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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Em delação, Benedito Júnior confirma doação ilicita à campanha de Geraldo Júlio em 2012 e a outros políticos pernambucanos. Assista o video.




Trecho da delação premiada do ex-executivo da Odebrecht, Benedicto Junior, divulgada hoje, pelo Supremo Tribunal Federal, confirma apelidos e doações ilícitas, pelo chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, a vários políticos pernambucanos, cujos nomes já haviam aparecido na famosa planilha da Odebrecht, além de outros que ainda não haviam sido revelados.

No vídeo, é possível confirmar que o apelido "Neto", que na Planilha aparecia associado ao prefeito Geraldo Júlio, por apontar uma doação de R$ 3 milhões a sua campanha à prefeitura do Recife, em 2012, na verdade era o apelido utilizado para indicar o ex-governador Eduardo Campos, já falecido, para quem foram doados, de forma ilícitas, R$ 11 milhões nos anos de R$ 2008, 2010 e 2012, confirmando-se, assim, que naquele ano, a Odebrecht, de fato, havia doado, a pedido de Campos, para a campanha de Geraldo Júlio, os valores apontados nas Planilhas apreendidas com o próprio Benedicto Júnior, pela Polícia Federal, durante a Operação Acarajé, numa das fases da Lava Jato, em fevereiro de 2016 (Leia AQUI). Esses repasses foram feitos com a intermediação de João Antônio Pacífico.





Além dessas doações, outros repasses foram confirmados por Benedicto Júnior como destinados a pernambucanos:


Doações via Carlos Armando Paschoal

“Curitiba” – Roberto Freire (PPS-SP), atual ministro da Cultura – R$ 200 mil (2010)

Doações via João Pacífico

“Neto” – Eduardo Campos (PSB-PE), ex-governador de Pernambuco – R$ 11 milhões (em 2008, 2010 e 2012)

“Viagra” – Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), atual deputado federal – R$ 700 mil (2010)

“Batalha” e “Chorão” – Sérgio Guerra (PSDB-PE), ex-senador – R$ 1,06 milhão (2010) e R$ 450 mil (2012)

“Jujuba” – Bruno Araújo (PSDB-PE), atual ministro das Cidades – R$ 300 mil (2010) e R$ 300 mil (2012)

“Novilho” – Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), atual senador – R$ 200 mil (2010)

“Chaveiro” – José Chaves, ex-deputado federal pelo PTB-PE – R$ 100 mil (2010)

“Bronca” – Paulo Rubem Santiago – ex-deputado federal pelo PDT-PE – R$ 266 mil (2010)

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