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terça-feira, 6 de outubro de 2015

MOINHO M DIAS BRANCO, BENEFICIADO PELO IPHAN, A PEDIDO DE GERALDO E CAMPOS, É ALVO DA LAVA JATO


O Portal Marco Zero Conteúdo revelou, em sua última reportagem intitulada "Moinho do Absurdo" e escrita por Luiz Carlos Pinto, com a colaboração de Inácio França, que segundo o atual Superintendente do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Seção Pernambuco, uma solicitação feita pelo atual prefeito do Recife, Geraldo Júlio e pelo ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, teria feito com que aquele órgão federal mudasse de posição quanto à um empreendimento da empresa cearense M. Dias Branco, de alto impacto para o Bairro do Recife. Segundo a reportagem da Marco Zero Conteúdo, o parecer do órgão, datado de 2008 opinava pela inviabilidade do empreendimento, "por ser localizado próximo a monumentos tombados em nível federal (Igreja de Nossa Senhora do Pilar, e Fortaleza do Brum), além da Estação Ferroviária do Brum, que está em processo de tombamento em nível federal e estadual. Mas também porque as versões iniciais previam demolições e um gabarito (altura) de 72 metros. De acordo com o superintendente do IPHAN/PE, o alegado pelos dois políticos pernambucanos para a interferência em favor da empresa cearense era seu papel imprescindível na viabilização do Porto do Recife.

Para atender ao pedido de Campos e Geraldo Júlio, ainda de acordo com com a matéria da Marco Zero, em 2013 um novo Parecer é emitido, este de Nº 01/FA/2013, impondo medidas mitigadoras e compensatórias aos bens culturais impactados e contrariado tudo que até então havia sido emitido pelos técnicos de carreira do IPHAN, no sentido de proteger o patrimônio histórico e cultural do tradicional Bairro do Recife. 

Da matéria vale a pena recortar o seguinte trecho:

"O reflexo sobre o conjunto arquitetônico do entorno será mais evidente na igreja do Pilar (século XVII) que praticamente vai sumir fisicamente – social e afetivamente isso já aconteceu. Recife tem tratado mal seu passado. A vizinhança da igreja (comunidade de mesmo nome) será coberta por um paredão de 40 metros – os outros prédios históricos também terão sua visibilidade completamente alterada, o que a Legislação do setor procura evitar. O agressivo impacto que o complexo M. Dias Branco promete para esse trecho – uma das áreas urbanas mais antigas do País –, só se compara à sutileza dos artifícios burocráticos mobilizados para sua realização. Não é somente o diabo que mora nos detalhes. É também o urbanismo de exceção."

A matéria completa e todos os detalhes do caso podem ser acessados diretamente no site da Marco Zero Conteúdo no seguinte link: http://marcozero.org/moinho-do-absurdo/


Não bastasse a escandalosa confissão feita pelo superintendente do IPHAN de que pareceres técnicos foram alterados a pedido de políticos de alta patente de nosso Estado para atender interesses econômicos de empresas em detrimento do patrimônio histórico e cultural de nossa cidade, ainda temos que a empresa beneficiária é uma das citadas e investigadas no Inquérito nº 008041-43.2015.404.7000, da Polícia Federal, da Operação Lava Jato por operações fraudulentas com notas fiscais frias em conluio com o doleiro Alberto Youssef e operadores de partidos políticos. Vejam trechos de documentos oficiais onde se comprova a existência de investigação contra a Grande Moinho Cearense e a M. Dias Branco na Lava Jato:




Cabe à Polícia Federal investigar, também, mais essa estranha preferência do privado em detrimento do público em nossa cidade.

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