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segunda-feira, 2 de maio de 2016

NEM PETISTA, NEM GOLPISTA, APENAS DEMOCRATA!

Por Noelia Brito, editora do Blog

Muitas pessoas me chamam de petista, petralha e acham que eu defendo o governo Dilma e o PT. Não. De jeito nenhum. Aliás, eu sou uma pessoa que teria muitos motivos para, do ponto de vista pessoal, ter ódio ao PT porque durante os governos do PT, na prefeitura do Recife, onde sou procuradora concursada há 19 anos, não foi nada fácil pra mim. Fui alvo de perseguição e tive até que tirar licença por causa de uma depressão. Então, as pessoas que me chamam de petista, principalmente para desmerecer a defesa que faço da democracia e as críticas que faço aos golpistas, que querem chegar ao poder por vias tortas, sem passar pelo escrutínio das urnas, não sabem como estão me faltando com o respeito ao fazerem isso. Não sabem como eu as desprezo mais do que desprezo àqueles que me perseguiram e perseguem, pois querem ganhar o debate não pela argumentação, mas pela destruição da minha reputação. Eu não tenho nenhuma admiração pelo PT ou por seus dirigentes, mas tenho respeito pelo povo que vê nesse Partido a conquista de alguns avanços sociais que, de fato, ocorreram. Pelo respeito e amor que tenho pelo povo, eu tolero o PT e me revolta ver o que os petistas fizeram com o sonho que um dia “venderam” a esse mesmo povo. Penso, portanto, que os políticos e os dirigentes petistas merecem, sim, tudo que estão passando, mas o povo e os militantes não.

Os governos petistas deram com uma mão e por sua culpa, sua tão grande culpa, tudo o que deram está na iminência de ser tirado, afinal, foi Lula e o PT quem se associou com a direita mais reacionária de tal maneira que se pôs refém da reação.

É certo que sem as alianças Lula não teria chegado à presidência e nem os pequenos avanços sociais que lhe deram anos de ilusória glória teriam ocorrido, pois nosso Brasil é, em boa parte, conservador, do ponto de vista político. O brasileiro não quer mudanças radicais. Isso fica muito bonito nos discursos inexequíveis daqueles que estão cientes de que nunca terão o poder para colocar sua verborragia em prática. Não vou fazer discurso para inglês ver, nem pra colocar a juventude em polvorosa. Tenho responsabilidade. Deixo isso para os de sempre. Mas o erro estratégico do PT foi tremendo ao se colocar como refém do PMDB, por exemplo, e de outros partidos de aluguel. Não foi a esperança que venceu o medo, como se chegou a alardear. Quem venceu o medo foi a arrogância. A arrogância de alguns “capas” petistas os fez atrevidos de tal maneira que acreditaram que, a exemplo dos porcos bípedes de George Orwell, poderiam compartilhar do banquete que os “homens de bem” subtraem dia após dia, ano após ano de nossas mesas, impunemente. Deixaram o nosso lado e foram se fartar do lado de lá e agora que não lhes dão mais assento à mesa de nossos inimigos, querem voltar como vítimas de sua própria sordidez.

Não, eu não sou petista, nem nunca fui. Mas também não faço parte dessa patota de traidores e golpistas que mamaram e enriqueceram nos governos do PT e agora negociam cargos e cabeças e retiradas de candidaturas num governo do PMDB/PSDB/DEM, ou seja, com os que perderam as eleições presidenciais, a exemplo do que vemos partidos e políticos do PSB, PTB e PP fazerem, apenas para citar os de posturas mais repugnantes.

Engana-se quem pensa que sou movida pelo ódio. A maior prova disso é que mesmo e apesar do que passei nos governos do PT, na minha cidade, no meu Recife (eu perdoei, é claro, mas não esqueci. Certas marcas a gente leva cravadas na alma pela eternidade) votei e fiz campanha para que Dilma fosse reeleita, votei também em João Paulo para o senado, mesmo não concordando com muitas coisas de sua política, principalmente econômica (Leia Aqui), principalmente essa promiscuidade com as empreiteiras (Leia Aqui), porque via num governo do PSDB um retrocesso atroz, ainda mais deletério do que a continuidade do governo Dilma, que em hipótese nenhuma era o meu ideal.


Não, não, o que me move não é o ódio, o que me move é a justiça. Justiça para mim, justiça para meu povo, justiça para uma cidade mais harmônica com sua história e sua cultura, é o valor justiça que me move, não é o ódio, nem o rancor. Mas é a injustiça, o ódio, a ganância, o rancor que eu vejo guiando muitas pessoas que estão movendo as peças do tabuleiro de nossas vidas e se tem uma promessa que eu posso e vou fazer a vocês é que vou lutar até a última das minhas forças contra esses indivíduos que fazem da política e do serviço público um meio não para a promoção do bem comum, mas para a realização de seus desejos e sentimentos doentios e egoísticos, sejam de que partidos forem e ainda que não sejam de partido nenhum.

2 comentários:

  1. UMA IDEIA À PROCURA DE UM CÉREBRO....
    Esmeraldo Cabreia Mestre e Doutor UFRGS.

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  2. UMA IDEIA À PROCURA DE UM CÉREBRO....
    Esmeraldo Cabreia Mestre e Doutor UFRGS.

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