SAIBA QUEM É O MILIONÁRIO VERDADEIRO DONO DA EMPRESA APONTADA COMO PRINCIPAL INVESTIGADA COMO LÍDER DA MÁFIA DA MERENDA PELA OPERAÇÃO "MATA NORTE" E QUE JÁ FOI PRESO POR SONEGAÇÃO, MAS QUE HOJE É UM DOS HOMENS MAIS PODEROSOS DO ESTADO DE PERNAMBUCO





A Operação "Mata Norte" da Polícia Federal, a pretexto de investigar fraudes numa licitação no Município de Lagoa do Carro, durante a gestão do ex-prefeito daquele Município, Severino Jerônimo da Silva, do PSB, trouxe à tona  a existência de uma organização criminosa, formada por uma rede de "laranjas", que além de  montar licitações em prefeituras municipais pelo interior do Estado de Pernambuco, desviando verbas federais, para fornecimento de gêneros alimentícios para escolas, unidades prisionais e de ressocialização de menores, também  expandiu seus tentáculos criminosos por diversas secretarias  do governo de Pernambuco e órgãos federais, para fornecer, sem licitação,  filtros para purificação de água, cobertores e até garrafões de água mineral para atingidos pelas enchentes nos Municípios da Mata Sul, cestas básicas e outros materiais utilizando-se inclusive de cartões corporativos de Ministérios postos à disposição da Defesa Civil.

Olha a prova:











Mas quem estaria à frente dessa rede de "laranjas" e como o cabeça ou cabeças dessa verdadeira organização criminosa poderiam ter acesso a esses contratos milionários sem serem molestados pelos órgãos de controle se não contassem com o manto protetor e quem sabe até a sociedade "oculta" de influentes figuras da política local é o que têm se perguntado os investigadores da Polícia Federal, a cada novo fio que se desenrola desse gigantesco novelo de corrupção, em que se transformaram as contratações no Estado de Pernambuco, cujas águas parecem desaguar sempre para o mesmo mar (de lama).

As empresas FJW EMPRESARIAL LTDA - ME, RADAR MERCANTIL LTDA - ME, ELIAB AMERICO COUTINHO ME (COMERCIAL AMÉRICO), GABRIEL SEVERINO DA SILVA ME (GS COMERCIO), que foram alvo da Operação "Mata Norte, da Polícia Federal, realizada em Pernambuco, no último dia 21 de setembro, do corrente ano têm um ponto em comum que chama atenção, isso nós já demonstramos em postagem anterior, mas não custa relembrar: todas elas são beneficiárias de contratos com secretarias e órgãos ligados à Segurança Pública, à Ressocialização de presos ou menores infratores do Estado de Pernambuco, quase todos milionários.


A Operação Mata Norte resultou, segundo a assessoria de Comunicação da Superintendência da Polícia Federal, na prisão de nove pessoas apontadas como envolvidas em fraudes em licitações na cidade de Lagoa do Carro, quais sejam, SEVERINO JERÔNIMO DA SILVA (conhecido como "Jailson do Armazem", ex-prefeito de Lagoa do Carro, pelo PSB e já recolhido ao COTEL), SILVIA MARIA SANTOS PORTO (ex-secretária de Educação de Lagoa do Carro, já recolhida à Colônia Penal Feminina do BOM PASTOR), ADEILDO MARQUES DOS SANTOS JÚNIOR (Pregoeiro de Lagoa do Carro e recolhido ao COTEL), TACIANA SANTOS COSTA (responsável pela empresa FJW e recolhida à Colônia Penal Feminina do BOM PASTOR), JOÃO HENRIQUE DOS SANTOS (recolhido ao COTEL), RICARDO HENRIQUE REIS DOS SANTOS (recolhido ao COTEL); CARLOS EDUARDO BRITO DE ALBUQUERQUE (proprietário da empresa C & R Mercantil, recolhido ao COTEL), ELIAB AMÉRICO COUTINHO (dono da ELIAB AMERICO COUTINHO ME (COMERCIAL AMÉRICO, recolhido ao COTEL) e JULLY ANNE DE MORAIS BARROS (representante da empresa RADAR, cuja prisão foi relaxada após a audiência de custódia realizada na Justiça Federal).

Já o empresário Gabriel Severino Silva, conhecido como "Gabriel Planta", proprietário da empresa G. S. Comércio (Razão Social: Gabriel Severino da Silva - ME), CNPJ 07.211.531/0001-72, com sede em Nazaré da Mata, foi alvo de condução coercitiva. Após prestar esclarecimentos sobre a participação de sua empresa no certame, foi liberado.

Mas precisávamos, ainda, saber quem era um certo RICARDO PADILHA, apontado por nossos infalíveis "Olheiros" como o verdadeiros dono da FJW, cujo poderio impressionou até a Polícia Federal (Leia AQUI) e cuja representante Taciana Santos Costa está presa no Bom Pastor, depois que a Justiça Federal manteve sua prisão em audiência de custódia. Essa empresa, com sede em Paulista, teria como dono um certo MAURICIO ALVES MARTINS. Ricardo Padilha seria um conhecido doador de campanhas eleitorais, que tem afirmado que "não cai" porque se cair leva junto quem "recebeu". 


Conforme já esperávamos nossos "Olheiros" mais uma vez não nos faltaram e nos trouxeram todas as informações necessárias a desvendar quem é Ricardo Padilha ou Ricardo José Padilha Carício, uma espécie de "concorrente" de Romero Pontual no lucrativo negócio da Merenda em Pernambuco, conforme demonstraremos por meio de informações obtidas, como sempre, por fontes oficiais e por nossos "olheiros" que transformaram nosso Blog no mais bem informado do Estado de Pernambuco e fonte fidedigna de notícias.

"Veja onde foi parar a merenda!", provocou um de nossos "olheiros" ao nos revelar que Ricardo Padilha hoje é um homem tão rico que além de possuir um jatinho, ainda se deu ao luxo de emprestar R$ 12 milhões para financiar a campanha de um determinado candidato a governador de determinado Estado, empréstimo que teria sido garantido mediante cheques passados por um deputado federal, a pedido de um secretário estadual presidente de um Partido da base governista desse governador. Padilha estaria, inclusive, constituindo sociedade em um posto de gasolina em Goiana com esse secretário de Estado, que é deputado federal licenciado. O empréstimo teria recebido garantia "moral" de um prefeito da Região Metropolitana do Recife, entretanto, até agora, dos R$ 12 milhões, "apenas" R$ 8 milhões teriam sido pagos. "O homem é rico mesmo! Mas cadê a origem da riqueza?", questiona nossa fonte, indignada - e com razão!


Ricardo José Padilha Carício, mais conhecido como RICARDO PADILHA, que teve seu escritório visitado pela Polícia Federal para cumprimento de mandado de busca e apreensão no bojo da Operação "Mata Norte", no último dia 21 de setembro, por ser o verdadeiro dono da empresa FJW, já foi preso pelo Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil, em 14 de abril de 2009, no âmbito da Operação "Ouro Branco" de combate à sonegação fiscal, sendo ali apontado como chefe de uma organização criminosa acusada de comercializar farinha de trigo e queijo sem nota fiscal. 

Ricardo Padilha em 2009, no momento em que é conduzido algemado
à sede do GOE, preso por sonegação fiscal no âmbito da Operação "Ouro
Branco"

Assistam a seguir o vídeo com a prisão de RICARDO PADILHA, dono da FJW, empresa que obteve mais de R$ 23 milhões em contratos com a Casa Militar, para fornecimento de filtros para as vítimas das enchentes da "Mata Sul", tudo sem licitação. A matéria é do Jornal do Meio Dia da TV Jornal SBT, feita em abril de 2009:





Um mês antes, a Comissão Executiva da Câmara dos Vereadores do Recife, por uma Portaria assinada pelo Primeiro Secretário, Augusto Carreras, nomeou Ricardo Padilha como assessor da Câmara do Recife. Confiram:  



Pelos crimes apurados na Operação "Ouro Branco", o dono  informal da FJW, Ricardo José Padilha Carício, responde ao processo criminal nº 0000950-08.2008.8.17.1480, por crime contra a ordem tributária e adulteração de mercadoria (farinha de trigo) e que tramita perante a Primeira Vara Criminal de Timbaúba, esperando que o Juiz daquela Comarca julgue o processo, juntamente com os demais réus que foram presos junto com ele naquela Operação.

O interessante no conteúdo desse processo que está em vias de prescrever como já prescreveu um outro processo em que o mesmo Ricardo Padilha respondia por estelionato, falsidade ideológica e formação de quadrilha, perante a 8ª Vara Criminal da Capital (0119203-32.2005.8.17.0001) é a leitura dos depoimentos dos co-réus, donde se pode perceber que o dono (de fato) da FJW tem o hábito de criar "sociedades informais" com terceiros, a exemplo de moinhos no Paraná. Domingos Barbosa da Silva Filho, um dos presos juntamente com Ricardo Padilha na Operação "Ouro Branco", revela em depoimento ao Juiz de Timbaúba, onde teria uma fazenda, que ele e Padilha seriam sócios "informais" em um moinho no Paraná e que esse moinho seria em nome de um irmão do próprio Domingos, já que este estaria com o "nome sujo":"que realmente era sócio de um moinho de farinha de trigo no Estado do Paraná, na cidade de Bom Sucesso do Sul, juntamente com Luiz Carlos e Ricardo Padilha, sendo que figurava o nome do seu irmão como sócio mas, na verdade, era tão somente porque ele, Domingos, estava com o nome sujo e não podia figurara na sociedade; que adquiria a farinha no Paraná, moía e vendia no Estado da Paraíba e Rio Grande do Nortes através de Jodevan, ele próprio e Luiz Carlos também faziam o mesmo papel; que duas ou três vezes teve caminhão de farinha de trigo apreendido pelo fisco; que certa vez dois caminhoneiros que vieram iam demorar a descarregar na Paraíba e pressionaram o interrogando e ele acabou cedendo para que a mercadoria fosse descarregada aqui em Timbauba na fazenda dela para depois prosseguir vigem; que dois dias após esse descarregamento a fiscalização chegou e apreendeu tudo; que o imposto pela apreensão foi pago pelo próprio cliente e eles descontaram a diferença na venda; que Marcos nunca trabalhou para o interrogando e nem para a empresa; que não tem a quem atribuir a nota fiscal falsa que apareceu na historia e nem quem a elaborou;"

Noutro trecho reafirma: "que o moinho localizado em Bom sucesso do sul, Paraná, era uma sociedade informal entre o interrogando, Luiz Carlos e Ricardo Padilha; que a sociedade era em partes igualitárias, que cada um dos sócios pagou a importância igual de duzentos mil reais; que o interrogando desempenhava mais o papel de compra de grãos e algumas vendas no estado do rio grande do norte, enquanto que Ricardo ficava com a parte financeira e Luiz Carlos vendia na Paraíba e Rio Grande do Norte; que por ocasião da apreensão da farinha na sua fazenda disse aos ficais que ela não era sua e que a mercadoria descarregada em sua fazenda tinha como destino Campina Grande/PB; eu a mercadoria iria realmente para Paraíba; que os três sócios se reuniram e decidiram vender a mercadoria a um cliente que se responsabilizou pela liberação dos bens e eles receberam o restante; que ninguém explicou que poderiam recorrer administrativamente daquela medida; que optou por vender a mercadoria para "ficar limpo"; que não tem conhecimento de nenhum laudo ou pericia da AGEVISA que a farinha apreendida em sua propriedade estivesse adulterada;"

O empresário Ricardo Padilha é bastante conhecido em Timbaúba por suas estreitas ligações com o deputado federal e ex-prefeito da cidade, Marinaldo Rosendo, não sendo de se estranhar que tenha buscado naquela cidade sócios para seus negócios informais.

Mas depoimentos colhidos no processo antes mencionado  do qual o empresário se livrou de uma condenação superior a seis anos pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e formação de quadrilha, por prescrição, também demonstram o costume de Ricardo Padilha constituir empresas informais. Trata-se do processo 0119203-32.2005.8.17.0001. O interessante nesse caso é que o próprio Ricardo Padilha confessa o costume de adquirir empresas só "de boca". Vejam o que ele mesmo afirma em seu depoimento pessoal nesse processo: "que existe um processo contra a Empresa Catalunia de busca e apreensão por conta da farinha de trigo descrita nos autos, comprada à Empresa R. C. Moreira Comércio Ltda; que na época era proprietário de fato da Empresa Catalunia; que o proprietário de direito da Catalunia era o denunciado Ricardo Luiz e Silva Alves; que das testemunhas arroladas na denúncia conhece José Juraci de Souza, nada tendo a alegar contra o mesmo e a vítima Tarcísio Talma só conheceu depois desses fatos; que não conhece as demais testemunhas; que confirma todas as suas declarações prestadas perante a autoridade policial às fls. 133 e 134 dos autos; que o interrogando foi proprietário da Empresa Catalunia, de fato por um período de mais ou menos seis meses; que hoje não é mais proprietário de fato desta empresa; que voltou a empresa para os seus antigos proprietários, ou seja, Ricardo Luiz e Silva Alves e Roberto Cavalcanti Siqueira, ora denunciados; que não conhece as pessoas de nome Wellington Pereira Delmas e José Roberto da Silva, porém sabe informar que eles foram os antigos proprietários da Empresa Catalunia pertencente a Ricardo Alves; que Roberto Cavalcanti é o sócio de Ricardo Alves, porém não o conhece; que o contrato entre o interrogando e o denunciado André Queiroz foi um contrato verbal sob os seguintes pontos: que o André Queiroz faria a venda com os clientes que ele possuía, vendas essas de farinha de trigo; que posteriormente André arrecadava os cheques pré-datados ou à vista, e entregava ao interrogando, onde o interrogando repassava a comissão das vendas ao André Queiroz;"



De se estranhar que alguém com esse histórico de processos criminais tenha sido agraciado com tantos contratos milionários e sem licitação com órgãos como a Casa Militar, a Secretaria de Ressocialização e que goze de tanto prestígio com políticos tão próximos ao governador Paulo Câmara, a exemplo do prefeito Geraldo Júlio, com quem também conseguiu um contrato para fornecimento de cestas básicas, mediante uma adesão a uma Ata de Registro de Preços justamente de um Pregão da Casa Militar e com recursos federais, é claro!



Segundo nossas fontes, se alguém considerava Romero Pontual o homem forte do PSB é porque nunca tinha ouvido falar em Ricardo Padilha, o homem forte de muitos Partidos. 

Comentários

  1. Essas fortunas, em Timbaúba, etc, etc, etc, um dia apareceria a verdade.
    E os Gestores da Casa Militar, como ficam nessa história.
    Que P$B danadinho por dinheiro.
    A "ROCINHA-RJ", é café pequeno, diante dessa ORCRIM P$B pernambucana...
    Meu Deus!
    Tem muito mais coisas na lama, do que podemos imaginar.

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  2. O brasil é um país muito rico, pobres e podres são seus políticos.

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  3. Noélia, boa noite
    Quando você se refere que a empresa Eliab Américo possui contrato milionário com a segurança pública a que contrato em questão você está falando?

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    1. O contrato que essa empresa tem com órgão da Segurança Pública é com o Corpo de Bombeiros.

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    2. Então a Sra. está afirmando que este contrato que a empresa Eliab Americo Coutinho - ME possui com o corpo de bombeiros é fraldado?

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    3. "Fraldado" se fosse um contrato para fornecimento de Fraldas, mas não era. Entretanto, quem considera que há indícios de fraudes em todos os contratos dessas empresas cujos donos foram presos nessas operações não sou eu, mas a Polícia Federal e o próprio TCE que acaba de notificar prefeituras e demais órgãos para que revisem esses contratos e os rescindam. O dono dessa empresa, que é seu parente, foi preso por participar de licitação fraudada. Preocupe-se em contratar um bom advogado que é mais produtivo do que vir aqui me inquirir sobre as práticas delituosas imputadas pelas autoridades ao seu parente. Quem foi preso por cometer crimes não fui eu. Pergunta la na Polícia Federal Eliaquim AMERICO se eles acham o contrato da empresa do teu parente com o CORPO de BOMBEIROS fraudado?

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  4. Isso nao é mais um Blog e sim, um verdadeiro instrumento investigativo de informação plena de credibilidade.
    Parabéns a nossa líder Noelia Brito e aos seus expert "olheiros", eu um aprendiz ainda.

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  5. Esse contrato é fraudulento?
    é isso que a Sra. está afirmando?

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    Respostas
    1. Mas já que você está tão incomodado, vou fazer o levantamento de todos os contratos e participações da Eliab Américo em licitações com prefeituras no Estado e pedir pra Polícia Federal investigar. Vou protocolar pessoalmente um pedido de investigação. São 122 participações em licitações (empresas participam muitas vezes para perder, em conluio com outras, isso foi o que ocorreu em Lagoa do Carro com algumas empresas investigadas) e R$ 1,4 milhão recebidos de diversas prefeituras. Eu nem estava preocupada com essa empresa, mas diante da sua insistência em me incomodar, penso que alguma coisa deve ter por trás disso.

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    2. Fique a vontade minha querida, obrigado por responder a minha pergunta.

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  6. Não tenho bandido preferido: cadeia para TODOS

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