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sexta-feira, 28 de julho de 2017

COLUNA "OLHEIROS DA NOELIA BRITO", DE 28/07/2017

DAS ACADEMIAS DE LUXO PRA CARCERAÇÃO DA PF
Os frequentadores das academias de luxo do Recife têm sido obrigados a conviver com situações inusitadas em que agentes da Polícia Federal chegam à caça de celebridades que migram das colunas sociais para as páginas policiais. Na manhã de ontem, os alunos de uma academia situada em um dos shoppings da Zona Sul (foto) foram surpreendidos com a prisão de um dos frequentadores pela 42ª Fase da Operação Lava Jato. Durante a execução dos mandados de prisão da Operação Turbulência, um dos alvos foi preso enquanto malhava em uma academia em outro shopping também na Zona Sul da cidade.

VIDA DE CORRUPTO
Durante a execução de um mandado de prisão da Operação Turbulência, um fato chamou a atenção de quem assistia à ocorrência. É que ao lado do empresário que era o alvo do mandado de prisão, exercitava-se um conhecido empresário do ramo de fornecimento de gêneros alimentícios para prefeituras do Estado. Segundo os que estavam assistindo à prisão, ao ver a chegada dos policiais, esse empresário se encolheu todo, acreditando que o mandado de prisão era para ele e não para o companheiro de maromba que, afinal, acabou sendo levado preso. O merendeiro, por sinal, até hoje continua livre, leve e solto.

OS INTOCÁVEIS I
E por falar em Operação Turbulência, ninguém engole mais em Pernambuco a blindagem ao empresário Aldo Guedes, que foi apontado em várias delações premiadas como o “homem da mala”, o “cobrador de propinas”, o “operador” do ex-governador Eduardo Campos e do PSB de Pernambuco. Não há qualquer explicação para o fato de alguém com tantas implicações em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro continuar solto enquanto outros operadores que atuaram junto ou para ele já foram ou se encontram presos.

OS INTOCÁVEIS II

Mas o caso mais impressionante de blindagem é o do ex-presidente da CEASA, o empresário do ramo de fornecimento de gêneros alimentícios Romero Pontual, que já foi apontado pela própria Polícia Federal como “o homem forte do PSB” e como chefe de vários “núcleos criminosos” em operações destinadas a investigar fraudes em licitações em órgãos públicos, depois de ser flagrado em grampos da Polícia Federal combinando as fraudes com empresários e secretários do governo de Pernambuco. Esta colunista chegou a questionar a Procuradoria Geral de Justiça sobre o destino do inquérito que foi recebido desde 2013, do Ministério Público Federal. Em resposta, recebemos a informação de que o caso estaria sob a responsabilidade da Promotoria Criminal de Jaboatão que estranhamente até hoje não denunciou o “homem forte do PSB” e do fornecimento de gêneros alimentícios em Pernambuco. O filho de Romero Pontual, mais conhecido como Romerinho, é dono da empresa Casa de Farinha, que fornece ou forneceu merenda escolar para as Prefeituras do Recife, Ipojuca, Santa Cruz do Capibaribe, Cabo de Santo Agostinho, Moreno, Paulista, Secretaria de Educação, Hospital dos Servidores do Estado, Secretaria de Planejamento e Gestão, FUNASE, Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Fundo Estadual de Assistência Social.

OPERAÇÃO COMUNHEIRO
A expectativa pelas próximas fases da Operação Comunheiro, da Polícia Civil de Pernambuco está tirando o sono de muito Prefeito pernambucano. É que com o desenrolar das investigações a Polícia já sabe que o esquema de espalhou feito um câncer em metástase por quase todos os municípios do Estado e que tem empresários e políticos graúdos por trás dos laranjas que foram pegos nas primeiras fases. Delações premiadas não são descartadas.

AGÊNCIAS OU LAVANDERIAS?

A prisão dos marqueteiros André Gustavo e Antônio Carlos Vieira, da Arcos, empresa que aparece como uma espécie de lavanderia de propinas para vários políticos pernambucano traz à baila o debate sobre os milhões repassados por prefeituras, Estados e governo federal a essas empresas supostamente para a prestação de serviços de divulgação de ações governamentais. Não raro as mesmas empresas que são contratadas para fazer as campanhas dos candidatos aparecem vencendo as licitações para os contratos milionários de seus governos. Uma feliz coincidência.

DELAÇÃO À VISTA?
Procuradores ligados à Lava Jato, em Curitiba afirmaram, ontem, em entrevista, que com a prisão dos marqueteiros da Arcos, os esquemas de corrupção envolvendo figurões da política pernambucana serão finalmente desvendados no âmbito daquela Operação. É que, segundo os procuradores, a empresa apenas utilizava a fachada de agência de publicidade para operar como lavanderia para políticos pernambucanos e com a prisão dos sócios da “lavanderia” poderão ser facilmente identificados.


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