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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

METROREC


Por Josemir Vasconcelos*  

Não obstante as várias irregularidades verificadas no Sistema de Trens Urbanos do Recife – METROREC, quais sejam: a quantidade insuficiente de trens; a lotação frequente; a impontualidade dos poucos metrôs disponibilizados para atender às também poucas linhas existentes na região metropolitana pernambucana; a ausência de boas condições de higiene nas estações; funcionários despreparados; catracas eletrônicas danificadas e escadas rolantes e elevadores inexistentes ou defeituosos, etc., os problemas com a segurança talvez seja o que mais aflige os usuários desse serviço público.

Não há ações eficientes no aspecto da segurança dos usuários do metrô, nem nas estações e nem nos trens, quer seja de iniciativa da CBTU ou de iniciativa dos órgãos públicos de segurança (Polícia Militar, Polícia Civil e Guardas Municipais).

O fato é que os cidadãos usuários do Metrô enfrentam diariamente os mais diversos problemas para se deslocarem das suas residências para o trabalho, escola, hospitais, etc. sem perceber nenhuma iniciativa da CBTU ou dos órgãos públicos de qualquer dos entes federativos para resolver ou, ao menos, minimizar os graves problemas ora apontados.

É de causar espanto, indignação e revolta que, diante de alguns episódios de explosões de terminais de autoatendimento bancário instalados nas estações do METROREC, a CBTU decidiu retirar todos aqueles equipamentos, ao argumento de que tal medida seria para garantir maior segurança aos usuários.

O poder público e uma empresa que explora um serviço público, não garantem aos cidadãos um transporte de qualidade, deixando-os a mercê das mais variadas intempéries, sobretudo quanto à segurança, agora se rendem à audácia e ao afronte dos meliantes. Em vez de, conjuntamente com órgãos de segurança e com os bancos, buscar alternativas e intensificar ações de segurança, oferecendo aos usuários do Metrô maiores benefícios, cuidou a CBTU de privá-los do serviço de autoatendimento bancário nas estações do METROREC.

Em tese, as estações do metrô seriam locais mais seguros para a utilização de terminais de autoatendimento bancário. Além de ser um local por onde transita um grande número de pessoas, o que deveria motivar ações mais efetivas das polícias, também é local de exploração de atividade econômica lucrativa – monopólio de um serviço público – o que deveria motivar a CBTU investir em segurança.

Na contramão da lógica, a CBTU e o Estado se rendem aos bandidos. Desprestigiam os cidadãos usuários do metrô, deixando-os entregues à própria sorte.
 * Josemir Vasconcelos é sócio do escritório Campos & Guedes Advogados


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