MORO USA REFORMA TRABALHISTA PARA ABAFAR CONDENAÇÃO SEM PROVAS CONTRA LULA


O juiz federal Sérgio Moro escolheu o primeiro dia após o Senado aprovar a Reforma Trabalhista que retira direitos históricos da classe trabalhadora para divulgar a sentença pela qual condena o ex-presidente Lula da Silva pelo caso do Triplex no Guarujá.

Segundo o entendimento de Moro, Lula teria cometido os crimes de corrupção passiva e lavagem de capitais ao receber um triplex na Praia do Guarujá da Construtora OAS. Por tal razão, o juiz paranaense condenou Lula a uma pena de nove anos e seis meses em decisão sujeita ainda a recurso.

O estranho da condenação é que a propriedade ou posse do imóvel jamais foram transferidas pela construtora a Lula, que era utilizado, inclusive, como garantia de empréstimos obtidos pela OAS, junto ao mercado financeiro, não havendo, portanto, como imputá-lo a Lula.

Afirma Moro, que a suposta propina, o triplex, que jamais passou à propriedade ou mesmo à posse de Lula, seria fruto do contrato da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, obra bilionária, cujas delações dos executivos da Odebrecht revelam que lhes fora pedido só pelo então presidente da Copergás, Aldo Guedes, para o então governador de Pernambuco, a bagatela de R$ 90 mihões, pelo simples fato da obra ser instalada no território de Pernambuco. Ao final, a propina para Aldo Guedes, representante do ex-governador de Pernambuco, na negociata de Abreu e Lima, ficou em R$ 15 milhões. Observe-se que esse valor, acertado pela Odebrecht, deveria ser pago por esta e também pela OAS. O Dr. Moro, então, quer forçar a barra e nos fazer crer que um presidente da República, acaso fosse se corromper em uma obra dessa magnitude, fá-lo-ia em troca de uma mero apartamento de veraneio numa praia popular do litoral paulista? Tenha dó, Dr. Moro!

Lula não está inelegível e não ficará. O TRF haverá de reformar a injusta e mal alinhavada, apesar de prolixa sentença. Difícil mesmo é saber se a escolha da data da condenação de Lula tenta abafar o impacto da aprovação da reforma que deforma direitos ou se tenta esconder a si mesma tamanho é o escândalo da injustiça cometida pelo Inspetor Javert da Lava Jato.

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