Notícias




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Um ledo engano da Secretaria de Cultura do Recife



DO BLOG DO FLAVIO CHAVES


Será mesmo, Recife, a capital do frevo? Dentro da programação do carnaval do Recife de 2017 as atrações para este ano foram quase as mesmas peças do Xadrez que jogaram nos carnavais anteriores dando xeque-mate nos passos do frevo.

O frevo nasceu em Pernambuco no fim do século XIX como música carnavalesca que se originou de ritmos como maxixes, dobrados e marchinhas de carnaval. Inicialmente o Frevo não havia letra, era executado por uma banda pelas ruas e com ritmo mais rápido cujo gênero, mais tarde, ficou conhecido como Frevo-de-Rua.

Nos anos 30, o frevo se dividiu em três gêneros musicais. Além do Frevo-de-Rua, nasceram o Frevo-de-Bloco e o Frevo-Canção. Esses ritmos passaram a fazer parte da identidade cultural de Pernambuco, mais precisamente em Recife e Olinda.

Décadas se passaram, desde seu surgimento, e hoje, na festa que deu origem ao ritmo, a Secretaria de Cultura do Recife parece esquecer ou simplesmente ignora os anos de luta dos vanguardistas do frevo e seus variantes ritmos.

O palco principal da festa "carnavalesca” conta com a presença das atrações de outros estados que, artisticamente, nada contribuem para o frevo como, por exemplo: Gaby Amarantos, Jota Quest e Vanessa da Mata. Enquanto os artistas locais, durante o ano, incessantemente, produzem frevos, nessa época ficam como espectadores dos Pop’s nacionais.

Não é crime proporcionar um carnaval multicultural, porém os artistas de fora deveriam ser atrações secundárias para reconhecer que o bloco da Veneza pernambucana abraça, sim, outras culturas, mas o estandarte recifense precisa de espaço para caminhar em seu próprio chão.

Tinha-se, inclusive, um Festival de Música Carnavalesca do Recife que era um momento ímpar para a cultura pernambucana, não só ao frevo, mas a outros ritmos oriundos da terra. O festival dava a chance de compositores apresentarem suas composições que, teoricamente, seriam as músicas do carnaval do ano seguinte. Pois bem, o Festival, misteriosamente, sumiu sem nenhuma explicação da Secretaria de Cultura.

Portanto, vale questionar: o berço que acolheu o frevo no seu nascedouro, agora irá levá-lo ao abismo do esquecimento?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.

Siga o Blog por Email

Twitter Updates 2.2: FeedWitter

Seguidores

Vídeos

BoxVideos1

BoxVideos2

Noelia Brito © 2016 Todos os direitos reservados.