ANTÔNIO CAMPOS VÊ O DEDO DO PALÁCIO EM INDICIAMENTO DE MARÍLIA E NA EXPULSÃO DE LOSSIO PELA REDE



Em nota divulgada ontem, o advogado e candidato a deputado estadual pelo Podemos, Antônio Campos e que também é irmão do ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014, identificou o que chamou de "um verdadeiro atentado à democracia para tentar salvar a eleição de Paulo Câmara" no indiciamento a quinze dias das eleições da vereadora Marília Arraes, candidata do PT ao cargo de Deputada Federal.

Para Antônio Campos, o indiciamento  às vésperas das eleições é "uma forma de intimidar uma jovem liderança, que renova a política e que aprendeu com Arraes o respeito aos princípios democráticos."

O irmão de Eduardo Campos, que também é primo de Marília, mas faz oposição ferrenha ao governador Paulo Câmara e a Geraldo Julio, ambos do PSB, também considera que o "ajuizamento de 22 representações por parte da coligação do governador Paulo Câmara perante o TRE, que se prosperar tenta tomar todo o tempo da propaganda eleitoral de Armando Monteiro é uma forma antidemocrática de evitar o debate político, tão necessário nesse momento de Pernambuco e do Brasil.

Por fim, Antônio Campos cita a "retirada de Júlio Lóssio, sem o devido processo legal e de forma extremamente célere, com indícios de atuação de forças palacianas junto a membros da Rede Sustentabilidade, que esteve no início da pré-campanha com forças internas trabalhando a favor do apoio à candidatura de Paulo Câmara" como outro ato antidemocrático que tenta esvaziar o debate político e o processo eleitoral a duas semanas do pleito.


Segue a Nota na íntegra:

"É preciso respeitar o jogo democrático e o debate político.

No momento de polarizações e de extremos, em que se alimenta o discurso do ódio e da intolerância, em Pernambuco assistimos atônitos um verdadeiro atentado à democracia para tentar salvar a eleição do atual governador Paulo Câmara.

O indiciamento a quinze dias da eleição, no mínimo estranho, de Marília Arraes é uma forma de tentar intimidar uma jovem liderança, que renova a política e que apreendeu com Arraes o respeito aos princípios republicanos. 

O ajuizamento de mais de 22 representações por parte da coligação do governador Paulo Câmara perante o TRE, que se prosperar tenta tomar todo tempo da propaganda eleitoral de Armando Monteiro é uma forma antidemocrática de evitar o debate político, tão necessário nesse momento de Pernambuco e do Brasil.

A retirada da candidatura de Júlio Lóssio, sem o devido processo legal e de forma extremamente célere, com indícios de atuação de forças palacianas junto à membros da Rede de Sustentabilidade, que esteve no início da pré-campanha com forças internas trabalhando a favor do apoio à candidatura de Paulo Câmara é outro ato antidemocrático que tenta esvaziar o debate político e o processo eleitoral à duas semanas do pleito.

É preciso compreender esses atos não de forma isolada, mas como uma tentativa em várias frentes das forças palacianas em tentar evitar o segundo turno, atropelando o princípio democrático e o debate político, que o PSB Estadual tenta esvaziar em um discurso incoerente e de polarizações de extremos, que não condizem com a história do PSB de Arraes, João Mangabeira, entre outros. Não ao vale-tudo eleitoral!

É hora de resistência e de alertar a população que é necessário respeitar a pluralidade e o debate político das eleições e que o silêncio e a intimidação que querem fazer às oposições, terá o efeito contrário, num grande grito de indignação e que chegou a hora da mudança e de dizer não à truculência dos poderosos de plantão.

Recife/Olinda, 21 de setembro de 2018.

Antônio Campos

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