POLÍCIA FEDERAL COMEÇA A PRENDER EMPRESÁRIOS DO PETRÓLEO QUE LAVARAM DINHEIRO NO EXTERIOR: O PRIMEIRO É EIKE BATISTA



A Polícia Federal deflagrou hoje, juntamente com o Ministério Público Federal, a Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, onde é investigada a "lavagem" de R$ 100 milhões no exterior.

Além do empresário Eike Batista, que não foi encontrado e já é considerado foragido da Justiça, também foi decretada a prisão preventiva do vice-presidente de futebol do Clube de Regatas do Flamengo, Flávio Godinho, que era braço direito de Eike, Sérgio Castro, operador do esquema, Francisco Assis, do doleiro Álvaro Galliez, do advogado Thiago Aragão, sócio da mulher de Sérgio Cabral, que já está presa.

O irmão e a ex-mulher de Sergio Cabral, Maurício Cabral e  Suzana Cabral foram alvo de condução coercitiva.

Os mandados foram expedidos por determinação do Juiz Federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Operação ocorre dois dias depois de a Grande Corte de Justiça das Ilhas Cayman bloquear 63 milhões de dólares de Eike Batista, a pedido de fundos que investiram em seus negócios de exploração de petróleo. Eike era dono a OSX, braço petroleiro de seus negócios.

A decisão assinada pela juíza Ingrid Mangatal fora tomada em outubro, mas somente revelada nesta terça-feira, pela Bloomberg, respondendo ao pedido apresentado pelos grupos Meridian Trust e American Associated.

Segundo a juíza, havia provas de que Eike Batista tentou dissolver suas empresas nos meses prévios à sua declaração de quebra, em outubro de 2013, porque sabia que o colapso seria iminente: “A dissipação dos bens foi frustrada pela intervenção dos banqueiros”, disse Mangatal, de acordo com a Bloomberg.

A Meridian Trust e American Associated também apresentaram uma corte de Miami, Flórida, uma ação por fraude contra Batista, 11 pessoas associadas e 10 de suas empresas.


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