Júlio, do PSB, incluindo, porém, o governador Paulo Câmara, do mesmo partido do atual Prefeito e os prováveis candidatos a prefeito que devem contar com o apoio jarbista.


Entretanto, uma presença em especial chamou a atenção entre aqueles selecionados a dedo por Jarbas Vasconcelos, para compor o grupo tão seleto que desfilou nas colunas sociais junto com a autoridade máxima do Estado, o governador Paulo Câmara, quando nem mesmo o aliado de há bem pouco tempo, o prefeito Geraldo Júlio, foi convidado. Trata-se do ex-deputado federal Bruno Rodrigues (Vereador, 01/01/1993-31/12/1996, Recife, PE – PPR; Vereador, 01/01/1997-31/01/1999, Recife, PE – PPB; Deputado Estadual, 01/02/1999-31/01/2003, Pernambuco – PP; Deputado Estadual, 01/02/2003-31/01/2007, Pernambuco – PP; Deputado Federal, 2007-2011, Pernambuco – PSDB).

Por que Jarbas Vasconcelos teria resolvido ressuscitar o ex-deputado Bruno Rodrigues que andava sumido do cenário politico desde que a Polícia Federal o flagrou nos grampos da Operação “Montecarlo”, quando tentava se cacifar para disputar justamente a Prefeitura do Recife, segundo revelam conversas tidas e interceptadas nos grampos, entre o ex-deputado e o doleiro Jordão Emerenciano, um dos principais protagonistas, junto com o “homem forte do PSB”, o ex-presidente da CEASA, Romero Pontual, do escândalo de corrupção que ficou conhecido como “Mensalão Pernambucano”, revelado aqui mesmo em nosso Blog e até hoje estranhamente impune?

Em um dos relatórios da Polícia Federal, a que o Blog teve acesso, fica claro que o doleiro Jordão Emerenciano era uma espécie de Alberto Youseff dos esquemas de corrupção, em Pernambuco e que atuou, junto com o ex-deputado Bruno Rodrigues, para obter vantagens com a venda de títulos ao FUNDEPE - Fundo de Pensão dos Servidores do Estado de Pernambuco, inclusive utilizando-se de recursos do FUNDEF, para viabilizar a negociação desses títulos: "aparecem indícios de que o mesmo poderia estar envolvido na prática de crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, possível pagamento de propina a políticos dentre outros crimes contra o Sistema Financeiro, e operações ilegais de câmbio e corretagem, o que, pelo menos em tese, se constatado mediante investigação policial, formaria verdadeira Organização Criminosa":



O relatório da Polícia Federal chega a comparar o esquema montado pelo doleiro Jordão Emerenciano juntamente com o ex-deputado Bruno Rodrigues com aquele articulado pela Corretora Bônus Banval: "O esquema montado pelo DEPUTADO FEDERAL BRUNO RODRIGUES e por JORDÃO EMERENCIANO se assemelha ao esquema praticado pela BANVAL CORRETORA que se aproveita dos fundos de pensão para fazer operações(…)", inclusive utilizando recursos do FUNDEF:














Uma das linhas de investigações seguidas pela Operação Lava Jato é justamente relacionada a fraudes na negociação de títulos com  Fundos de Pensão, como os Fundos Postalis e Petros, dos Correios e da Petrobras. O deputado Jarbas Vasconcelos também convidou o ex-secretário de Finanças da Prefeitura do Recife, Roberto Pandolfi, que recentemente esteve à frente da criação de uma empresa pública de propósito específico, a RECDA, destinada exclusivamente a lançar debêntures lastreadas em títulos da Dívida Ativa municipal no mercado. Pandolfi é considerado homem da mais inteira confiança de Vasconcelos. O Estado de Pernambuco, estuda copiar o modelo implantado por Pandolfi no Estado.



SAIBA MAIS

Debêntures de Geraldo Júlio são ilegais! Decisão do TCU sobre FEDAT/DF inviabiliza operações da RECDA para cobrir rombo da gestão Geraldo Julio na PCR



Processado por prejuízos milionários ao Postalis, BNY Melon administra R$ 49,2 milhões da Reciprev

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br/2015/04/processado-por-prejuizos-milionarios-ao.html

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