Registro Espúrio: Sindicalista denunciou "compra" de registro sindical por R$ 10 milhões para que sindicato de Minas Gerais tivesse exclusividade no transporte de veículos da Fiat, fabricados em Goiana. Leiam depoimento à PF na íntegra.

Governador Paulo Câmara e deputado estadual Aluizio Lessa, do PSB, receberam o empresário e prefeito de Betim, Vitorio Mediolli, para tratar de interesses empresariais de Medioli em Goiana. Em http://www.aluisiolessa.com.br/clipping/ver/1574/Pernambuco_recebe_investimento_em_logistica



Matéria da Folha de São Paulo publicada hoje revela que um Relatório da Polícia Federal aponta que servidores do Ministério do Trabalho fraudavam pareceres e não respeitavam as exigências legais para atender a pedidos do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun. Segundo os investigadores, Marun pedia, por intermédio de sua chefe de gabinete, Vivianne Lorenna de Melo, facilidades para sindicatos do Mato Grosso do Sul, onde possui sua base eleitoral.

As mensagens suspeitas foram interceptadas pelos investigadores em maio, poucos dias antes da deflagração da Operação Registro Espúrio, que desarticulou um esquema de venda de registros sindicais no Ministério do Trabalho e resultou na queda de Helton Yomura, então ministro responsável pela pasta.

A Registro Espúrio foi deflagrada pela Polícia Federal contra parlamentares do PTB e do Solidariedade e servidores ligados a estes por suspeitas de envolvimento na venda de registros sindicais.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o relatório sobre a investigação, aponta que o então coordenador-geral de Registro Sindical, Renato Araújo, repassava as demandas feitas por Marun a Jéssica Mattos, que produzia os documentos fraudulentos para as entidades sindicais que "possivelmente ofereceram vantagens indevidas" a Marun.

Sobre as mensagens interceptadas, a Polícia Federal destaca que "o teor do diálogo revela o que foi comprovado nesta investigação. As manifestações são 'fabricadas' de modo a atender interesses privados, com diuturna ofensa aos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade".

Com base nas mensagens interceptadas, a PF chegou a solicitar mandados de busca e apreensão contra Marun e sua chefe de gabinete, mas o pedido foi negado pelo ministro e relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

O Blog da Noelia Brito teve acesso à íntegra do Termo de Declarações prestadas pelo presidente do Sintraveic, José Milton de Freitas, no IPL nº 0694/2017-4 - SR/PF/DF à Polícia Federal, na sede do órgão, em Brasília, no dia 05 de junho de 2018, pouco antes da Polícia Federal desencadear a 3ª fase da Operação Registro Espúrio, contra fraudes na concessão de registros sindicais.

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Ex-deputado do PSDB é condenado por lavagem

De acordo com o documento, José Milton de Freitas teria assumido a presidência do Sintraveic por determinação judicial, após toda a direção anterior ter renunciado a seus mandatos "motivada por venda do sindicato para Carlos Roesel, presidente do SINTRAUTO".


De acordo com o presidente do Sintraveic, em depoimento à Polícia Federal, no Distrito Federal, "a carta sindical do Sintrago foi adquirida mediante pagamento de propina aos servidores da SRT, do Ministério do Trabalho, liderados pelo LEONARDO CABRAL e que isso teria ocorrido em junho de 2016". Leonardo Cabral que segundo a Polícia Federal, seria ligado ao Partido Solidariedade, foi preso preventivamente, por determinação de Fachin, na Operação Registro Espúrio (Confiram em Mensagens indicam propina de R$ 300 mil por registro sindical, diz PF e https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/2017-terminaremos-ricos-hehehe-disse-servidor-do-trabalho-preso-na-registro-espurio/ ). 

Segundo, ainda, José Milton, o Sintraveic teria adquirido seu próprio registro sindical mediante o pagamento de R$ 400 mil, de acordo com o que lhe informara seu ex-presidente, Roberto Augusto Francisco, que também depôs perante a Polícia Federal, tendo sido entregue cópia do seu depoimento ao delegado que fez a oitiva de José Milton.

José Milton ainda revela que "a carta sindical do SINTRAGO foi adquirida mediante pagamento de propina aos servidores da SRT, do Ministério do Trabalho, liderados por Leonardo Cabral". Ainda de acordo com o depoente José Milton (processo administrativo 46213.019926/2015-69, em meados de 2015, e informaram ao Ministério do Trabalho, para que fosse liberado o registro sindical do SINTRAGO, já que a base sindical era do Sintraveic, o o SINTRAGO, a princípio, não faria jus a essa carta;"

A suposta compra da base sindical e do registro sindical para o Sitrago, segundo, ainda, José Milton em seu depoimento à Polícia Federal, "teria custado R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais), que teriam sido pagos pelo VITÓRIO MEDIOLLI a alguém do Ministério do Trabalho".


Em razão desse acordo, que teria sido revelado a José Milton, pelo ex-presidente do SINTRAVEC, Roberto Augusto, o Ministério do Trabalho cassou o registro do Sintraveic e entregou a base sindical de Goiana, onde se encontra instalada a Fábrica da Fiat, em Pernambuco, ao SINTRAGO. Alvo de pelo menos três ações para sua extinção, uma delas assinada, inclusive, por um procurador do Trabalho de Pernambuco, chamado Aluízio Aldo Silva Junior, o Sintraveic, sob a presidência do denunciante, ganhou as ações e recuperou seu registro, tendo "a última sentença saído agora em maio de 2018; QUE a sentença anulou o registro fraudulento do SINTRAGO.

Denuncia ainda que "Leonardo Cabral e os demais comparsas orientam aos sindicatos interessados em 'comprar' os registros para que ingressem com mandados de segurança ou ações cautelares contra a União (Ministério do Trabalho), a fim de que a ordem cronológica dos pedidos seja burlada".




O presidente do Sintraveic ainda revelou que "foi chamado, em 2014, enquanto estava com outros líderes sindicais na Câmara dos Deputados, por CARLOS ROESEL vulgo "Zóio", presidente do SINTRAUTO - Sindicato de Transportes de Veículos do Estado de Minas Gerais, tendo este se identificado também como assessor do Deputado Federal NELSON MARQUEZELLI, para uma reunião informal no café da Câmara; QUE ROESEL apresentou documentação (relativa a CNPJ) do SINTRAGO - Sindicato dos Transportadores de Veículos do Município de Goiana-PE, se dizendo 'dono' do SINTRAGO e lhe fazendo uma proposta de lhe garantir direitos para que doze caminhões tipo cegonha pudessem transportar veículos junto à montadora FIAT, alegando, ainda, que referidas vagas pertencem ao grupo SADA, cujo proprietário é o VITORIO MEDIOLLI, atual prefeito de Betim-MG, ex-deputado federal, de nacionalidade italiana, que seria o verdadeiro interessado na carta sindical do SINTRAGO". Em outro trecho de suas declarações, José Milton já firmara que fora Mediolli o responsável pelo pagamento de R$ 10 milhões a funcionários do Ministério do Trabalho, para a "compra" da carta sindical do SINTRAGO, que lhe garantiu a base sindical no Município de Goiana, até que a justiça garantiu esse direito ao Sintraveic. Mediolli, que é dono de 95% das empresas de transporte de veículos do Brasil, foi alvo da Operação Farol da Colina e chegou a ser condenado a mais de cinco anos de prisão por "lavagem de dinheiro" (Confira em Sentença condenatória contra MedioliEx-deputado do PSDB é condenado por lavagem de dinheiro e MPF quer aumentar pena de empresário condenado por evasão de divisas Quantia foi movimentada na conta Beacon Hill mantida em agência do Banestado, em Nova Iorque, e, depois, transferida para banco suíço).



ÍNTEGRA DO DEPOIMENTO PRESTADO POR JOSÉ MILTON À POLÍCIA FEDERAL NO DISTRITO FEDERAL






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