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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

EM DENÚNCIA, JANOT AFIRMA QUE BENEFÍCIOS TRIBUTÁRIOS ERAM MOEDA DE TROCA PARA PROPINA EM SUAPE


Denúncia apresentada pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, no âmbito da Operação Lava Jato, a partir dos fatos apurados pelo Grupo de Inquéritos do STF, no Inquérito 4005/DF, contra o senador Fernando Bezerra Coelho e os empresários Aldo Guedes Álvaro e João Carlos Lyra Pessoa de Mello, sob o título "A RNEST e a integração do PSB ao esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado à PETROBRAS" revela que "o cumprimento das contraprestações do recebimento da propina encontra-se evidenciado pelas leis, bem como pelos atos e contratos administrativos, referentes a obras de infraestrutura e incentivos tributários concedidos pelo Estado de Pernambuco a fim de viabilizar a RENEST."



De acordo com Janot, parte significativa desses atos "foi assinada por EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS ou por FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO ou mesmo pelos dois em conjunto, inclusive com Paulo Roberto Costa, como no caso especificamente, do Termo de Adiantamento de Tarifa e Compensação Futura de Investimentos que entre si celebraram a PETROBRAS, o Estado de Pernambuco e SUAPE".



A Denúncia também menciona as inúmeras visitas feitas por Fernando Bezerra Coelho, algumas na companhia de Eduardo Campos ou em período coincidente com aqueles apurados como de cobrança e pagamento de propina, o que, segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, corroboraria as delações feitas por vários colaboradores contra FBC, como sendo o responsável pelos pedidos de "vantagens indevidas", juntamente com Aldo Guedes, para bancar campanhas do PSB, notadamente a de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco, em 2010:


A investigação também constatou, por meio de mensagens eletrônicas interceptadas de Paulo Roberto Costa, que os contatos entre este e Fernando Bezerra, dar-se-iam, ainda, fora do ambiente institucional, em jantares e eventos esportivos.

O mesmo foi constatado com relação ao celular do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, onde a perícia constatou a existência de mensagens pessoais trocadas entre este e Fernando Bezerra Coelho e também Eduardo Campos.




















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