PCC: Transferência de líder da facção para o Distrito Federal pelo Ministério da Justiça gera reação do Governador Ibaneis: "Inadmissível!". Polícia Civil já teria detectado até aquisição de posto de gasolina pela facção no DF em razão da transferência




Foto: Ed Alves/CB/D.A. Press)


Em nota divulgada na manhã de hoje, o Ministério da Justiça divulgou uma operação conjunta dos órgãos de Segurança Pública, coordenada pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para realizar a transferência de quatro presos da Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, para a unidade federal de Brasília (DF). A escolta de transferência envolveu agentes do Departamento de Penitenciário Nacional (Depen), do Comando de Operações Táticas da Policial Federal (COT/PF) e da Seopi.

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A ação, segundo o MJ, é parte dos protocolos de segurança pública relativa à alternância de abrigo dos detentos de alta periculosidade ou integrantes de organizações criminosas, entre as unidades prisionais federais. A medida seria uma estratégica para o isolamento de lideranças e fundamental para o enfrentamento e o desmonte de organizações criminosas.

Dentre os presos transferidos de Rondônia para Brasília, de um total de 4 integrantes do PCC, estaria o fundador e líder do Primeiro Comando da Capital, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

O deslocamento dos presos foi feito pela Força Aérea Brasileira. Para o acompanhamento da operação, foram disponibilizadas viaturas da Polícia Federal e do Depen, além de batedores e helicóptero da Polícia Rodoviária Federal.

A nota ainda informou que a Força Nacional de Segurança Pública reforçou a proteção do perímetro das áreas que contornam a Penitenciária Federal de Brasília.

Entretanto, a transferência dos líderes do PCC para um presídio do DF desagradou o recém empossado governador Ibaneis Rocha que disse ao Portal metrópole que a Polícia Civil do DF já disporia informações de inteligência dando conta de que pessoas ligadas ao mundo do crime que mantêm conexão com o PCC estariam se organizando para viver no Distrito Federal e suas imediações. “Soubemos da compra de casas, terrenos e, até mesmo, da negociação de postos de combustíveis capitaneada por integrantes de facções criminosas. Não vou tolerar esses desmandos.”

“Eu tenho de zelar pela população brasiliense, por 186 representações diplomáticas, pelo Congresso Nacional, pelo Palácio do Planalto. É inadmissível aceitar a instalação do crime organizado na capital da República”, disse o governador ao Metrópole.

O governador conversou sobre a transferência de Marcola com o ministro da Justiça, Sergio Moro, a quem demonstrou seu total desconforto: “Eu disse a ele que não posso aceitar essa situação, que preciso de um reforço imediato para garantir a segurança no DF”.
Ibaneis disse ainda não descartar ingressar na Justiça para reverter as transferências que ocorreram no mesmo dia em que a Polícia Civil do DF realiza uma operação contra a expansão do PCC na Capital. Disse ainda que era "inadmissível aceita-los aqui", referindo-se aos 4 membros do PCC oriundos de Rondônia.

PRIMEIRA OPERAÇÃO

A primeira operação coordenada pela Seopi, secretaria criada na atual gestão do Ministério, ocorreu no dia 13 de fevereiro. A operação integrada entre o Governo Federal e o Governo do Estado de São Paulo resultou na inclusão de 22 presos no Sistema Penitenciário Federal. Na ocasião, os presos, líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), custodiados em São Paulo, foram transferidos com a escolta do Depen e da Polícia Militar de São Paulo para penitenciárias federais.


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