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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

JUÍZA ATLETA NÃO SUBSTITUIRÁ MORO NAS FÉRIAS DE JANEIRO


Foto: Facebook

Diferentemente do que vem sendo divulgado nos mais diversos veículos de comunicação do País, a juíza federal paranaense Gabriela Hardt não substituirá o também juiz federal Sergio Moro durante suas férias no mês de janeiro de 2017. A informação foi retificada pela assessoria de imprensa da Justiça Federal do Paraná em email enviado ao site JOTA, onde também foi informado que a magistrada entrará de férias no mesmo período. Hardt é a substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, da qual Moro é o titular.

O site de conteúdo jurídico JOTA traçou um perfil da juíza federal Gabriela Hardt que é tida como a provável substituta de Sérgio Moro na hipótese de seu afastamento pelo período de um ano, para realização de um curso nos Estados Unidos. Uma licença nesse sentido já teria sido, inclusive, deferida pela Universidade Federal do Paraná, onde Moro é professor.

De acordo com o JOTA, Gabriela Hardt, antes de passar no concurso para juíza federal, em 2009, foi servidora da Justiça Federal, onde começou a trabalhar desde o ano de 2000, saída da faculdade de Direito da Universidade federal do Paraná. A matéria do JOTA, recentemente publicada, define a substituta de Moro como uma juíza de "41 anos, bonitona, descolada, nadadora, corredora e jogadora de vôlei". Na 13ª Vara, Gabriela é responsável por todas as ações que não tenham relação com a Lava Jato.

A juíza tem uma conta no Facebook onde posta sobre decisões de ministros do Supremo, sobre a Lava Jato,  sobre esportes e sobre os filhos.


Segundo o JOTA, ao recado de uma amiga que apontava a Lava Jato como um raio de esperança, a juíza respondeu: “Eu tenho a sorte de estar acompanhando ‘de camarote’ uma parte da história do país que está sendo muito bem conduzida no gabinete ao lado. Mas confesso que tem dias que me bate um baita desânimo, porque são muitas forças agindo em sentido contrário. O dia hoje e a fala da Ministra realmente me fizeram ter esperança de que o país possa estar tomando o rumo certo, mesmo que no caminho ainda tenha muitos obstáculos a superar.” A amiga fez mais alguns comentários e Gabriela emendou: “Só pra registrar: o Sérgio não desanima, ele é imune a frustrações.”

Um mês antes, a juíza compartilhou uma entrevista do ministro Luis Roberto Barroso, do STF, ao jornal Correio Braziliense (“Abalar instituições é como perder a alma”, diz ministro do STF).

“Uma entrevista que aborda com lucidez vários tópicos. Mais uma vez vejo com alegria um Ministro do STF defendendo mudanças na legislação e jurisprudência processual penal brasileira”, escreveu Gabriela.

Entre os trechos destacados por ela, estavam um em que o ministro se declarava radicalmente contrário ao instituto do foro privilegiado, outro em que ele afirmou que o sistema penal brasileiro “é feito para pegar pobres” e um último, no qual ele criticava a demora no julgamento dos processos, o grande número de possibilidades recursais e a velocidade das prescrições.

“O mais triste”, comentou a juíza, “é que todos nós – juízes e servidores – trabalhamos muito pra no final vermos prescrições reconhecidas em razao da demora no tramite processual. Frustra. Somos cobrados por falta de eficiência, mas sozinhos pouco podemos fazer. Espero sinceramente por uma mudança em breve, se não na legislação, ao menos no entendimento atual do STF.” Prescrição penal frustra juízes e servidores, diz Gabriela.




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