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quarta-feira, 19 de julho de 2017

CARRO CHEFE DE EDUARDO, SEGURANÇA É CALCANHAR DE AQUILES DE PAULO CÂMARA E VIRA MOTE PARA MARÍLIA ARRAES E ÁUREO CISNEIROS, PRÉ-CANDIDATOS DA OPOSIÇÃO

Áureo Cisneiros (PSOL) e Marília Arraes (PT), pré-candidatos de seus partidos ao governo de Pernambuco, têm feito a oposição mais consistente e independente contra a gestão de Paulo Câmara, no Estado.(FotoMontagem: Blog da Noelia Brito)
OPINIÃO

Carro-chefe das duas gestões do ex-governador Eduardo Campos à frente do Palácio do Campo das Princesas e um dos principais motes de sua campanha à presidência da República, interrompida por um acidente aéreo que lhe tirou a vida, a Segurança Pública tem se mostrado o "calcanhar de Aquiles" do atual Chefe do Executivo pernambucano, o governador Paulo Câmara, que já se declarou disposto a disputar a reeleição, apesar dos autos índices de rejeição ao seu governo e de seu isolamento político, inclusive dentro do próprio Partido, que vive intensa briga interna desencadeada pelo senador Fernando Bezerra Coelho e seu grupo.

Foi na gestão de Paulo Câmara à frente do governo de Pernambuco que o Estado voltou a ostentar desonrosos índices de violência que haviam sido minimizados durante a gestão de seu padrinho político, o já falecido Eduardo Campos, passando para a populaçã uma imagem do governador de falta de comando e de pulso fraco no combate à criminalidade, ao mesmo tempo em que intensifica uma política de perseguição a servidores públicos, principalmente aqueles ligados à área de Segurança e Fiscalização, mas não por práticas de corrupção ou outros abusos contra o patrimônio público, mas pelo simples fato de denunciarem o desmantelamento da Segurança Pública ou mesmo prevaricações de superiores hierárquicos que em vez de cumprirem com suas obrigações, ocupam-se em bajular o governador, tornando-o cego à realidade que o cerca e que em hipótese nenhum lhe é favorável.

Hoje a população de Pernambuco vê o governador como um gestor cheio de fragilidades, sabotado até por pessoas  que lhe são próximas e que por não ter competência ou coragem para enfrentar os bandidos, persegue os policiais que os enfrentam e para isso ainda chama delegados da Polícia Federal para, do posto de Secretários, posarem em entrevistas muito mais para anunciar perseguições a policiais civis e militares e até suas exclusões das Forças Policiais, pelo risível motivo de terem feito "críticas ao governador e ao secretário", do que para informar sobre a captura de assaltantes de bancos ou de carros fortes ou de assaltantes de coletivos que hoje disseminam o terror e o pânico por todo o Estado e não apenas na Capital.

As críticas não são injustas, longe disso. A Segurança Pública está um caos e os próprios índices oficiais apontam para o absurdo. 

Até o idealizador do "Pacto Pela Vida", programa de combate à violência adotado por Eduardo Campos e que Câmara afirma seguir, o sociólogo José Luiz Ratton, que era um dos maiores entusiastas e um dos coordenadores da campanha de Campos à presidência, para a área de Segurança, já reconhece o fracasso de Paulo Câmara e de sua equipe nesse assunto.

Ratton chegou a se pronunciar em Redes Sociais e entrevistas decretando a "morte" do Pacto Pela Vida. De acordo com o ex-aliado, Pernambuco bate recordes de violência. Ainda segundo Ratton, de cada 147 pessoas assassinadas no mundo, uma o é em Pernambuco. Os índices oficiais da própria Secretaria de Defesa Social registraram mais de 4.400 homicídios no Estado, somente no ano passado.

Em Pernambuco, hoje, 16 pessoas são assassinada por dia. Para se ter uma ideia, os índices de homicídios são os maiores da década, chegando a 47 mortes por 100 mil habitantes, quando em 2013 era de 34 mortes por 100 mil habitantes. O que significa dizer que sob a batuta de Paulo Câmara, mais ocupado em perseguir policiais do que bandidos, a Segurança Pública regrediu uma década.

Se em 2016, Pernambuco já havia registrado 2 mil assaltos a ônibus, em 2017, somente até 1º de junho, a conta já chegava a 1746 assaltos a coletivos no Estado, a maioria deles praticados na Região Metropolitana do Recife.

Pelo menos dois pré-candidatos ao governo de Pernambuco já demonstram que o tema da Segurança Pública será fortemente abordado durante a campanha eleitoral de 2018. Tanto a vereadora Marília Arraes, provável candidata do PT ao governo, quanto o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Áureo Cisneiros, que também já manifestou sua pretensão em disputar a chefia do Executivo estadual por seu Partido, o PSOL, têm apontado o fracasso da gestão de Paulo Câmara na área da Segurança Pública, seja em entrevistas, seja em inserções partidárias, seja em discursos, seja em debates e qual a resposta do governador? Perseguições e mais perseguições contra quem denuncia temperadas com nenhuma solução para o caos denunciado.

As pesquisas apontam que a Segurança Pública e o impressionante aumento dos índices de violência no Estado têm contribuído muito para os péssimos índices de aprovação do governador que não é reconhecido como capaz para resolver o problema e o pior, parece não perceber que insistindo com a mesma política e com o mesmo grupo que levou a Segurança Pública de Pernambuco ao caos não chegará a lugar nenhum além da porta de saída do Palácio, no dia 31 de dezembro de 2018.



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