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terça-feira, 11 de julho de 2017

NEM ARMANDO MONTEIRO, NEM FBC SERÃO CANDIDATOS AO GOVERNO DE PERNAMBUCO EM 2018

FBC e Armando Monteiro


As candidaturas de Armando Monteiro Neto e de Fernando Bezerra Coelho para o governo de Pernambuco, em 2018, apesar de serem divulgadas como "pule de 10" por seus aliados, na verdade não serão levadas adiante porque não têm condições para derrotar a força da máquina dirigida por Paulo Câmara e nem Armando, nem FBC querem encarar uma derrota para Câmara a quem costumam reservar a pecha de um gestor fracassado e que só chegou ao poder por força de uma comoção coletiva pela morte de seu líder. Vencendo Câmara sem Eduardo, qual será a desculpa dos derrotados?


Para Armando Monteiro, além de uma segunda derrota consecutiva, seria o enterro de sua carreira política, já que implicaria em ficar sem nenhum mandato, pois para disputar o governo de Pernambuco, teria que abrir mão de renovar o mandato de senador.

Para Fernando Bezerra Coelho, o problema é de outra natureza. É que a probabilidade de FBC ficar inelegível em razão dos processos criminais que responde, perante o Supremo, inclusive relacionados com a Operação Turbulência e a Lava Jato, onde as decisões já são definitivas, é muito grande. Além disso, o próprio mandato de FBC é creditado na conta da comoção pela morte repentina de Campos, em fatídico acidente aéreo. Se naquele momento, o hoje senador surfava na comoção da perda do líder maior do PSB, partido que está em vias de abandonar, hoje aparece como denunciado criminalmente como um dos envolvidos na lavagem dos recursos oriundos de corrupção utilizados para a compra do jatinho onde Eduardo morreu. A diferença, portanto, entre os dois momentos é gritante e só não chama a atenção dos que não querem ver.

Armando Monteiro já está ciente de que não contaria com o ex-presidente Lula em seu palanque, o que tornaria a candidatura ao governo de Pernambuco uma aventura ainda mais perigosa. É que independentemente de quem seja o candidato ou candidata do PT ao governo de Pernambuco - e tudo indica que a candidata será a vereadora Marília Arraes, que já teria, inclusive, sido avalizada não apenas por Lula, mas por diversos outros nomes do próprio PT de Pernambuco, que disputarão mandatos em 2018 e precisam de um nome forte na majoritária e identificado com as bandeiras históricas do PT para lhes garantir boas votações, o que não é o caso de Armando Monteiro, que votou a favor das reformas e ainda se orgulha de fazê-lo -, já existe a avaliação, dentro do próprio PT, de que uma coligação com o PTB que integra o governo Temer e vota em peso com os projetos antipovo desse governo, redundaria num fracasso ainda maior, para o Partido dos Trabalhadores, do que aquele observado nas eleições de 2014, quando serviram apenas de cauda para os deputados que hoje votam contra as pautas historicamente defendidas pelo próprio PT, já que naquelas eleições, ao apoiarem a candidatura de Armando Monteiro não conseguiram eleger sequer um único deputado federal.

Uma das candidaturas mais fortes na disputa por um mandato de deputado federal, pelo PT, é a do presidente da CUT, Carlos Veras, que tem liderado todos os atos contrários às reformas que têm sido defendidas e aprovadas, por votos no Congresso, inclusive, tanto por Armando Monteiro, quanto por deputados que lhe batem continência, muitos, repita-se, com apaniguados ocupando cargos no governo Temer. Está claro, portanto, que defender que o PT apoie uma candidatura como a de Armando Monteiro é sabotar o próprio PT, quando este tenta se reerguer e recuperar seu protagonismo no cenário político-eleitoral pernambucano. É sabotar a candidatura de pessoas como Carlos Veras, por exemplo, que preside uma Central que está nas ruas combatendo as reformas defendidas por Monteiro. Qual o interesse que pode haver por trás de alguém que está no PT e sabota os próprios companheiros e o próprio Partido? Cabe ao PT decifrar seus próprios enigmas.

Para além disso, Armando Monteiro já trabalha a candidatura do filho Armando Bisneto a uma vaga na Câmara Federal. Se fosse candidato ao governo não poderia lançar o próprio filho como deputado federal, pois criaria uma enorme dificuldade com os demais candidatos de sua chapa, dada a situação privilegiada em que estaria posicionado o herdeiro. Nem Eduardo se deu a tal ousadia. Quando lançou seu projeto de ser candidato à presidência da República, a primeira coisa que fez foi abortar a candidatura do filho, João Campos, a uma vaga no Parlamento, em nome das alianças que precisava fazer para viabilizar sua própria candidatura, a exemplo da eleição do arquiinimigo de seu avô, Jarbas Vasconcelos, que sem o apoio de Eduardo, hoje nem deputado federal seria.

Por isso, Armando Monteiro deve repetir a estratégia do próprio Fernando Bezerra Coelho e ao mesmo tempo em que disputará uma das cadeiras para o senado, tentará fazer do filho deputado federal, garantindo um herdeiro na política.

Conforme já dissemos aqui, Fernando Bezerra Coelho não será candidato e não será porque está mergulhado em praticamente todas as delações e inquéritos que envolvem corrupção em Pernambuco. E, como dito acima, corre sério risco de ficar inelegível em razão dos processos que já responde perante o Supremo.

Rodrigo Maia deve garantir legenda
para que Fernando Filho dispute o governo
de Pernambuco em 2018
O candidato tanto de Armando Monteiro, quanto de FBC, quanto de Mendonça Filho, quanto de Bruno Araújo, será Fernando FIlho, tido como um coringa, por ser jovem, ficha limpa e incorporar a imagem de empreendedor conquistada propositadamente a partir de sua colocação em um ministério estratégico como o das Minas e Energia. Só ingênuos para acreditar que a titularidade de um ministério como o das Minas e Energia seria desperdiçada pelos Bezerra com a mera renovação de um mandato de deputado federal. Fernando Filho não tem idade para disputar uma vaga no senado, pois ainda não tem 35 anos, mas para a disputa do governo de Pernambuco contra um desgastado Paulo Câmara, Fernandinho, como é chamado, tem idade suficiente e mais que isso, tem também um ministério bilionário, coisa que Armando Monteiro não tem. 

5 comentários:

  1. Tudo acaba sendo uma questao de dinheiro para campanhas milionarias. Torço muito por Marilia para que passe por essa prova de fogo ja que possui boa capacidade tecnica e política. Conheco tambem a força do dinheiro e da maquina que reelegeu Geraldo Julio o que deixou parte da militancia dispersa e desacreditada..

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  2. Com a situação em que Pernambuco se encontra, se transformou em rios de sangue, das vidas ceifadas, pela causa da omissão do Estado na Segurança Pública, etc, etc, etc...
    Se Paulo Câmara, vier a ser reeleito, Governador do Estado.
    Posso afirmar que, os pernambucanos em sua maioria, "SÃO UM POVO DESQUALIFICADO"...

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  3. É Marília Arraes 2018. O resto é entulho, lixo.

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