Notícias




quinta-feira, 3 de novembro de 2016

FARRA DAS PASSAGENS: DO DEM AO PSOL, DENÚNCIA DO MPF PROVA QUE FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO NÃO TEM COR PARTIDÁRIA

Luciana Genro (candidata derrotada do PSOL à prefeitura de Porto Alegre e à presidência da República - à esquerda) e ACM Neto (prefeito reeleito de Salvador pelo DEM, à direita) estão entre os ex-deputados federais denunciados pelo Ministério Público Federal pelo crime de Peculato, em razão do uso indevido das cotas de passagens aéreas
O Ministério Público Federal denunciou, na última sexta-feira (28), nada menos que 443 ex-deputados federais das mais diversas agremiações partidárias, pelo crime de Peculato, cuja pena varia de 2 a 12 anos.

Dessa vez nenhum Partido pode afirmar que se trata de perseguição política, já que pode-se dizer que o MPF foi extremamente "democrático" do ponto de vista partidário, não poupando nem o PSOL, tido e havido por muitos, como paladino da ética.

Para se ter uma ideia, a candidata do PSOL à presidência da República e presidente da Fundação Lauro Campos, ligada ao Partido, Luciana Genro, figura na lista do Ministério Público entre as ex-deputadas denunciadas pelo uso indevido da verba parlamentar destinada à compra de passagens aéreas. Luciana Genro também disputou a prefeitura de Porto Alegre pelo mesmo PSOL, nas eleições deste ano, quando quase chegou ao segundo turno.

No mesmo barco que Luciana Genro está o prefeito reeleito de Salvador, o democrata Antônio Magalhães Neto, também denunciado pelo MPF pelo crime de Peculato. 

Outros nomes que chamam a nossa atenção são os do vice-governador de Pernambuco, Raul Henry, do PMDB, que é afilhado político de outro paladino da ética, o também peemedebista, Jarbas Vasconcelos e o do atual dono do jornal Diário de Pernambuco, filiado ao PSB, Maurício Rands.

Segundo o Ministério Público Federal, os ex-deputados teriam utilizado dinheiro público das verbas de gabinete, para usos diversos daqueles a que eram destinados, que deveria se limitar ao deslocamento, desses parlamentares, entre suas bases eleitorais e Brasília. Ocorre que a partir de uma série de reportagens do site "Congresso em Foco" e com o auxílio da Polícia Federal, o MPF descobriu que centenas de deputados e senadores viajaram pelo Brasil e ao exterior com dinheiro público, muitas vezes para passear, ou ainda cediam suas cotas a terceiros, ou a parentes ou, ainda, a cabos eleitorais.

Só entre os anos de 2007 e 2009, os gastos com passagens aéreas de deputados chegaram a R$ 70 milhões, em valores da época, sendo que em viagens internacionais foram registrados 1.588 bilhetes, ao passo que outros 112 mil bilhetes para voos nacionais foram contabilizados. Todos pagos com o dinheiro do contribuinte.

Acesse AQUI a lista de ex-deputados, inclusive os pernambucanos, que foram denunciados, pelo MPF, pela chamada "farra das passagens".


2 comentários:

  1. Verdade que é um sério problema que precisa ser investigado e freado, porém, não há como colocar no mesmo rol utilizações com razões de cunho privado e aquelas de cunho político, nos exemplos citados:

    ACM NETO= "O ex-deputado chegou a dizer à coluna Painel, da Folha, que "achava que a imprensa queria fechar o Congresso" e que poderia, sim, ter utilizado passagens da Câmara para viajar com a mulher para Paris."

    LUCIANA GENRO= "O ex-delegado federal Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, utilizou a cota de passagem aérea da deputada Luciana Genro (PSOL) para participar de um ato do partido contra a corrupção e proferir palestra a estudantes, no Rio Grande do Sul, no final do ano passado.
    À época, a parlamentar confirmou à Folha que seu gabinete emitiu dois bilhetes para o delegado porque os atos eram relacionados ao combate à corrupção –principal bandeira de campanha do PSOL."

    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/11/1828959-nomes-da-base-e-da-oposicao-de-temer-foram-citados-em-farra-das-viagens-relembre.shtml

    ResponderExcluir
  2. Me admira uma operadora do Direito dizer que "MPF prova..." em face de uma mera denúncia. Desde quando uma denúncia do MPF prova alguma coisa? Achei que a prova só estava materializada após o julgamento e sentença por um juízo competente, garantido o direito à ampla defesa e contraditório, mas devo ter estudado em outra escola jurídica. O nível dessa postagem não perde em nada pro que há de pior na mídia corporativa. O post foi de uma profunda desonestidade intelectual, prá não dizer calunioso, além de sensacionalista.

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.

Siga o Blog por Email

Twitter Updates 2.2: FeedWitter

Seguidores

Vídeos

BoxVideos1

BoxVideos2

Noelia Brito © 2016 Todos os direitos reservados.