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sexta-feira, 21 de julho de 2017

PREFEITURA DO RECIFE ENTRE AS QUE CONTRATARAM EMPRESAS QUE FORNECIAM CARNE PODRE PARA ESCOLAS E HOSPITAIS DA REDE PÚBLICA, REVELA G1 PE






Matéria do G1 PE (leia AQUI) revela que a Prefeitura do Recife figura entre as seis prefeituras da Região Metropolitana e Mata Norte do Estado que teriam contratos com a organização criminosa desarticulada pela Operação Comunheiro II, deflagrada na manhã de hoje (21), que fornecia alimentos estragados, inclusive carne com prazo de validade vendido para escolas das redes municipal e estadual de ensino, bem como para hospitais públicos.

As empresas formavam um conluio para fraudar licitações junto a prefeituras e ao governo do Estado e para lavar os recursos obtidos ilicitamente com esses contratos que, de acordo com levantamentos preliminares da Secretaria de Defesa Social já chegam a R$ 40 milhões, dos quais R$ 38 milhões teriam sido pagos a apenas uma das nove empresas investigadas.

De acordo com o Chefe da Polícia Civil de Pernambuco,  Joselito Kerhle, “primeiro, os envolvidos nos crimes de fraude em licitação e lavagem de dinheiro ofereciam amostras de boa qualidade para as prefeituras. Depois, entregavam produtos fora do prazo e com data adulterada. Era carne podre”. Joselito Kerhle informou, ainda, ao G1PE que foram presos empresários responsáveis por nove empresas envolvidas em fraudes em licitações em pelo menos seis prefeituras: Recife, São Lourenço da Mata e Itamaracá, na Região Metropolitana, além de Paudalho, Buenos Aires e Carpina, na Zona da Mata Norte. 

Além dos responsáveis pelas empresas, também foram alvo da operação e estão detidos servidores e ex-servidores da Câmara de Vereadores de Carpina e da Prefeitura de Buenos Aires, que participavam efetivamente do esquema de fraudes. 

De acordo com o Chefe da Polícia Civil, o valor arrecadado com as organização criminosa, pelos contratos fraudulentos era de 15% do total do dinheiro entregue pelo poder público.


Foram cumpridos sete mandados de prisão e também 26 mandados de busca e apreensão, além de 12 de condução coercitiva, quando as pessoas são levadas para prestar depoimento. Todos foram expedidos pela Justiça em Carpina, na Zona da Mata Norte. 

A 'Comunheiro II' é a 26ª operação de repressão qualificada deste ano. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e a decretação judicial da proibição das empresas citadas contratarem com o poder público. 

As investigações foram realizadas pela Delegacia de Crimes Contra a Administração e Serviços, sob a presidência do delegado Izaias Novaes. Participam da ‘Operação Comunheiro II’ 170 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, além de auditores do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE). 

Durante a primeira fase da Operação Comunheiro, ocorrida no dia 17 de março deste ano, a polícia investigou um esquema de lavagem de dinheiro e fraude de licitação em Pernambuco. Três pessoas foram presas. O grupo utilizaria “laranjas” para fraudar e ganhar licitações em diversos municípios, com desvios que podem superar R$ 13 milhões. 


As investigações tiveram início a partir de uma fiscalização feita pelo Tribunal de Contas de Pernambuco desencadeada  em Prestações de Contas da Câmara Municipal de Carpina (Processo TC nº 15100287-3).

O trabalho, que teve a relatoria da conselheira Teresa Duere, resultou na abertura de procedimentos investigatórios pelo Ministério Público do Estado e de inquérito administrativo na Caixa Econômica Federal para apurar a responsabilidade do gerente em indícios de favorecimento às ilicitudes cometidas pelos agentes públicos.

As investigações foram efetuadas pela Delegacia de Crimes Contra a Administração e Serviços Públicos - DECASP da Diretoria Integrada Especializada - DIRESP, sob a presidência do delegado Izaias Novaes, assessorados pelo Núcleo de Inteligência da DECASP e Diretoria de Inteligência da Polícia Civil-DINTEL.

Na execução do trabalho operacional, participaram 170 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, além de auditores do TCE. A operação acontece nas cidades de Recife, Carpina, Olinda, São Lourenço da Mata, Paudalho, Buenos Aires e na ilha de Itamaracá.

A operação é supervisionada pela Chefia de Polícia Civil e coordenada pela Diretoria Integrada Especializada-DIRESP. A investigação contou com o apoio do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco-TCE e Controladoria Geral da União-CGU.

*Com informações do G1 PE e da Gerência de Jornalismo do TCE/PE e da SDS.

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