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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

PAULO CÂMARA, "IMUNE E ABSOLUTISTA", DÁ BENESSE FISCAL A EMPRESA DO GRUPO QUEIROZ GALVÃO, ENVOLVIDO NA LAVA JATO



O governador Paulo Câmara parece habitar em um mundo à parte, numa espécie de universo paralelo - o mundo dos intocáveis e ainda dá entrevistas afirmando que quem vive noutro mundo são os policiais militares.

O Brasil todo assistiu à prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e de sua esposa, a advogada Adriana Ancelmo, por causa de seu envolvimento em desvios de recursos públicos, em obras públicas durante seu governo, entre elas, a Arena Maracanã, cuja reforma foi realizada pela Construtora Norberto Odebrecht. Cabral responde a ações de improbidade por causa de benesses fiscais que quebraram o Estado do Rio de Janeiro e o que se vê é o caos estabelecido no Rio de Janeiro, onde os salários de servidores já se encontram atrasados e os hospitais estão em situação de penúria (Leia AQUI e AQUI).

Em Pernambuco, o governador enfrenta a maior crise jamais vista na Segurança Pública e em vez de dialogar com os Policiais Militares, manda persegui-los com prisões e perseguições de toda sorte e ainda causa prejuízos aos cofres da União Federal, ao pedir que as Forças Armadas ocupem as ruas desempenhando um papel que não é seu, de policiamento ostensivo, só porque, por mero capricho, não negocia com a Polícia Militar. O povo que pague por ter tido a infelicidade de eleger um rapaz caprichoso e mimado para dirigir o Estado.

Mas não é só isso, Paulo Câmara ainda está na lista daqueles contra quem pesam graves suspeitas de ser responsável pelo elefante branco chamado Arena Pernambuco porque na qualidade de vive-presidente do Comitê Gestor das Parcerias Público Privadas do Estado de Pernambuco, teria aprovado, segundo a Polícia Federal e o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que a Construtora Norberto Odebrecht, aquela mesma da Arena Maracanã, tivesse privilégios no contrato para construção da tal Arena Itaipava (Arena Pernambuco - Leia AQUIAQUI) e ainda o fizesse mediante um contrato superfaturado (Leia AQUI). As suspeitas levaram o procurador geral da República Rodrigo Janot, a pedir ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal, que autorizasse que tanto Paulo Câmara quanto seu colega de partido, o prefeito do Recife Geraldo Júlio, na época presidente do Comitê Gestor das PPPs, fossem investigados, junto com Aldo Guedes, Fernando Bezerra Coelho e Tadeu Alencar, ali mesmo no Supremo, por essas suspeitas levantadas em laudos da Polícia Federal, elaborados no âmbito da chamada Operação "Fair Play", que hoje tramita no Supremo, em razão do foro privilegiado dos investigados.

Mas o governador de Pernambuco se acha mais realista do que o rei e se considera alguém fora do alcance da Justiça, um "imune absoluto", com muito mais poderes do que Sérgio Cabral e Eduardo Cunha, que mesmo sendo dois "capas pretas" do PMDB, partido do atual presidente da República estão presos. Paulo Câmara se acha, por exemplo, mais poderoso e importante do que Lula que foi duas vezes presidente da República e ainda assim já responde a cinco processos como denunciado pelo Ministério Público Federal. O governador de Pernambuco está, inclusive, muito além do que o todo-poderoso, Renan com seus 12 inquéritos nas costas duas denúncias apresentadas, uma das quais já recebidas. Paulo Câmara tem a mais absoluta certeza de que pode tudo.

Não há outra conclusão plausível diante das atitudes desafiadoras ao bom senso, que vem tomando o governador de Pernambuco, que mesmo diante de sua frágil condição, do ponto de vista processual-penal, por causa de suspeitas de favorecimento a uma grande empreiteira, no caso da Operação "FairPlay", enviada ao STF, não bastassem as benesses fiscais que reiteradamente concedeu à empresa Bandeirantes Pneus, do Sr. Apolo Santana (Leia AQUI), peça-chave e acusado pelo Ministério Público Federal de "branqueamento de capitais", para o Partido do governador, na chamada Operação Turbulência, cujo trancamento da ação, pelo TRF da 5ª Região, encontra-se em grau de recurso no STJ, ainda decidiu conceder, em plena crise financeira por que passa o Estado de Pernambuco, escandalosa benesse a uma das empresas do grupo Queiroz Galvão, construtoras, envolvida com o chamado Petrolão, alvo da Lava Jato.

Se há uma crise econômica e se o Estado enfrenta deficit financeiro, como justificar mais e mais concessões de benesses fiscais a perder de vista, ainda mais diante de recente denúncia de que as dívidas do governo Paulo Câmara com fornecedores já rompeu a casa de UM BILHÃO DE REAIS?

Suco de uva produzido pela
Queiroz Galvão Alimentos
A benesse concedida por Paulo Câmara à Queiroz Galvão Alimentos é de 95% do saldo do ICMS presumido do suco de uva  comercializado pela empresa pelo período de 12 anos. Leiam a íntegra do Decreto datado de 19 de dezembro de 2016 e tirem suas próprias conclusões:




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