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quinta-feira, 16 de junho de 2016

SEM ALARDE, PCR JÁ HAVIA ADJUDICADO NEGOCIAÇÃO DE TÍTULOS A CONSÓRCIO LIDERADO POR BANCO QUE OPERA "NO VERMELHO"




Um Consórcio liderado pelo Banco Fator S/A, que segundo matérias publicadas pela imprensa especializada, estaria operando "no vermelho" e amargando sucessivos prejuízos, como o registrado em 2015, da ordem de R$ 39,2 milhões, que superou aquele registrado em 2014, de R$ 25,6 milhões, seria o único habilitado no Pregão Presencial nº 01/2015, realizado pela Comissão de Licitação da RECDA para "Contratação de Prestação de Serviços Técnicos Especializados de Assessoria Financeira Para Estruturação, Emissão e Distribuição Pública de Valores Mobiliários", da Dívida Ativa Municipal do Recife.

Segundo matéria publicada no periódico Valor Econômico, de 28/08/2015, os prejuízos registrados pelo Banco vencedor do leilão da RECDA para prestação de serviços especializados na área de assessoria financeira se deram justamente na área de corretagem, ou seja, naquela objeto do contrato que foi oportunamente barrado por liminar confirmada hoje por decisão unânime da Segunda Câmara do TCE:

Na decisão liminar que suspendeu a assinatura do contrato com o Consórcio liderado pelo Banco Fator, a relatora chamou a atenção para o sobrepreço de 450% no valor da Comissão proposta pelo Consórcio vencedor do leilão, em relação àquela admitida pela própria RECDA:

"Considerando que o percentual de Comissão de Colocação em Regime de Garantia Firme constante da proposta de preços apresentada pelo único licitante participante é superior em aproximadamente 450% (quatrocentos e cinquenta por cento) ao percentual considerado aceitável pela RECDA, conforme ofício n° 03/2016 – CEL/RECDA, de 10 de março de 2016;
Considerando que em razão do alto custo da operação fica constatada a ausência de compravação do custo-benefício para RECDA/Prefeitura Municipal do Recife;
Considerando que, se aceita pela administração a proposta apresentada pela licitante participante, os valores iniciais estimados sofreriam acréscimo de aproximadamente 2 milhões de reais, onerando demasiadamente a operação;"

É de se estranhar que instituição que chegou a fechar sua corretora de valores mobiliários por lhe causar prejuízos milionários seja justamente a contratada pela gestão Geraldo Júlio, do PSB, para, a valores muito acima do previsto no próprio regulamento da contratação, realizar os mesmos serviços como se especialista fosse.

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