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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

PRESSÃO DE GUILHERME UCHOA E SANDOVAL CADENGUE POR SEGUNDO COLOCADO FAZEM PAULO CÂMARA ADIAR ANÚNCIO DO NOME DE NOVO PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA

Governador Paulo Câmara (de gravata azul) em evento do PSB com ex-prefeito de Brejão, Sandoval Cadengue (de camisa branca e sem gravata), considerado um dos "padrinhos" do promotor Dirceu Barros, para o cargo de Procurador Geral de Justiça

A demora do governador Paulo Câmara em anunciar o nome do futuro Procurador Geral de Justiça de Pernambuco já está causando preocupação na comunidade jurídica nacional, uma vez que, por tradição democrática e por recomendação do próprio Conselho Nacional do Ministério Público e da Associação dos Promotores e Procuradores de Justiça de Pernambuco, a escolha deve sempre recair sobre o mais votado.

Promotor de Justiça José Paulo Cavalcanti
atua na Central de Inquéritos da
Capital no combate à sonegação
Conforme anunciamos, em primeira mão, ontem mesmo em nosso Blog (Leia AQUI), o promotor de Justiça José Paulo Cavalcanti Xavier Filho, de 42 anos de idade e 17 anos de carreira no MPPE, natural do Recife e atuação na Central de Inquéritos da Capital na repressão aos crimes de sonegação fiscal foi o mais votado da Lista Tríplice enviada ao governador de Pernambuco para a escolha do futuro Procurador Geral de Justiça do Estado.

Entretanto, fontes ligadas ao Palácio, ouvidas pelo Blog, informam que o governador Paulo Câmara estaria inclinado a "peitar" os promotores e procuradores de Justiça que escolheram o promotor José Paulo, para chefiar o Ministério Público pelos próximos dois anos, promotor que inclusive se notabilizou por seu trabalho de combate a sonegadores, justamente num momento em que o Estado mais precisa de ações contra esse tipo de criminosos, para, rompendo com uma tradição que vem desde o governador Miguel Arraes e que nem o ex-governador Eduardo Campos jamais ousou romper, para nomear o segundo colocado da lista, o promotor de Garanhuns,
Promotor de Justiça Dirceu Barros
atua em Garanhuns
Francisco Dirceu Barros, que foi flagrado em um áudio vazado do whatsapp e publicado pelo site "O Antagonista" (ouça AQUI), pela Coluna pela "Coluna Expresso", da Revista Época (veja AQUI) e propondo aos seus colegas do Ministério Público de Pernambuco que trocassem um penduricalho ilegal (o auxílio moradia) por outro (um auxílio saúde no valor de R$ 5 mil), de modo a garantirem a manutenção de ganhos acima do teto constitucional.


As declarações de Dirceu Barros foram repudiadas até pelo presidente nacional da OAB, Carlos Lamachia, que considerou “um verdadeiro escárnio o áudio em que um integrante do Ministério Público se empenha em perpetuar privilégios” (Leia AQUI).


Guilherme Uchoa, eterno presidente
da ALEPE, manda-chuva do Judiciário
e pretendente a eminência parda do MPPE 
Segundo nossas fontes nos informaram, o governador Paulo Câmara estaria disposto a desagradar à maioria dos membros do Ministério Público que votaram por uma instituição voltada para o combate à corrupção e à sonegação e enfrentar uma opinião pública farta de ingerências políticas em instituições que deveriam se pautar pela independência funcional de seus membros e que ficou escandalizada com o áudio divulgado pelos principais órgãos da imprensa nacional, envolvendo o promotor de Garanhuns, Dirceu Barros, só para não deixar de atender aos pedidos insistentes dos principais padrinhos políticos do Dr. Dirceu Barros dentre os quais figura, segundo fontes palacianas confidenciaram ao Blog, ninguém menos que o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa, do PDT, reeleito, pela sexta vez, para presidir o Legislativo estadual, com o apoio do próprio governador.

Para quem não se lembra não custa nada relembrar que dentre outras "trelas" atribuíveis ao eterno presidente da ALEPE, o todo-poderoso Guilherme Uchoa, consta a aprovação do tão criticado "auxílio-moradia" para promotores e procuradores de Justiça do Estado, no valor de R$ 5 mil, ao qual se referia seu indicado para o cargo de Procurador Geral de Justiça, no áudio divulgado pela mídia nacional, conforme matéria publicada pelo Blog de Jamildo (Leia AQUI). Uchoa, que é juiz aposentado e cuja filha advogada foi denunciada, junto com uma juíza, pelo Ministério Público por falsidade ideológica numa adoção internacional, achando pouco mandar do Poder Legislativo e no Judiciário, agora quer mandar também no Ministério Público, que denunciou sua filha, escolhendo o chefe de todos os promotores e procuradores de Justiça. 


O outro padrinho do promotor de Garanhuns e que teria sido uma espécie de "cabo eleitoral" do promotor de Garanhuns no interior, é o ex-prefeito de Brejão, Sandoval Cadengue, do PSB, ligadíssimo à família do finado governador Eduardo Campos. 

Sandoval Cadengue não pode disputar a eleição por ser um "ficha suja", então foi substituído pela própria filha, Beta Catengue, que aparece na foto acima com o pai e o jovem chefe de gabinete de governador Paulo Câmara, João Campos, que é considerado o herdeiro político do ex-governador Eduardo Campos, por decisão de sua mãe, Renata Campos. Uma pesquisa no site do TJPE, porém, revela que Cadengue responde a várias ações de improbidade. As ações criminais por crimes em fraude de licitações e porte ilegal de armas a que Sandoval Cadengue respondia nos municípios de Garanhuns e Brejão, porém, foram arquivadas por prescrição, atendendo a pareceres dos representantes do Ministério Público daqueles Municípios, portanto, só podemos afirmar que o ex-prefeito de Brejão, responde a ações de improbidade.

O que chama nossa atenção para a interferência do ex-prefeito de Brejão Sandoval Cadengue no caso da nomeação do futuro procurador geral de Justiça, além de se tratar de um "ficha suja" é a tentativa de uma pessoa intimamente ligada ao PSB e à família do ex-governador Eduardo Campos ainda insistir em interferir num órgão como o Ministério Público, quando os próprios integrantes da entidade já decidiram, por maioria de votos que não querem tal intervenção. Nunca é demais lembrar que em Brejão fica a fazenda cuja propriedade foi alvo de mandados de Buscas e Apreensões ordenadas pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Catilinárias, da Polícia Federal, fazenda esta de propriedade do espólio de Eduardo Campos em sociedade com o ex-presidente da Copergás, Aldo Guedes Álvaro (Leia AQUI e AQUI), já denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção e lavagem de dinheiro (Leia AQUI), fruto de corrupção que fora exigida de construtoras justamente para, segundo Janot, "comprar" a reeleição do ex-governador Eduardo Campos.

Dito isso, não é de bom tom que nenhum tipo de interferência política, ainda mais advindas de partidos e pessoas com qualquer vínculo com denunciados pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção e lavagem de dinheiro, deem pitacos na escolha do nome que comandará o Ministério Público de Pernambuco e a quem caberá a denúncia contra prefeitos corruptos, em tempos turbulentos de Lava Jato invadindo  "com gosto de gás", o nosso Estado. O povo de Pernambuco e o Ministério Público esperam que o governador Paulo Câmara, no exercício de seu primeiro cargo público eletivo, não queira entrar para a história com tão desonrosa mácula em sua biografia e logo para atender quem já demonstrou ter uma fome insaciável e doentia de poder quando já deveria ter se retirado da vida pública há muito tempo.

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